Desorientação sexual

Há, com certeza, razões ancestrais para que as pessoas se preocupem tanto com a vida sexual das outras pessoas ou com a vida sexual mesmo sem pessoas: o medo do animal que vive em certas partes do corpo, o medo do corpo que vive em certas partes do animal, o medo de que outro corpo leve o corpo de que gostamos, o medo de não sabermos tudo sobre a vida dos outros, o medo de que a vida dos outros seja melhor do que a nossa, o medo da infelicidade dos outros. [Read more…]

E é assim que deve ser, disse o Senhor

Viviane e Samira tinham um pai e uma mãe.

Francisco e a funcionária que recusava casamentos gay

Os fundamentalistas atribuem-se a si próprios uma liberdade de juízo e de acção que negam aos outros.
Antes do mais, um pouco da história, para quem a desconhece, embora não tenha encontrado uma versão que me fornecesse todos os dados a que gostaria de ter acedido.
Kim Davis, funcionária-chefe de uma repartição de registos numa cidade do Kentucky, opositora do casamento entre pessoas do mesmo sexo, direito reconhecido em Junho passado pelo Supremo Tribunal dos EUA, recusava-se a cumprir a Lei (os pormenores variam consoante a fonte), invocando motivos religiosos (Kim pertence à Igreja Episcopal, mas antes da “conversão” divorciara-se três vezes). Defendia para si o direito à objecção de consciência, mas os Tribunais não lhe deram razão. O Supremo terá alegadamente dito que um funcionário não pode “declinar agir em conformidade com a Constituição dos Estados Unidos”.

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Somos bestiais

Vejo as notícias. Milhares de franceses (porque é que estes tipos parecem sempre ter qualquer coisa de Vichy?…), furiosos, largaram as baguettes e desatinaram pelas ruas de Paris, contra o casamento de pessoas do mesmo sexo e tudo o que envolve esta questão. Com a habitual coragem, incendiaram carros, partiram montras, destruíram, vandalizaram, bateram uns nos outros.

Agora vejam a nossa classe, a nossa finesse: quando discutimos o problema (que cada vez o é menos, valha a verdade) a coisa mais violenta e destrutiva que se nos apresenta (“que mor coisa parece que tormenta!”) é a fúria argumentativa do Marinho Pinto. Tomem lá disto, franciús selvagens!

Marinho Pinto será naturalmente parvo?

“Um homem a fazer de mãe ou uma mulher a fazer de pai” não são “uma família natural”.

Finalmente, Tito-Lívio e Florent casam… e não se casam ainda!

Tito Lívio (à esquerda) e Florent Robin

Um casamento que não é um casamento, porque é um casamento puramente simbólico, militante e que confirma a vontade e a coragem duma autarca francesa – Hélène Mandroux, Presidente da Câmara Municipal de Montpellier, cidade de 420 000 habitantes – na defesa da igualdade de direitos para homossexuais e heterossexuais.

Chocada com a atitude das autoridades diplomáticas portuguesas ao recusarem proceder ao nosso casamento em conformidade com a lei portuguesa, a Sra. Presidente disse SIM, em directo da Divergence FM de Montpellier, quando aceitamos a sua proposta de nos casar simbolicamente nos Passos do Concelho de Montpellier, com o duplo intuito de apoiar os nossos direitos legais e de fazer avançar o seu próprio combate pela legalização dos casamentos de pessoas do mesmo sexo em França que encetou em 2009 com o “Apelo de Montpellier” que já foi assinado pela maioria dos presidentes de câmara das principais cidades francesas. [Read more…]

À atenção da Fernanda Câncio, aquela que defende que com as uniões de facto ninguém vai querer casar

Fernanda Câncio,

Aconselha o civismo, a educação, a decência e as regras implícitas da blogosfera que se cite ou que se faça um link de determinado post  a partir do qual se escreveu um outro post.

Ora, a Fernanda leu no Aventar um post do António Serzedelo de que não gostou. E vai daí, respondeu com um outro post, mas sem nunca referir o post e o blogue a que está a responder. Porque para si, claro está, o Aventar é um blogue menor.

