“a criança não almoçou mas não ficou sem comer “

Alguém, por caridade, me traduz o que possa significar não almoçar mas não ficar sem comer?
Tudo bem, portanto, dado que o “lanche da tarde devia ser reforçado para esta criança”.

Mais sobre o caso da criança, do almoço a da directora Conceição Bernardes que o suspendeu

A directora do Agrupamento Dr.ª Laura Ayres emitiu um esclarecimento, desmentindo a notícia aqui referida. Compete a um jornalista, perante uma acusação, ouvir o acusado. Aparentemente foi isso que foi feito. Como o Aventar não é um órgão de comunicação social mas aqui divulgamos opinião a partir dela, aqui fica o texto, dirigido aos pais. Aguardamos uma resposta do jornalista. Mas devo dizer que acho inadmissível que para cobrar uma dívida aos pais, ao invés de participar à Comissão Municipal de Protecção de Menores e/ou às autoridades competentes, um estabelecimento de ensino público adopte qualquer procedimento que altere o seu relacionamento com uma criança e as suas rotinas. Nem que tenha ido comer lagosta para a sala ao lado. Não faz parte do que aprendi ser uma escola pública, nunca tal vi ou de tal ouvi falar desde que as frequento, ou seja, desde que me conheço.

Exº Senhor Pai / Mãe / Encarregado(a) de Educação
Em função da notícia vinda a público, hoje, na comunicação social, sinto-me na obrigação de partilhar convosco os esclarecimentos necessários para repor a verdade do que realmente aconteceu.
Esta missiva dirige-se especialmente a si, pai /mãe e faço-o pelo respeito que me merece.
Passemos aos factos:
1. A escola identificada na notícia está errada. A situação aconteceu na EB1/Jardim de Infância da Abelheira.
2. “Nada justifica uma criança a passar fome. Não é justo castigá-la a ela” – são supostas declarações da mãe da criança. Não poderia estar mais de acordo com esta afirmação, e tanto assim é, que a criança comeu na sala onde ficou, durante a hora de almoço, acompanhada de uma educadora. [Read more…]

Sou Contra a Justiça Popular

… mas sou permissivo à abertura de excepções.

A directora Conceição Bernardes é um tumor do ensino em Portugal

A directora do Agrupamento Dr.ª Laura Ayres, Quarteira, decidiu cobrar o pagamento de refeições em atraso suspendendo o almoço de crianças e deixando-as assistir ao almoço dos colegas. Por uma dívida de 30 euros falamos da completa violação de tudo a que um professor está obrigado pelos seus deveres profissionais, já não falando nos mínimos da cidadania.

Se ainda existe Ministério da Educação (o que com os cortes reais no orçamento é duvidoso), ainda hoje Conceição Bernardes terá um processo disciplinar e em breve engrossará a fila dos desempregados. Não me peçam razões jurídicas para o fazer, é um dos casos em que se não as há que se inventem, as pedagógicas chegam-me perfeitamente. Um país que tem uma Conceição Bernardes à frente de estabelecimentos de ensino bateu no fundo.