Alberto João preferia um governo PSD+PS…

… o que não surpreende. O dinheiro tem vindo generosamente de ambos os lados.Transferências para  as Regiões Autónomas (?) da Madeira e dos Açores (orçamento de estado e PIDDAC):

Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores  Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores

Fonte: MF/DGO

Curiosamente, apesar da diabolização de que geralmente AJJ é alvo, há ali uns dados interessantes quanto aos Açores nos últimos cinco anos de governo PS.

ver também: Jardim revela que o Governo de gestão tentou “estragar” negociações sobre zona franca

O bailinho de Sócrates

Esta espécie de crise madeirense andava a dar-me comichão atrás da orelha. Sócrates e Teixeira dos Santos defendendo heroicamente o fim da sangria desatada que tem sido o financiamento do Carnaval de Jardim, contra todos, da esquerda à direita? Por reflexo pavloviano via-me obrigado a dar-lhes razão. Isto perante a informação que detinha. Ontem li este texto de Francisco Louçã no Facebook:

Há dois detalhes que pouca gente conhece acerca desta crise política artificial que Sócrates quer criar com a lei das finanças regionais:

1) O PS votou na Madeira, ao lado do PSD, CDS e PCP (só o Bloco não a aprovou), a lei que agora considera que é inaceitável e que poderia provocar a demissão do governo. A lei era mesmo inaceitável (com o voto do PS), porque levava a disparar a despesa e o défice, beneficiando o incumpridor (por exemplo, se o défice era ilegal, a dívida seria transferida para o país inteiro no mesmo montante da ilegalidade… Alberto João Jardim ganharia duas vezes). O Bloco conseguiu impedir esse disparate, retirar mais de 150 milhões desse despesismo, impor regras e conseguir transparência.

2) O Governo, que agora contesta esta lei (que o PS aprovou na Madeira), deu 79 milhões de euros ao governo regional da Madeira em aumento de dívida, em Dezembro deste ano. Foi Sócrates quem decidiu essa benesse, contra o parecer do ministro Teixeira dos Santos, que terá mesmo pedido a demissão. O governo que deu 79 milhões de euros debaixo da mesa não está disposto a impor uma lei que de controlo das contas e da dívida.

Assim se percebe como esta crise é artificial.

E a comichão passou-me num instante.

Nem Maquiavel faria melhor…

A estratégia de José Sócrates é simples: conseguir a tudo o custo a queda do Governo entre Março e Junho, ir a eleições e conseguir uma nova maioria absoluta. É assim que se explica toda esta polémica comezinha por causa de 50 milhões de euros.
Agora, a estratégia passa por pôr a «batata quente» no Presidente da República: ou veta a lei, ou vai haver consequências políticas graves. Ou seja, se se demitir a culpa é dele.
A chamada de Manuela Ferreira Leite a S. Bento, num momento em que até Jaime Gama já abandonou o seu papel de imparcialidade, inscreve-se em todo este cenário.
Brilhante! Nem Maquiavel faria melhor…

De Novo A Ameaça de Demissões

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ESTA TRAMPA JÁ ME CANSA

Eu já estou cansado disto tudo, e como eu, o País também estará. Já ninguém se importa. Eles, que são os nossos mandatários, que trabalhem e façam por merecer o salário de ricos que recebem.
De facto, na classe mandante, entre o governo, a Assembleia e os partidos, ninguém se entende entre eles, e o pior é que ninguém se quer entender.

O Orçamento de Estado para 2010, aprovado na generalidade com os votos a favor do partido do governo, já sofre condicionamentos, por tudo e mais por causa da Lei das Finanças Regionais. Ninguém quer ceder, e até já há ameaças de demissões. Ele é o ministro, ele é o Dialogador, ele, são as pressões.
Já falam em aumentos de impostos, em redução de salários, em tudo e mais alguma coisa, para assustar e condicionar.

O Conselho de Estadode de hoje irá provocar algum esclarecimento, ou ajudar a resolver alguma coisa? Ou no fim, e por fim, os que devem não cedem, e os que não devem vão meter o rabo entre as pernas, como tem sido de costume?

Assim de repente, a crise está de regresso

Assim como quem não quer a coisa, o aviso está feito. O jornal i assinala hoje que o stress político em relação ao orçamento de Estado não está fechado. Com a ameaça de demissão do ministro das Finanças em cima da mesa, caso a Lei das Finanças Regionais proposta pela oposição seja aprovada, o primeiro-ministro fez saber que a coisa pode acabar na demissão de todo o Governo.

O Conselho de Estado de hoje pode trazer novidades. A economia estará em foco. Desde o orçamento, até às análises das agências de rating, passando pela subida de impostos ou redução de salários.