Por essas bandas, valha a verdade, já estamos habituados a esse tipo de procedimento. Embora também seja verdade que o mestre das «citações sem link» acaba de ser corrido do Jugular por razões perfeitamente atendíveis. Da sua parte é que é novidade, pelo menos para mim.

Pelos vistos, na sequência desse post do Aventar, a Fernanda intimou o António Serzedelo a desmentir a tal conversa, na qual a Fernanda lhe terá dito que se a lei das uniões de facto fossem ávante ninguém ia querer casar. Não conheço os contornos da conversa, mas acredito piamente no António Serzedelo. E se ele disse que a Fernanda disse que com as uniões de facto ninguém ia querer casar, é porque a Fernanda disse que com as uniões de facto ninguém ia querer casar. Um aventador não mente.

Fernanda, o seu post de resposta ao António Serzedelo tem o elucidativo título de «Opus rascum». Com o devido respeito, a parte do rasca ficará consigo.

E não precisa de fazer link deste post. Porque como dizemos cá pelo Porto, eu não sou da sua laia.

Nova Lei das Uniões de Facto já cá fazia falta!

A Opus Gay e eu própio congratulamo-nos com a promulgação da nova lei das Uniões de Facto, fórmula pela qual nos vinhamos batendo quase isoladamente, há muitos anos, desde que a discussão foi aberta, e que defendemos perante partidos, deputados – e alguns hipócritas aparecem agora a defender o que antes diziam não ser possivel – e publicamente.
Cheguei a ouvir da voz de uma distinta defensora do casamento dizer que eu não podia defender isso, senão ninguém queria mais casar!! Tal o moralismo e a ética destes próceres de algumas mudanças sociais…

Hoje as minhas posições encontram-se ainda mais justificadas, pois sabe-se que mais de 30% dos casais do país encontra nesta fórmula o modo de constituir família. A promulgação desta lei é um acto republicano, pois legisla igualmente para todos os cidadãos, independentemente da orientação sexual.
Visões algo conservadoras pretendem defender a exclusividade do casamento civil, ou do matrimónio religioso, para legitimar a constituiçao da familia, pois para alguns deles de certo modo o casamento civil é uma especie de antecâmara da sacristia da Igreja para o casamento religioso, desconhecendo outras realidades sociais.
Hoje, uma visão alargada da sociedade deve prever as várias formulas que os cidadãos encontram de serem felizes e constituirem familia, dando-lhes a dignidade republicana da igualdade da lei para todos, tanto mais que o casamento se encontra em declínio, independentemente da sua dignidade e utilidade e pelo qual nos batemos aquando da aprovação da lei sobre o casamento civil  entre pessoas do mesmo sexo.
Não subscrevemos a teoria  da oposição de direita, sem preapostada em  travar mudanças, de que “o que é diferente deve ser tratado de modo diferente”, pois essa é uma fórmula que pretende criar novas formas de exclusão, salvo quando servir para criar modos de discriminação positiva, excepcionais.
 
Saúde-se, portanto, o Partido Socialista, que finalmente teve a coragem de avançar com a nova lei agora promulgada, e o PCP, BE e Os Verdes, que o coadjuvaram no Parlamento.

Agenda política

film strip - agenda política

A não presença de Cavaco Silva!

Cavaco é useiro e vezeiro em não comparecer ou em não participar nas cerimónias nacionais que não lhe agradam , o que é profundamente lastimável porque não é isso o que se exige a um Presidente da República.

Enquanto pessoa nada a apontar mas como Presidente da República fica-lhe mal. Ainda há bem pouco tempo não quiz participar, apesar de convidado, na homenagem ao capitão de Abril  Ernesto de Melo Antunes, um dos mais importantes heróis da revolução e seu ideólogo. Nunca o vi com um cravo ao peito nas cerimónias do 25 de Abril, e já deu cobertura a homenagens a vilões e fascistas.

Não fiquei surpreendido, mas a verdade é que Cavaco Silva, começa a ser uma “não presença” mesmo no que à vida política diz respeito, preparando meticulosamente a sua reeleição e deixando o país ao desvario , não tomando posição, navegando nas àguas calmas de quem não se deita ao mar .

