Como é que o Miguel Sousa Tavares tem autoridade?

Depois de ouvir isto vindo da boca de MST, só me apetece vomitar. Não é a primeira vez que esta alma (será que a tem?) penada ataca os professores com leviandades e verdades criadas por ele lá no alto da sua cátedra.

Não vou questionar a legitimidade desse senhor para dar a sua opinião nas televisões. Muito menos divagarei sobre os motivos pelos quais ele é considerado uma figura importante – e com algo de valor a dizer – na nossa pequena sociedade.

Questiono apenas as suas afirmações. Ele sabe o que é ser professor e dar aulas há décadas sem qualquer promoção? Ele sabe o que é ter um trabalho que ano após ano nos manda para o desemprego sem nunca termos a certeza de que teremos trabalho no ano seguinte? [Read more…]

A vergonha

[Samuel Quedas]

Quem é que quer viver num país onde é possível acontecer a coisa abjecta que está a passar-se na SIC?
Por mais que eu tenha uma quase física aversão à figurinha patética de José Sócrates, ou ódio profundo de classe para com escroques como Ricardo Salgado e os seus vários sub-produtos… quem é que quer viver num país, repito, em que é possível ver escarrapachadas numa televisão, antes de haver um julgamento digno do nome, gravações de som e imagem de interrogatórios sigilosos, conversas privadas por telefone, etc?

Eu não quero!
Pudesse eu… e amanhã estaria a fazer as malas para ir viver para qualquer lugar, desde que fosse a milhares de quilómetros desta pocilga infecta.

IMPORTANTE!!
Que mal pergunte – e agora a sério! – alguém tem algum bom contacto para a Nova Zelândia, ou Austrália… ou Canadá…? Não estou a brincar! Por mim, vou embora para a semana, depois de deixar alguns assuntos bem arrumados ou bem encaminhados.

É que ainda me sinto capaz de, mesmo apenas nas artes e na actividade cultural, fazer coisas que, sejamos sinceros, aqui já não há praticamente ninguém interessado em que eu as faça, ou deixe de fazer… ou que viva, ou morra!

Supernanny

Bruno Nogueira sintetizou a coisa há dias.

Este programa teve origem no Reino Unido, emitido pela primeira vez pelo Channel 4. É de notar que um país onde os assistentes sociais têm um enorme poder, tendo-o exercido com polémica para retirar crianças às famílias (exemplo; ver também Grã-Bretanha: As Crianças Roubadas), permitiu a emissão de um reality show onde crianças são treinadas como se fossem cães e onde estas, sendo a parte fraca, não têm voto na matéria.

O esgoto chamado SIC  está a emitir isto, em versão nacional. Como diz Bruno Nogueira, se um dia uma destas crianças se matar, lá irá Marcelo dar abracinhos de consolo, com a SIC a transmitir o velório para gáudio dos voyers que se alimentam da vida alheia.

Renovo o pensamento inicial quando, em 1992, foi  anunciado o nome da estação. Na altura, SIC fazia-me lembrar you make me sick. Parece que adivinhava.

Momento “rigor” do dia

Quando a SIC usa um software de antivírus para ilustrar uma reportagem sobre as transferências para offshores. E daí, atendendo ao efeito virulento das offshores, se calhar até nem está mal visto. Só que tal software, que remova os paraísos fiscais, ainda não existe.

Assalto ao Castelo – Reportagem SIC sobre o colapso do BES e o papel do BdP

A SIC teve acesso a documentos vindos do “Castelo”, metáfora visual para o Banco de Portugal (BdP). Todos com o selo de confidencial, vindos directamente do departamento mais sensível do BdP, a Supervisão Micro-Prudencial.

Ao longo da reportagem, é explicado, brevemente, o passado do BES, bem como a constante promiscuidade entre o poder político e o banco. Define-se o que é a idoneidade dos banqueiros e os poderes que o BdP tem para a remover, assim implicando a demissão dos cargos.

