Como nasce uma calúnia

O cantigueiro Samuel publicou um texto sobre a Comissão de Trabalhadores da Auto-Europa. Melhor dizendo: após um comentário absolutamente lateral sobre António Chora transcreveu parte de um trabalho “académico” (desconheço a filhadaputice enquanto ciência) onde o autor narra os esforços da administração da empresa para controlar essa CT, isto em 1994.

Depois de o visado ter esclarecido que nesse ano fez parte da lista contrária à tal lista manobrada pelos patrões, na versão directores de recursos humanos, vulgo neo-capatazes, esforça-se agora Samuel por garantir que em lado algum insinuou ter António Chora alguma coisa que ver com o assunto.

Bom esforço.

O mail que me foi reencaminhado no dia seguinte e que transcreve o que Samuel escreveu não sei se tem origem no autor do Cantigueiro, se é serviço de um sectário do PCP mais zeloso, ou se foi mesmo a CIA quem o inventou para dividir a esquerda portuguesa.  Aliás este mail deve ser produto da minha imaginação prodigiosa. Estas coisas não existem, o sectário sou eu. Ah, reparo agora, é um mail do 1ºde Abril.

Aposto é que continua a circular.

Nota: a minha simpatia por António Chora é muito pouca. Faz parte da parte do Bloco de Esquerda que me vai afastando do Bloco de Esquerda. Mas há mínimos.

Resumo de uma entrevista a Sócrates

A Sábado resume assim uma entrevista de Sócrates ao JN:

“Calúnia”, “campanha negra”, “ofensa gratuíta” , “ataque pessoal”, ” insulto”, ” maledicência”, “mesquinhez”, “golpe baixo”, “hipocrisia”, “insulto”, (outra vez) “calúnia” (outra vez) e “insulto” (mais outra) !

Calúnia

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NÃO SE ADMITE
.a bola
Coitado do jornal «A Bola».
Imaginem que os jogadores do clube campeão Nacional, resolveram cortar relações com esses senhores. Não os querem ver nem pintados e ouvir, nem por sombras. E tudo porque os senhores que se dizem jornalistas e escrevem nesse jornal, escreveram ontem coisas que deverão ser calúnias. Assim, com este corte de relações, o jornal vai perder vendas e ainda acaba falido.
Na realidade não acredito que pessoas tão isentas como o serão por certo esses jornalistas, tenham escrito coisas, falseando a verdade. Os jogadores do clube azul e branco, deverão estar enganados. Os acontecimentos narrados terão sido mal interpretados pelos jogadores e bem descritos pelos jornalistas. Só pode ser! Os jornalistas são pessoas correctas e os jogadores uns mentirosos que só querem limpar o seu nome.
De qualquer forma, e por via de dúvidas, não vou mais comprar esse jornal, o que me não fará diferença alguma já que nunca o fiz. Esse tipo de jornais, não entra, por norma, nos meus hábitos literários.

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