Depois do “casamento gay” Cavaco não estaria nunca disponível para estar presente no funeral de Saramago, por todas as razões, como mostrou quando deu cobertura ao imbecil Sousa Lara, e agora perante o mau perder da Igreja Católica, ainda menos. Repito, não se trata do cidadão Cavaco Silva, trata-se do Presidente da República que não pode deixar-se limitar por razões de circunstância ou de ideologia pessoal.

Sou o Presidente de todos os portugueses, diz amiúde! É só isso que se lhe exige! Afinal, seja qual for a ideologia de cada um, Saramago é o único Prémio Nobel da Literatura Portuguesa e o segundo Prémio Nobel de um cidadão nacional!

PS:  . Em cima as imagens são a Casa dos Bicos e a delegação da Fundação de José Saramago na sua terra natal.

Ser homossexual é pecado

A entrevista da qual retiro estes excertos saiu no caderno 2 do Público há umas semanas atrás. Os entrevistados são dois jovens cristãos, um adventista e um baptista. Sobre o casamento «gay» e a homossexualidade em geral, têm as opiniões que se seguem:

«O termo casamento pode ser desnecessário».

«Biblicamente, [a homossexualidade] é um pecado, como a hipocrisia e a gula. Não há pecados maiores e menores. E se ouvir dizer que não é pecado saio da Igreja.»

«Estou de acordo com as regras. Claro que não há uma Igreja perfeita. Perfeito é Deus. [E a homossexualidade] é abominável aos olhos de Deus.»

«Não podemos ir tão longe [ter pastores homossexuais]. Porque é um exemplo para a sociedade.

«A partir do momento em que o pecado entra no mundo há um desvio do plano de Deus. A homossexualidade tem de ser sempre um desvio do plano de Deus. Aceito e respeito que a Igreja não pode aceitar a homossexualidade, como não pode aceitar cobiça e roubo. A Igreja tem de ser o garante do normativo e não concebo que aceite qualquer um destes fenómenos.»

«Sei que não foi a vontade de Deus quando criou o homem que ele fosse homossexual.»

«Deus é perfeito, não falha. Deus cria e o homem vai degenerando.»

«Acreditamos que Jesus Cristo voltará para nos salvar do pecado. [Se Cristo vier a homossexualidade acaba], como todos os outros pecados.»

«Preferia que o termo fosse união de facto. Casamento não, porque é uma instituição divina.» [Read more…]

Da nova governança europeia, crise do euro e da Europa, ao Vidas Alternativas

A  última quinzena que vivemos foi um período dramático  para Portugal, e para a Europa.
Houve graves riscos de rupturas económico-financeiras, por via dos ataques  que centrais de especuladores lançaram contra as dívidas soberanas de alguns Estados do Sul, designadamente Portugal, Espanha,e e até  Itália.
O Banco Central Europeu  teve de intervir, injectar dinheiro no sistema, e assim, evitar algumas possíveis bancarrotas.
Ficou agora claro  que a agenda europeia,em nome da solidariedade e do Euro- que a Alemanha tem evitado – é que comanda as agendas nacionais,e os diferentes e dolorosos PEC´s que estao a ser aplicados , para os trabalhadores dos diferentes países pagarem, como se os erros fossem deles. Há  um ataque ao Estado Social, ao Estado Previdência, tal como o concebemos na Europa desde o pós guerra.
Já é nitido que vai ser necessária uma governança europeia,centralizada,   que coordene sobretudo as políticas fiscais dos diferentes países, evite os nacionalismos e os gastos excessivos que os políticos gostam de fazer ,para deixar nome, ou obra, sem cuidar do futuro.
Sócrates ou os seus ministros andam  num vai e vem,para nos trazer os recados ou ordens de Bruxelas, e o que ontem nos anunciavam como  verdade, hoje já não é face à nova conjuntura  económico -financeira, global.
 
