O Rio Tinto

Mudar de ano pode, no caso em apreço, ter sido apenas uma mudança entre uma terça e uma quarta. Será, para muitos outros, uma alteração entre um ciclo de objectivos e uma nova carga de trabalhos para mais 365 dias. Mas, não deixa de ser também, apenas e só mais um momento em que os rios continuam a correr para o mar.

Neste caso concreto, a variável rio torna-se o receptor da incompetência de uma empresa, de uma sociedade ou sei lá de quem mais. A culpa pode até ser do Pai Natal ou do Pinto da Costa (eu, pessoalmente, aposto nesta última):

A notícia do Porto Canal não precisa de legendas.

Quem vive na zona do Meiral, em Rio Tinto (Gondomar) já se habituou há muitos anos aos maus cheiros que invadem todos os recantos de cada uma das casas daquela zona. Uns dias melhores, outros piores, mas sempre presentes para nunca livrar a memória de cada um da existência daquele monstro. Era o custo que alguns tinham que suportar para o bem de todos. É esse o preço da vida em comunidade. Para além dos camiões a circular permanentemente pelas ruas onde antes se jogava à bola havia os cheiros, sempre os cheiros.

Acontece que o preço que a ETAR custa a cada um de nós não se justifica. E por uma razão simples: não funciona. E não funciona porque a Empresa que tem a sua propriedade é incompetente para o fazer.

Não sei se a solução passa pelo Pai Natal ou pelo Pinto da Costa – mas o novo Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, tem que resolver esta situação e com urgência!

Valentim Loureiro e a lei da limitação de mandatos

Ainda sobre a limitação de mandatos e na sequência de um comentário ao meu post anterior.
Mesmo sabendo o que diz a lei da limitação de mandatos, o que é que atenta mais ao espírito com que foi feita? É Luis Filipe Menezes passar de Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia para a Câmara Municipal do Porto ou Valentim Loureiro passar de Presidente da Câmara de Gondomar para Presidente da Assembleia Municipal de Gondomar, colocando um boneco no cadeirão que era seu e continuando a controlar tudo a partir do novo cargo?
Pois…

Autarca Modelo – em Gondomar

No seguimento da reflexão sobre as eleições autárquicas há um modelo que penso não ser para repetir – o Major Valentim Loureiro.

Hoje Rio Tinto acordou assim.

Na semana passada tinha estranhado, numa viagem matinal por Gondomar, a quantidade de lixo que fui vendo em diferentes locais. Esta semana o filme repetiu-se e o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins acaba de publicar fotografias no Facebook que dispensam grandes comentários.

Segundo Marco Martins,

em 2006, a CM  de Gondomar acabou com a recolha de lixo aos sábados (o dia em que se produz mais lixo doméstico), tendo e bem, retomado alguns circuitos ao domingo. Porém, nas últimas semanas, os circuitos de contentores ao Domingo, deixaram de ser feitos…

E o resultado está à vista: lixo espalhado pela via pública, má imagem, focos de contaminação, cães e gatos a rebentar sacos, etc, etc. Será para preparar a entrega aos privados, que custará cerca de 1,2M€ a mais por ano aos nossos impostos? [Read more…]

Sábado, 24 Novem


Com a aproximação do fim de semana, não faltam actividades a realizar no próximo Sábado. Assim o tempo ajude. Trago dois eventos, ambos para o dia 24 de Novembro e ambos a ser realizados no exterior, em sintonia com a natureza que nos rodeia e com a qual muitos de nós pouco contactamos. Trago ainda um Voo Doméstico.
Por uma manhã ou uma tarde, ou por um dia inteiro, deixemos os centros comerciais e façamos algo para transformar a nossa sociedade, o nosso país, participando numa destas acções. [Read more…]

Pelo Rio Tinto, marchar, marchar

Caminhada pelo Rio Tinto, 25 de março

Não sou novo, nem velho, antes pelo contrário.

