Marcelo dá dois péssimos exemplos ao país

MRS

Marcelo Rebelo de Sousa deu hoje dois péssimos exemplos ao país. Conduzindo o seu veículo com uma equipa de reportagem da SIC ao seu lado, o novo presidente da República viajava sem cinto de segurança, uma péssima lição do professor que se prepara para ser o primeiro representante de uma nação onde a sinistralidade rodoviária ceifa anualmente centenas de vidas. Chegado ao seu destino, Marcelo estacionou num lugar reservado a deficientes, um acto de enorme desrespeito num país onde a chico-espertice faz multiplicar este tipo de comportamento, prejudicando diariamente muitos portugueses que se confrontam com o problema da mobilidade reduzida.

Sim, tudo isto é mesmo muito grave. E quando o exemplo que vem de cima é este – veio-me imediatamente à memória o episódio da campanha das Legislativas em que a caravana do PàF decidiu parar numa via equiparada a auto-estrada em Famalicão, com dezenas de apoiantes no meio da estrada, numa demonstração de absoluta irresponsabilidade e em clara violação da lei, apenas para filmar um vídeo de propaganda, que curiosamente já desapareceu, não sem antes terem sido guardadas algumas provas para a posteridade – não nos podemos admirar por ver o civismo pelas ruas da amargura.

Fotomontagem via Bocage 2.0

As multas por falta do cinto de segurança: a PSP preocupa-se com os portugueses


foto daqui

Acabo de ser aliviado de 120 euros que, há que confessá-lo, não me pesavam na carteira. Tudo porque não tinha posto o cinto de segurança no momento em que o agente da PSP me mandou parar o carro.
Não discuto a legalidade da coisa. É contra-ordenação, dá multa. Eu sabia, não pus o cinto, por isso é bem feito.
Só é pena que o agente se tenha cansado depressa de tão dura labuta. Tão depressa que eu fui o último a ser multado. Logo a seguir, atravessou a rua e foi conversar com o dono de um stand que estava mesmo em frente. Os restantes 5 agentes continuaram dentro da viatura.
Também tenho pena que a viatura da PSP tenha estado estacionada durante uma manhã inteira mesmo em cima de uma paragem dos STCP. E que os agentes de serviço não tenham reparado nos vários carros estacionados na passadeira e em cima do passeio.
Afinal, o que é um estacionamento na paragem de autocarro, na passadeira ou no passeio (30 euros) – pondo em causa a segurança dos peões – comparando com o grave crime que é não pôr o cinto de segurança? Algo que, no fim de contas, não prejudica ninguém a não ser o próprio em caso de acidente.
Mas percebe-se, 120 euros é muito mais do que 30 e não é por acaso que as multas em 2011 subiram 80% em relação a 2010. O país está em crise e se calhar esse aumento de receita até estava prevista no Memorando da Troika.
Seja como for, é bom saber que os senhores agentes da PSP se preocupam com a nossa segurança e que saem do quentinho da Esquadra, a um Sábado de manhã, unicamente para verificar se os condutores puseram o cinto de segurança.