Temos de poupar, temos de produzir mais,  temos de criar mais riqueza, moderar os hábitos de consumo justamente num momento em que tudo isto parece muito difícil e as pessoas  desmobilizadas, não acreditam no futuro.
È possível  que venham outros impostos, outros cortes,   ou haja inflação, mas o que nos fica como  amargo na boca, desde  já ,  é que nem nos EUA, nem na Europa, nem em Portugal, até ao momento,  foram encontrados culpados.
 
Desde a falência dos dois grandes bancos americanos , há cerca de dois anos que eram prevísiveis  algumas destas consequências.
Ninguem viu, ninguém se importou, ninguém avisou,ninguém tomou medidas… [Read more…]

O Não-Evento

Ontem, o não-politico Cavaco Silva veio apresentar a sua não-posição sobre um não-assunto, foi mais uma intervenção ao nivel do não-comunicado a propósito da lei dos açores.

Se seguirmos a postura supostamente institucional que ele tenta vender deveremos portanto ignorar todas as outras observações laterais sobre os verdadeiros assuntos que nos interessam.

O problema nas contas públicas, o desemprego, a responsabilidade dos políticos, tudo isso deverá ser visto como palha para encher um não-comunicado que sem isso nem sequer teria razão de existir.

Ficamos impacientemente a aguardar o próximo não-evento deste presidente e que será provavelmente a sua candidatura às próximas eleições.

Cavaco aprova casamento «gay»

Se não o fizesse, era tolo. O diploma voltava à Assembleia e no prazo de uma semana tinha de o aprovar mesmo. Derrota estrondosa para o professor que nunca se engana.
Assim, marca a sua posição. Aprova, respeitando a maioria da Assembleia da República e dos juizes do Tribunal Constitucional, mas com uma espécie de «declaração de voto», onde estará presente a sua discordância pessoal, a sua noção de família e coisas do género. Com direito a transmissão em directo e tudo.
Uma última palavra para o conceito de importância do presidente Cavaco. O país na bancarrota e o aumento generalizado de impostos não merece sequer um comentário. A aprovação do casamento «gay» até merece uma declaração ao país em horário nobre. Como no caso do Estatuto dos Açores, esse assunto de transcendente importância.
E o candidato Manuel Alegre, será que também vai falar ao país deste assunto depois de não ter falado do outro?

Como Se Fora Um Conto – A Minha Viagem Praga

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A MINHA VIAGEM A PRAGA

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Já há muito tempo que desejava ir à República Checa. Minha mulher, sabendo desse desejo, marcou uma viagem numa semana de férias. Era agora. Estava a chegar o dia.

Com entusiasmo, procurei nas casas de câmbios e nos principais bancos, coroas para trocar por euros. Não havia, nada, nenhuma. Mas informaram-me que, logo no aeroporto de Ruzyne, e também por todo a cidade, encontraria locais para esse câmbio. Fiquei descansado. Afinal, iria para uma cidade, para um país, pertencente à Comunidade Europeia.

Desde o fim da década de oitenta do século passado que se pode, com facilidade, visitar esta cidade, durante tanto tempo escondida pelo regime comunista.

Iria conhecer [Read more…]

O casamento gay, o Tribunal Constitucional e o PEC

Portugal volta à ribalta, mas não por boas razões, a par da Grécia

Na Madeira, racionalmente, continua a ser mais importante ultrapassar os problemas causados pelo temporal de há um mês, contrastando com a imprensa do Continente que tem dedicado largo espaço, nas últimas semanas, ao envio pelo Presidente da República ao Tribunal Constitucional, em 13 de Março, para avaliação da lei proposta pelo governo da República e aprovada pelo Parlamento, sobre a tal “absurdeza” como já lhe chamei, que é o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.
A questão desse “casamento” vai passando ao largo, o que não significa, por parte dos Madeirenses, menosprezo dos valores morais que estão subjacentes à pessoa humana e à família ou sequer que se tenham deixado “embalar” pela tramóia socialista.
Deliberadamente usei o termo “embalar”, tal como em Novembro passado, no Diário, ao caricaturar o desespero do governo socialista na tentativa de “dispersar a atenção do País dos problemas reais” montando toda uma grande manobra de diversão, a pretexto do “cumprimento” de uma promessa eleitoral – a legalização do “casamento gay” – para dessa forma tentar encapotar as promessas que desde 2005 continuam por cumprir, de que existem aspectos que o tempo não apaga e cabe uma vez mais registar. [Read more…]