BES - ligação política (clicar para ampliar)

BES – (alguma da) ligação política

Num desses documentos confidenciais, os técnicos do BdP afirmavam que uma “actuação tempestiva” poderia vir a ser necessária. Vários factos são apresentados para consubstanciar uma coisa simples: O Governador do BdP, Carlos Costa, soube dos riscos inerentes ao GES pelo menos nove meses antes da resolução do BES mas optou por não agir. [Read more…]

Carta aberta ao Director de Informação da SIC-Notícias

[Autor: Carlos Paz]

Meu caro Ricardo,
No programa “Negócios da Semana” de ontem, 1 de Março de 2017, o jornalista José Gomes Ferreira, que é teu Director Adjunto, teve como convidados, entre outros, os ilustres Professor João Duque, académico, e Dr. Tiago Caiado Guerreiro, advogado fiscalista.
As grandes notícias do dia foram:
– A audição na AR dos secretários de estado, actual e antecessor, sobre uma colossal fuga de capitais do País, ao longo de anos, que não foi escrutinada pelas finanças;
– A emissão, pela SIC, canal do mesmo grupo, da primeira parte de um programa sobre o Banco de Portugal e a sua imensa responsabilidade em tudo o que a economia portuguesa e os portugueses, em geral, sofrem, têm sofrido e irão continuar a sofrer por muitos anos.
Apesar da relevância de qualquer destes temas, e até da sua potencial inter-relação, o programa “Negócios da Semana” escolheu como seu tema do dia a Caixa Geral de Depósitos, os SMS’s do Ministro das finanças, as opções (que são só do conhecimento de José Gomes Ferreira) da Administração Domingues que, de facto, praticamente nem esteve em funções e, prato forte, o programa de recapitalização da CGD.
Não há aqui nenhum problema deontológico. O canal SIC-Notícias, e o seu Director Adjunto José Gomes Ferreira, tem o direito de fazer as suas escolhas editoriais.

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Barco (laranja) ao fundo!

barco

A SIC e o Expresso, desse perigoso esquerdalho que é o senhor Balsemão, encomendaram mais um estudo à Eurosondagem. O resultado demonstra que o país leva cada vez menos a sério o PSD de Passos Coelho, que registou o pior resultado desde as Legislativas de 2015. Mesmo em coligação estatística com o CDS-PP, a combinação de forças não vai além dos 36,2%, bem abaixo dos 37,8% obtidos pelo PS. E o CDS-PP só escapa ao último lugar da tabela porque existe um pequeno partido, sem os recursos ou a influência dos seus pares, chamado PAN. Caso contrário seria a confortavelmente a força partidária mais irrelevante deste país. Assunção Cristas está a fazer um excelente trabalho. É deixá-la andar. [Read more…]

José Gomes Ferreira arrependeu-se

Rui Naldinho

Todos já sabemos que o subdiretor da SIC Noticias tem sido um verdadeiro “Spin doctor” dos partidos da oposição e das confederações patronais, no canal de televisão do grupo IMPRESA.

José Gomes Ferreira, Fevereiro de 2014

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“Uma televisão vende tudo – tanto um Presidente da República como um sabonete.” Ou uma agenda escondida.

A SIC manipulou o vídeo de uma reportagem para parecer que um postal de correio que Marcelo estava a enviar a Costa custava a entrar na caixa de correio. Uma espécie de mensagem escondida para responder ao que o Presidente da República acabava de dizer: “Para o Sr. Primeiro-Ministro, vamos lá ver se entra mais fácil ou não…” Por acaso entrou mais fácil, mas a SIC mostrou outra coisa. A RTP prova-o.

Este truque foi descoberto pelos incansáveis da página “Os truques da imprensa portuguesa“.

Está a a SIC a estagiar para ser tornar na Globlo portuguesa? Emídio Rangel, quando era director da SIC, chegou a afirmar que “uma televisão vende tudo – tanto um Presidente da República como um sabonete.” Um presidente ou uma agenda escondida, poderia, aparentemente, Rangel ter dito.

Da Ética Republicana à medida

Na SIC Notícias, ontem, um vice-director do jornal Expresso deu lições de ética republicana em contexto de exercício de funções públicas e viagens ao Europeu de Futebol. A jornalista que moderava o debate não parecia preparada para lhe perguntar o que é feito dos Panamá Papers. Até porque o assunto da conversa não era esse.
E não perguntou.

PSD domina comentário político na televisão

A análise do Laboratório de Ciências da Comunicação do ISCTE-IUL aos comentadores «residentes», nas televisões em Portugal revela que o partido com mais comentadores e que, simultaneamente, são militantes partidários é o PSD:

A análise realizada encontrou 27 espaços de comentário «fixo» de militantes partidários. O PSD tem 11 espaços de comentários fixos, o PS tem 7, o BE tem 4, o CDS-PP tem 3, o PCP e o L/TDA [ Livre/Tempo de Avançar] têm um cada. [European Journalism Observatory, 12 de Maio de 2016]

 

Espaços de comentário televisivo

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Uma pergunta incómoda

sondagem

O alerta foi dado pela página que vem deixando o ministério da propaganda à beira de um ataque de nervos. Em mais uma iniciativa de puro terrorismo virtual, Os Truques da Imprensa Portuguesa trouxeram à baila uma sondagem encomendada pelo grupo Impresa à Eurosondagem, parte da qual, por algum motivo, não chegou a ver a luz do dia. Sobre o que foi publicado, já aqui deixei algumas notas.

