Trapézio nos cornos do teu velhote

Não sou o Toni! E acho que não é só uma questão de bigode.

Mas confesso que há um outro momento em que a costela tripeira aparece com toda a sua energia.

Fui à procura de um dicionário de palavrões para ver, do menu existente o que melhor se aplicaria ao Borges, mas nenhum me satisfez.

Depois de uma reflexão profunda consegui recordar os tempos em que ia ver os jogos do campeonato de amadores do Porto. E aí, na minha memória associei o Borges aos árbitros e encontrei.

Borges: “Já fiz trapézio nos cornos do teu velhote

 

Números, o resto é paisagem

Mal-entendidos

Quando cheguei, já tarde, contava-se a história de um homem cuja vida fora marcada por um episódio dramático, ocorrido no final da adolescência. O episódio, que, pelas razões que a seguir se explicarão, não vos posso contar, tinha tanto de torpe como de pungente e era fascinante do ponto de vista ficcional. E foi justamente isso que entendi, que se tratava do enredo de uma obra de ficção.  Um romance a que me apeteceu deitar mãos de imediato, diga-se. Mas a narração do episódio chegava ao fim, impunha-se avançar para outro tema, e eu já não encontrei espaço para esclarecer de que autor e de que obra se falava.

Nos dias seguintes, procurei no Google. Não era fácil, apenas com um excerto da trama, sem saber autor nem título, nem coisa nenhuma. A temática levava-me a supor que se trataria de uma obra relativamente recente, mas a busca revelou-se infrutífera. Não conseguia encontrar nenhum registo de uma obra com esse enredo. [Read more…]