COMO UMA MINORIA É ARROGANTEMENTE MAIORITÁRIA

OS CEM DIAS DO GOVERNO

Faltam poucos dias para que este governo, liderado por D. Sócrates II o Dialogador, veja debatido na Assembleia da República o seu Orçamento para 2010. Pelo que se sabe, o executivo conseguiu acordos que lhe são francamente favoráveis, tendo a oposição sido levada, com areia nos olhos, a aceitar a arrogância socialista.
Como é de costume, nesta altura, cem dias passados sobre a tomada de posse do governo, faz-se um balanço da actividade governativa dos nossos mandantes.
Nestes três meses, já foram três as fases por que passaram.
Na primeira, quando ainda não tinham interiorizado que tinham deixado de ter uma maioria absoluta, o governo mostrou-se extremamente arrogante.
Na segunda, a oposição, quando ainda não tinha interiorizado que não era governo, mostrou-se extremamente arrogante, a ponto de querer que o País tivesse o seu Orçamento e não o do governo.
Na terceira, aquela em que agora vivemos, os ânimos acalmaram, o governo mostrou começar a entender que não tinha a anterior maioria, encetando o uso de um diálogo cheio de promessas, e a oposição vai-se deixando embalar pelas palavras doces do governo.
Nas duas primeiras fases, o clima de tensão foi grande, com o casamento gay, o adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo, e a extinção do Pagamento Especial por Conta a tomarem conta dessa tensão.
A entrada desta terceira fase coincide com o início do ano. Chegou o ansiado diálogo. As negociações para a aprovação do Orçamento de Estado, culminaram na abstenção dos principais partidos da oposição, garantindo a sua viabilização. Passaram todos a ser amigos do peito. Mas atenção, que a alteração da Lei das Finanças Regionais, pode, de novo, fazer azedar os ânimos.
Estamos nos momentos em que o governo entende começar de novo a adoçar a boca ao zé povinho, através de medidas de carácter populista. E lá surge a abertura de uma conta a prazo, de 200 euros, para cada nascido em território Nacional. Com essa medida espera-se que os casais portugueses, os que podem procriar, queiram ter filhos, quantos mais melhor, já que as condições de vida vão melhorar consideravelmente. Com esse dinheirinho, o Estado espera receber mais um voto no futuro e dois votos no presente.
A par dessa medida, o anúncio da paragem de certas obras públicas, serve também para acalmar certos pensamentos mais pessimistas, mas a posterior mensagem da sua não paragem, em especial as obras do TGV, não é bom augúrio.
Temos ainda a prova provada da enorme amizade que o governo nutre pelos Portugueses. Para nos beneficiar, e apesar da admissão de erro crasso do Ministro das Finanças, os nossos mandantes, dizem que decidiram de moto próprio aumentar o déficit das contas públicas, no ano de 2009. Tudo a bem de Portugal e dos Portugueses.
Por último, não parece ser nada bom, o termos um Primeiro Ministro, que, sempre pelas piores razões, se mantém nas bocas do povo.

A tradição já não é o que era

Descubra as diferenças!

Arrastão de Carácter:

O Daniel Oliveira ficou muito irritado com o CAA por algo absolutamente simples: o Carlos denunciou uma verdade, a encenação a que genialmente Alberto Gonçalves chamou de “O Casamento Postiço”, hoje na Sábado.

Claro que o motivo apresentado pelo Daniel Oliveira para tanta indignação contra o CAA não foi ESSE mas na verdade ESTE post. Uma boa técnica de disfarce. Aquilo que CAA escreveu e que muitos repararam é simples: o defensor da família conservadora, o paladino dos usos e costumes sociais de certa direita retrógrada preferiu esconder-se na última fila da sua bancada em vez de, com coragem e determinação, defender as suas convicções. E não, caro Daniel, nada disso significa uma opção de vida nem ingerência na sua esfera privada. Aliás, a reacção de Daniel Oliveira e de outras virgens ofendidas de certa esquerda caviar é que nos leva para caminhos de ingerência na vida privada de Paulo Portas.