Desconheço o motivo por trás de tal decisão mas, infelizmente para alguns, a lei obriga a que a ficha técnica e o estudo elaborados pela Eurosondagem fiquem integralmente arquivados no site da ERC. E se muitos dos dados recolhidos foram imediatamente tornados públicos, muitos foram os que ficaram presos no filtro do Expresso e da SIC. Um leitor da página, possivelmente desatento e ignorando que o grosso da sondagem havia sido publicado, ainda insinuou que o motivo para a não publicação do estudo estaria relacionado com a desejo de ocultar dados sobre os quais o Expresso até fez notícia. Fica por esclarecer o motivo que levou os dois órgãos a nada dizer sobre a resposta à pergunta “Quem acha que seria o melhor sucessor de Pedro Passos Coelho na liderança do PSD“, e cujo resultado atira a preferida da corte passista, Maria Luís Albuquerque, para o fundo de uma tabela liderada por Rui Rio, que consegue o dobro do resultado obtido pela antiga ministra. Deve ter incomodado alguém. Estou certo que seria um tema de interesse para muitos portugueses.

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

À atenção da ASAE

O sotaque do Porto imitado pelos actores lisboetas da telenovela da SIC, Coração de Ouro, faz lembrar a pior contrafacção da feira de Custóias.

O Lápis Azul da SIC Notícias

A SIC Notícias recebeu o novo Chefe de Estado truncando o seu discurso inaugural, manipulando, através de um truque de montagem desonesto e lamentável, a mensagem dirigida ao Presidente cessante.
Uma vergonha para o jornalismo e um insulto aos portugueses e ao seu novo Presidente.
De facto, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu-se ao seu antecessor em termos muito claros e significativos, designadamente no que respeita ao entendimento muito próprio que este teve sobre o “interesse nacional”.
O discurso de tomada de posse é esclarecedor ao afirmar a subjectividade óptica do conceito de “interesse nacional” adoptado por Cavaco Silva:

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Marcelo dá dois péssimos exemplos ao país

MRS

Marcelo Rebelo de Sousa deu hoje dois péssimos exemplos ao país. Conduzindo o seu veículo com uma equipa de reportagem da SIC ao seu lado, o novo presidente da República viajava sem cinto de segurança, uma péssima lição do professor que se prepara para ser o primeiro representante de uma nação onde a sinistralidade rodoviária ceifa anualmente centenas de vidas. Chegado ao seu destino, Marcelo estacionou num lugar reservado a deficientes, um acto de enorme desrespeito num país onde a chico-espertice faz multiplicar este tipo de comportamento, prejudicando diariamente muitos portugueses que se confrontam com o problema da mobilidade reduzida.

Sim, tudo isto é mesmo muito grave. E quando o exemplo que vem de cima é este – veio-me imediatamente à memória o episódio da campanha das Legislativas em que a caravana do PàF decidiu parar numa via equiparada a auto-estrada em Famalicão, com dezenas de apoiantes no meio da estrada, numa demonstração de absoluta irresponsabilidade e em clara violação da lei, apenas para filmar um vídeo de propaganda, que curiosamente já desapareceu, não sem antes terem sido guardadas algumas provas para a posteridade – não nos podemos admirar por ver o civismo pelas ruas da amargura.

Fotomontagem via Bocage 2.0

A Quadratura do Círculo reuniu-se no Dragão Caixa

Ah! Afinal foi na Alfândega da minha cidade. Seja como for, tenho óptimas recordações do Dragão Caixa.

Efectivamente: hiperactivo

MRS

Confirma-se: Marcelo Rebelo de Sousa não disse nada daquilo que a grafia por aí (TSFSIC) adoptada poderá sugerir. Rebelo de Sousa é claro: [ativɐˈmẽtɨ] e [ipɛɾaˈtivu] e não [ɐtivɐˈmẽtɨ] e [ipɨɾɐˈtivu].

Ou seja, «activamente – corro o risco de ser considerado hiperactivo», em vez do profundamente enganador «ativamente [?] – corro o risco de ser considerado hiperativo [??]». Em ortografia portuguesa europeia, sff.

Continuação de uma óptima semana.