A caminho da escola lembro-me de ver o rio de todas as cores – até havia apostas sobre a cor do dia, que ia variando em função das descargas da fábrica. Vi, ali na casa do vizinho, uma mó de um moínho que em tempos esteve ali junto à Ponte, onde hoje temos um restaurante muito frequentado, mas com uma péssima relação preço / qualidade. Ouvi falar dos peixes que por lá existiram.

Andei de bicicleta e caí ao rio. Joguei à bola e ela também caiu ao rio. Fiz, fizemos, jangadas com madeira e garrafões de plástico – era a inspiração do Tom Sawyer.

Vivi sempre a 100 metros do Rio. Até que a modernidade trouxe uma ETAR: estação de tratamento de águas residuais. E tudo piorou. Além da qualidade da água não ter melhorado, ainda trouxe maus cheiros para toda a vizinhança.

Anos mais tarde apareceu o pior Autarca da nossa Democracia – esse mesmo, o Major. O Rio passou a ser um esgoto dentro de tubos que existem envergonhados por baixo de ruas e caminhos.

Por isso, não sei se o Rio Tinto é um Rio. Mas quero MUITO que volte a ser. A nossa história exige um Rio. Ou então mude-se o nome de Rio Tinto para Tubo Tinto, ou Esgoto Tinto…

O exemplo de Marco Martins, Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto (ou como nem todos os políticos são iguais)


Há 2 ou 3 dias, uma pessoa da minha família mais próxima sentiu-se mal e teve de chamar o INEM para ir ao Hospital. Minutos depois, chegava um veículo dos Bombeiros Voluntários da Areosa. A conduzi-lo, o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins, voluntário naquela corporação.
Não é de hoje que Marco Martins, eleito pelo PS nos últimos 2 mandatos e apontado como o próximo candidato do Partido à Câmara de Gondomar, dá extraordinários exemplos de cidadania e de nobreza na actuação política. Muitos dos seus actos passarão despercebidos na espuma das notícias, mas a política de proximidade que exerce em relação àqueles que o elegeram faz de si um exemplo notável. Não me esquecerei – não sendo por isso que o elogio – da forma célere como resolveu o problema do estacionamento selvagem em cima dos passeios na rua em que habito.
Mesmo não sendo essa uma das suas atribuições. As Juntas de Freguesia podem muito pouco no actual xadrez autárquico nacional. E num momento em que o Ministro da Propaganda se prepara para extinguir centenas de freguesias, [Read more…]

As multas por falta do cinto de segurança: a PSP preocupa-se com os portugueses


foto daqui

Acabo de ser aliviado de 120 euros que, há que confessá-lo, não me pesavam na carteira. Tudo porque não tinha posto o cinto de segurança no momento em que o agente da PSP me mandou parar o carro.
Não discuto a legalidade da coisa. É contra-ordenação, dá multa. Eu sabia, não pus o cinto, por isso é bem feito.
Só é pena que o agente se tenha cansado depressa de tão dura labuta. Tão depressa que eu fui o último a ser multado. Logo a seguir, atravessou a rua e foi conversar com o dono de um stand que estava mesmo em frente. Os restantes 5 agentes continuaram dentro da viatura.
Também tenho pena que a viatura da PSP tenha estado estacionada durante uma manhã inteira mesmo em cima de uma paragem dos STCP. E que os agentes de serviço não tenham reparado nos vários carros estacionados na passadeira e em cima do passeio.
Afinal, o que é um estacionamento na paragem de autocarro, na passadeira ou no passeio (30 euros) – pondo em causa a segurança dos peões – comparando com o grave crime que é não pôr o cinto de segurança? Algo que, no fim de contas, não prejudica ninguém a não ser o próprio em caso de acidente.
Mas percebe-se, 120 euros é muito mais do que 30 e não é por acaso que as multas em 2011 subiram 80% em relação a 2010. O país está em crise e se calhar esse aumento de receita até estava prevista no Memorando da Troika.
Seja como for, é bom saber que os senhores agentes da PSP se preocupam com a nossa segurança e que saem do quentinho da Esquadra, a um Sábado de manhã, unicamente para verificar se os condutores puseram o cinto de segurança.

