Bandeiras espanholas, dívidas, capital erótico e assassinos

Os utentes do SAP de Valença começaram ontem a exibir as primeiras bandeiras espanholas em casas e lojas situadas dentro da fortaleza que, ironicamente, foi construída para conter o avanço espanhol. Com os stocks reforçados de panos amarelos e vermelhos, alguns lojistas acreditam estar perante um grande aumento da procura e esperam bons negócios. Fabricadas na China e vendidas em Portugal a troco de euros, usadas como forma de protesto e espectáculo, temos as bandeiras espanholas como um sinal dos tempos.

O PSD tem mais dívidas do que os outros partidos todos juntos. Um partido endividado a querer governar um país endividado não é lá muito esperançoso. Mais um sinal dos tempos, dirá Pedro Passos Coelho, agora convertido ao realismo eleitoralista. Se não são as dívidas, são as dúvidas.

Já agora e a propósito: será que, quer o país, quer o PSD, têm capital erótico? Se sim, torna-se mais fácil pagar as dívidas.

Um vídeo desmente o exército americano e revela militares dos EUA a matar jornalistas da Reuters. Assassinato Colateral, é o título. Outro sinal dos tempos?

Símbolos, soberania e a espuma dos dias

Muito se tem falado de bandeiras a propósito da ostentação da bandeira monárquica, primeiro na CML, depois no alto do Parque Eduardo VII.

Segundo o Público “A Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Valença está a mobilizar a população, através de SMS, para colocar, na próxima terça-feira, em todas as janelas da cidade uma bandeira espanhola.”.

O artigo em questão conta, à hora a que escrevo, com cerca de 170 comentários. Há-os de todas as sensibilidades e tendências. Mais do que o texto, os comentários reflectem a forma como franjas representativas  da população olham o estado actual do país, os seus símbolos, os seus representantes e a sua soberania. “Se o Dantas é português eu quero ser espanhol”, dizia Almada de Negreiros no seu Manifesto Anti-Dantas. Se me derem mais qualquer coisinha eu quero ser espanhol, dizem hoje muitos portugueses. Retrato de um país estilhaçado e de um povo à deriva.

Referência também no Tvi24.