“Vou ser um Presidente imperativo”, diz Marcelo à SIC

Peço desculpa, enganei-me: “Vou ser um Presidente hiperativo“, diz Marcelo à SIC.

Reportagem SIC sobre os perfis Facebook falsos da coligação PAF

Passou às 20:15 na SIC. Referiram que um blog “denunciou alegados perfis falsos”. Não lhes ficava mal terem referido a palavra proibida “Aventar”. E “alegados” aqui é uma imprecisão, porque esse tal blog demonstrou que os perfis são falsos.

Mais, a reportagem, na parte final do vídeo, é confusa ao misturar imagens de perfis falsos com a propaganda criada pela PAF.

O artigo em causa é este: Perfis falsos de apoio à PAF invadem Facebook. Obrigado por não terem apagado o perfil falso.

Quão fáceis somos de enganar?

http://www.dailymotion.com/video/x2plmnv_asdf_auto?start=5

Num país onde a maioria dos responsáveis políticos ilude e mente aos seus concidadãos, descobrir que existe mais uma senhora versada nas artes do oculto – seja lá o que isso for – não me choca nem surpreende, até porque o que não falta por aí são embustes com búzios e cartas e “professores” com nome de guerreiros africanos e hábitos ocidentais. Tal como tantos dos nossos políticos, vender ilusões e fabricar realidades absurdas é coisa que lhes assiste e que, infelizmente, vem também a ser legal.

O que me choca é que esta senhora, de seu nome Maria Helena, tenha tempo de antena na SIC para – espero que estejam bem sentados – usar a sua varinha de condão. De resto uma estreia total na televisão: até ali, Maria Helena só tinha autorização para usar os seus poderes mágicos em Hogwarts mas dizem as teorias da conspiração que o professor Dumbledore poderá ter metido uma cunha ao Balsemão no último encontro Bilderberg.

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O duo

Terças-feiras na SICN. As noites impagáveis em que dois putativos candidatos à presidência da República concorrem em poses de estadistas, olhos postos no infinito, queixo levantado, discurso tentando parecer sábio e profundo (ma non tropo, senão a malta muda de canal), análise de alcance planetário. ar de quem sabe algo que todos nós ignoramos. Santana e Vitorino, os candidatos que querem ser candidatos no lugar dos candidatos. O futuro augura-se auspicioso.

“Não usar pisca quando se muda de *direção”

Efectivamente, é um erro.

SIC – Esta televisão é sua (1997)

Contributo fundamental de Mariana Otero para a história da televisão privada em Portugal.

O longo adeus (?)

O modo como a SIC tratou hoje a “despedida” da troika, quase me comoveu. Os membros do governo mais ligados às finanças brilharam em depoimentos em tom entre o fadista e o tecnocrático, não faltando rasgados elogios ao ausente – mas já premiado e promovido – mestre Gaspar, o que mostra que a adoração aos “magos das finanças” tão própria de países subdesenvolvidos, não se perdeu. Tratadas em estilo hagiográfico, as personagens desfilaram looooongamente. Fiquei à espera de que, no final, se celebrasse uma missa de júbilo. Pelo milagre que fez esta boa gente e para pedir que se apresse a sua eminente beatificação.

Bomtempo e má grafia

Há sete meses, escrevi umas inócuas linhas sobre o Tribunal Constitucional. Desde então, sempre que o Palácio Ratton vem à baila, lembro-me de Bomtempo. Ontem, a hora do almoço, no Café Portugal, com um silencioso televisor sintonizado na SIC e a discorrer sobre esta notícia, não foi excepção.

jsr

Ao chegar a casa, decidi verificar a rectidão gráfica de uma das imagens transmitidas por esse televisor. Encontrei este vídeo e debrucei-me sobre o texto com a referência a “decisões de não inconstitucionalidade”, feita por Joaquim Sousa Ribeiro:

[O]s contribuintes para os sistemas de segurança social não possuem qualquer expectativa legítima na pura e simples manutenção do status quo vigente em matéria de pensões.

Nótula intercalar: Na citação da SIC, sem espanto meu, não surge o precioso ‘(…)’, no lugar do omitido “para os sistemas de segurança social”. Fim da nótula: siga. [Read more…]

Ridendo…

… “castigat mores”. Em versão SIC.

Sou contra a *co-adoção de crianças por casais do mesmo sexo

Estava sossegado a tomar o meu café, depois de umas páginas sobre o Cícero e o Timeu de Platão, quando, sei lá bem porquê, comecei a ler as notícias do dia e me deparei com um título fundador (já S. Tomás de Aquino lembrava, no De Ente et Essentia e bem acompanhado pelo Estagirita, que “[q]uia parvus error in principio magnus est in fine”). Decidi, muito rapidamente, trazer de novo ao Aventar aquela que é, aparentemente, uma das mais enigmáticas bases do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90): a XVI.

