2 de Novembro de 2008. O governo liderado por José Sócrates anuncia a intenção de nacionalizar o BPN, em plena contra-corrente com as sucessivas privatizações que ano após ano, governo após governo, têm sido levadas a cabo. Apenas alguns dias depois, a 11 de Novembro, já a lei de nacionalização do BPN estava publicada no Diário da República.
A primeira nacionalização do pós 25 de Abril foi uma lei prematura, tanto pelo curto período de gestação, como pela decisão precipitada. Com efeito, apesar de Teixeira dos Santos ter taxativamente afirmado que “o Estado não gastou nem envolveu dinheiro dos contribuintes” e de Sócrates ainda no mês passado ter garantido que o registo do buraco do BPN não terá reflexos no défice de 2011 e dos próximos dois anos, o facto é que o défice de 2010 foi agravado em 1,3 pontos percentuais porque 1,8 mil milhões de euros de despesa, referentes ao BPN e às empresas de transportes, foram colocados debaixo do tapete.
Mas teria sido possível não nacionalizar o BPN?







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