O país é que está cansado destas histórias. Isto é, o país que se interessa, porque a maior parte parece alheia a estes dramas. Se calhar com razão…

COMO UMA MINORIA É ARROGANTEMENTE MAIORITÁRIA

OS CEM DIAS DO GOVERNO

Faltam poucos dias para que este governo, liderado por D. Sócrates II o Dialogador, veja debatido na Assembleia da República o seu Orçamento para 2010. Pelo que se sabe, o executivo conseguiu acordos que lhe são francamente favoráveis, tendo a oposição sido levada, com areia nos olhos, a aceitar a arrogância socialista.
Como é de costume, nesta altura, cem dias passados sobre a tomada de posse do governo, faz-se um balanço da actividade governativa dos nossos mandantes.
Nestes três meses, já foram três as fases por que passaram.
Na primeira, quando ainda não tinham interiorizado que tinham deixado de ter uma maioria absoluta, o governo mostrou-se extremamente arrogante.
Na segunda, a oposição, quando ainda não tinha interiorizado que não era governo, mostrou-se extremamente arrogante, a ponto de querer que o País tivesse o seu Orçamento e não o do governo.
Na terceira, aquela em que agora vivemos, os ânimos acalmaram, o governo mostrou começar a entender que não tinha a anterior maioria, encetando o uso de um diálogo cheio de promessas, e a oposição vai-se deixando embalar pelas palavras doces do governo.
Nas duas primeiras fases, o clima de tensão foi grande, com o casamento gay, o adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo, e a extinção do Pagamento Especial por Conta a tomarem conta dessa tensão.
A entrada desta terceira fase coincide com o início do ano. Chegou o ansiado diálogo. As negociações para a aprovação do Orçamento de Estado, culminaram na abstenção dos principais partidos da oposição, garantindo a sua viabilização. Passaram todos a ser amigos do peito. Mas atenção, que a alteração da Lei das Finanças Regionais, pode, de novo, fazer azedar os ânimos.
Estamos nos momentos em que o governo entende começar de novo a adoçar a boca ao zé povinho, através de medidas de carácter populista. E lá surge a abertura de uma conta a prazo, de 200 euros, para cada nascido em território Nacional. Com essa medida espera-se que os casais portugueses, os que podem procriar, queiram ter filhos, quantos mais melhor, já que as condições de vida vão melhorar consideravelmente. Com esse dinheirinho, o Estado espera receber mais um voto no futuro e dois votos no presente.
A par dessa medida, o anúncio da paragem de certas obras públicas, serve também para acalmar certos pensamentos mais pessimistas, mas a posterior mensagem da sua não paragem, em especial as obras do TGV, não é bom augúrio.
Temos ainda a prova provada da enorme amizade que o governo nutre pelos Portugueses. Para nos beneficiar, e apesar da admissão de erro crasso do Ministro das Finanças, os nossos mandantes, dizem que decidiram de moto próprio aumentar o déficit das contas públicas, no ano de 2009. Tudo a bem de Portugal e dos Portugueses.
Por último, não parece ser nada bom, o termos um Primeiro Ministro, que, sempre pelas piores razões, se mantém nas bocas do povo.

Orçamento, frio, greves e companhia

O Governo, a ser esmiuçado em todas as suas contas de défice, despesa, investimento e impostos, cuja redução do défice Bagão Felix considera “frouxo” (considera isso e outras coisas mais…), assume uma faceta cada vez mais ecológica, usando até o Orçamento do Estado em prol do ambiente. Uma das medidas para combater o aquecimento global passará por congelar os salários na função pública. Duvido é que tal não vá aquecer os ânimos… Valerá a vaga de frio com ventos e temperaturas negativas, mas por quanto tempo?…É que as negociações com os sindicatos arrancam a 9 de Fevereiro. E o que irão fazer os gestores de órgãos executivos, que vão passar a ver os seus parcos bónus afectados?
Por falar em ambiente, em Portalegre o vento derrubou árvores. Esta natureza tem muito mau feitio.
A Aple está decidida a fazer concorrência ao nosso Magalhães, lançando hoje um novo computador táctil. Mais uma razão para Sócrates puxar as orelhas a Teixeira dos Santos que não usar um Magalhães na apresentação do Orçamento.
Entretanto Sócrates já percebeu que não é só o PS quer quer estar no Governo. O PSD também quer que o PS governe, como terá sido o caso da Lei das Finanças Regionais por causa da Madeira. A isto chama-se fritar em lume brando.
Na greve dos enfermeiros que durará até Sexta começou o festival dos números de adesão. Como em todas as greves sectoriais, lá vamos assistir a mais um marralhar de números entre sindicatos e Ministério.