O Sol quando nasce não é para todos


Em busca do «Sol»

Como eu compreendo a Morgada. Em Rio Tinto, terra desgraçada, pelo menos na zona que confina com Fânzeres, o «Sol» não se vende. Em Gondomar, já tinha esgotado. Felizmente, ainda há terras como Ermesinde. Num quiosque do centro já tinha esgotado a edição, mas vendiam as sete páginas das escutas, fotocopiadas, a 1 euro. Para o leitor serve e, para o quiosque, o lucro é bem maior.
Afinal, tenho de reconhecer que o João Cardoso tem razão: o Sol quando nasce é para todos.

O que se diz por aí

É voz corrente que a chuva e o vento põem Portugal em estado de alerta. Compreende-se que as intempéries causem esse estado. Pena é que a dívida pública, a insegurança ou o desemprego, por exemplo, não causem o mesmo efeito. Mas deve ser por causa do tal ilusionismo de que fala Jerónimo de Sousa, que já começa a atingir o pico do hipnotismo com as novas previsões do Banco de Portugal sobre o crescimento do PIB.
Sem ilusionismos dois automóveis foram engolidos, devido ao rebentamento de uma conduta de água, em Rio Tinto. Já não bastava o carjacking…
Filipe Menezes afirma que seria uma tonteria excluir-se de qualquer cargo do PSD. A questão é se não seria uma tonteria ainda maior aceitarem-no?
No processo movido pelos McCann contra Gonçalo Amaral, existe um sério risco do feitiço se virar contra o feiticeiro. Para além do apuramento de eventuais responsabilidades, será interessante acompanhar o escrutínio que se irá fazer sobre métodos e rumos da investigação criminal e da influência da comunicação social em Portugal.
No Porto, a PSP deteve 19 pessoas numa operação de combate ao tráfico de droga. Agora quero é ver como vão decorar a mesa com as doses apreendidas. Sempre apreciei o modo como fazem a disposição do material apreendido, digno de um decorador profissional. Oxalá haja também dinheiro e armas e munições, para dar mais cor.
Por fim, é apresentada hoje uma nova vacina que previne a meningite, a sépsis, a pneumonia e otite médica aguda, para crianças dos seis meses aos cinco anos. Por azar, não é comparticipada…

Chuvas em Rio Tinto e o Caos…

“Nasci” juntinho ao Rio Tinto. Ouvi as histórias de peixes e dos Moinhos ali junto ao ALARO…o café de António Luís… Oliveira. Sim. Esse – um dos Oliveirinhas. O mesmo onde hoje existe um restaurante onde se paga melhor para comer pior, mas enfim… voltemos ao assunto.

rio_tinto_poluido
Ali mesmo juntinho ao Rio vi vezes sem conta a sua fúria que teimava em chatear os mais desprotegidos – quem nada tinha, sem nada ficava por causa da água, esse elemento vital tantas vezes inimigo.
Depois veio uma ETAR que a troco dos maus cheiros e incómodos vários trouxe alguma requalificação às margens e ao leito do rio que dá nome à freguesia que quer ser concelho.
E esta madrugada, uma vez mais, a água entrou em casa dos meus familiares – um metro. Isso mesmo – um metro de água dentro de casa.
(RTP, JN, RR, SIC )
Imagine, caro leitor, que isso acontece em sua casa – além do lixo, o que ficaria danificado?
Agora se me permitem, uma conclusão demagógica: o sr. Major, esse exemplo raro do poder autárquico, que tantos anos leva de mentiras e enganos, fez o quê nas duas últimas décadas para resolver este problema?
Por mim, fica novamente claro que RIO TINTO tem que ser independente de Gondomar porque quem por lá anda faz de conta que a freguesia que mais dinheiro dá ao concelho não existe.