Segundo o Público, «[d]epois de Áustria, Finlândia, Alemanha e Israel, Portugal é o quinto país onde a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada». Acrescentaria que, sendo o quinto país em que a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada, Portugal será muito provavelmente o primeiro a não saber escrevê-la. Salvo honrosas e excelentes excepções, como o Público.

Efectivamente, segundo a base XVI do AO90, «[n]as formações com prefixos (como, por exemplo […]  (co- []), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: […], co-herdeiro […]; b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento […]; Não se emprega, pois, o hífen […] Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente […] coeducação».

Ora, sabendo nós [Read more…]

E, afinal, quantos reunidos é que os ministros tiveram?

tiveram reunidos

A estas perguntas pertinentes e importantes, os senhores jornalistas não respondem. Nunca respondem.
O que serão reunidos? Alguma coisa de comer? Tratando-se de ministros, e se os reunidos fossem enviados por mim, seriam assim algo parecido com bombons injectados com veneno, ou uma praga de animaizinhos tipo sanguessuga. Sanguessuga não, que isso já eles são. Mas qualquer outro tipo de praga.
Podem ser prémios exclusivos para ministros, tipo os Óscares dos mais mal vestidos, mas para personagens do governo (desculpem, algo me impede de lhes chamar personalidades) altamente desqualificadas como profissionais e seres humanos.
Sendo os reunidos algo tão importante que até aparece nas notícias, por que motivo não tiveram câmaras a filmar essa cerimónia de atribuição de reunidos? É muita incompetência, os senhores ministros num momento tão importante e não estiveram cobertura mediática.
Quando li este rodapé, pensei que ia ver algo de interessante, mas afinal, estive uma grande decepção. A SIC não esteve imagens para transmitir. Daí eu presumir que nenhuma equipa de reportagem teve no local. Tá mal.

Se agora já se escreve assim, imagino o que irá acontecer dentro de uns anos, quando se começarem a sentir os efeitos dos sucessivos cortes na educação.
Mas não tem mal, nessa altura faz-se um novo acordo ortográfico que contemple estes e outros erros.

Marques Mendes errou grosseiramente na SIC

Santana Castilho *

Marques Mendes referiu-se à situação dos professores portugueses, no sábado passado, durante o programa de análise política que mantém na SIC. Fê-lo com ligeireza. Evidenciou desconhecimento. Adulterou a verdade. Os erros em que incorreu serviriam para validar a tese oficial de que temos professores a mais e legitimariam os despedimentos futuros, se não fossem corrigidos. Marques Mendes apresentou três gráficos. O primeiro mostrava a evolução do número total de alunos, de 1980 a 2010. O segundo fazia o mesmo exercício, circunscrito aos alunos do 1º ciclo do ensino básico, para concluir que, entre 1980 e 2010, perdemos 51% desses alunos. E o terceiro gráfico dizia-nos que, no mesmo período, isto é, de 1980 a 2010, o número de professores tinha crescido 53%. Para que dúvidas não restassem, Marques Mendes colocou, lado a lado no écran, o 2º e o 3º gráficos e foi claro nas explicações acessórias: o crescimento dos professores fez-se em contraciclo; os governos anteriores falharam, fazendo crescer os professores à taxa de 53%, enquanto os alunos diminuíam à taxa de 51%. Só que, quando comparamos o incomparável, corremos o risco de passar de pavão a espanador.
Marques Mendes, ao dizer na SIC, como disse, que os professores cresceram 53%, passando de 95.400 em 1980, para 146.200 em 2010, usou o número de professores respeitantes a todo o sistema escolar não superior (1º. 2º e 3º ciclos do ensino básico, mais o ensino secundário). Como é evidente para qualquer, Marques Mendes só poderia relacionar o decréscimo dos alunos do 1º ciclo com a evolução do número de professores do 1º ciclo. E o que aconteceu a esse universo de professores? Cresceu 53% como disse o descuidado comentador? Coisíssima nenhuma! Em 1980 tínhamos 39.926. Em 2010 eram 31.293. Não cresceram na disparatada percentagem com que Marques Mendes enganou o auditório da SIC. Outrossim, registou-se uma diminuição de 8.633 professores. [Read more…]

Sondagem SIC/ Expresso

Maioria dos inquiridos acha que Governo deve cair.