A semana passada tropecei nos dois trabalhos jornalísticos que aqui vos deixo. Não conhecia Manuel Forjaz, evito lixo televisivo e o empreendedorismo é ideologia a cujas missas não assisto.
Manuel Forjaz faleceu ontem, e todos somos solidários com quem apanha um cancro, muito mais quando é da nossa geração, como é o caso. Se a semana passada não tive tempo de vos apresentar a face oculta de um empreendedor para quem já há muito que tudo valia, a ética quando nasce não é para todos, sei que não o deveria fazer hoje. Mas a minha ética, por sua vez, também tem um limite: uma comunicação social hipócrita, vendida, repelente, que vomita elogios fúnebres a quem agora partiu omitindo há anos quem realmente foi, está para lá dele.
E também é para isso que os blogues existem, para relembrar os dois perdidos trabalhos jornalísticos que nenhuma doença apaga:
Empresa de sucesso deixa centenas a “arder”
A Ideiateca era uma das empresas de consultoria de maior sucesso no mercado português. Com um volume de negócios de 1,5 milhões de euros em 2011, era o maior prestador de serviços de “cliente-mistério” no país. Em Setembro fechou as portas, sem avisar qualquer um dos milhares de colaboradores que tinha.








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