Que eu saiba, não existem dois Paulo Portas, o Portas do Independente e o Paulo do CDS. Eles são uma e a mesma pessoa. O Portas do Independente era um liberal nos costumes representando uma direita diferente, para melhor. Já o Paulo do CDS e pós PP prefere seguir um caminho conservador, escondendo-se em falsos moralismos. Mas não deixa de ser o Paulo Portas, apenas utiliza uma personagem diferente por diferentes serem as circunstâncias. Claro que prefiro o primeiro.

Pertenço a uma direita que abomina o conservadorismo nos costumes, uma direita que defendeu e defende a liberdade de opção das mulheres no aborto, que não se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo ou seja, a mesma direita do CAA.

Provavelmente, por isso mesmo, somos mais duros quando confrontados com estas hipocrisias da direita dita conservadora. E o facto de o CAA ter escrito DESTA forma, a qual subscrevo palavra por palavra, desencadear semelhante ataque de carácter por parte de Daniel Oliveira cheira-me a, como costumo dizer ironicamente, a “rabo escondido com o gato de fora”.

Verdadeiramente, o que irritou Daniel Oliveira foi ESTA posta e irritou-o por um motivo muito simples, mesmo que não queira assumir, por lhe reconhecer toda a razão. Eu que defendi aqui no Aventar esta lei, ao ponto de ter irritado alguns leitores e chocado um ou outro amigo de direita, fico envergonhado com a estupidez da encenação, do folclore a que alguns se prestam na defesa de certos direitos – que são tão óbvios que nem deveriam, num país civilizado, necessitar de tanto alarido. Foi, como escreveu hoje Alberto Gonçalves, uma forma de achincalhar não apenas o casamento entre pessoas do mesmo sexo como, igualmente, todos aqueles que defenderam a decisão do Parlamento.

O ataque de carácter a CAA só demonstra, isso sim, a falta de carácter de certa esquerda que prefere matar o mensageiro a condenar quem anda entretido em paródias vexatórias como essas.

Já chegamos à Madeira

Aos poucos, a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo vai sendo discutida pelo país fora, depois do caso português ter sido noticiado em todos os jornais importantes, até o NYT. Mais pacoviamente, dois jornais da Madeira falaram pó CONTENENTE, para me ouvirem. Um deles, corajosamente, porque vende, fez disso hoje primeira página, com fotos e tudo. Aqui fica o link para quem quiser saber as diversas abordagens que se vao fazendo pelo pais fora sobre este assunto que tanto perturba algumas consciências moralistas, ao verem a sua coutada machista, invadida, inesperadamente, pelos homossexuais.

Meu Querido e Adorado Gay

NOVOS CASAMENTOS, NEGÓCIOS DE MILHÕES

Não havendo um censo, estima-se que haja em Portugal cerca de um milhão de homossexuais. Dez por cento da população. Tantos quantos os apoiantes que reclama o poeta.
Mas não misturemos as coisas, o poeta nada tem a ver com este assunto. Só serve como comparação estatística.
Ora este milhão de pessoas, é muita gente.
Segundo as notícias com que todos os dias nos vão inundando, esta comunidade exultou com a possibilidade de se poderem casar. Festas, festinhas e festarolas, aconteceram por esse País fora. Dá para pensar e supor que nos próximos tempos, poderemos vir a ter um incremento do número de casamentos.
Aqui chegados, ponho-me a pensar nos verdadeiros motivos que nortearam o nosso querido e adorado líder, Sócrates II O Dialogador, quando propôs e fez aprovar, com uma maioria de esquerda apressada e medrosa, a Lei que consagra a possibilidade de os homossexuais casarem.
Não acredito que o nosso Primeiro queira casar com alguém do mesmo género, ou que tenha amigos ou familiares que o queiram fazer, e que por essa razão tenha decidido propor tal Lei.
Não acredito que o nosso Primeiro tenha por esta comunidade um tal apreço, que tenha decidido ajudá-los nas suas pretensões, só porque sim.
Por fim, também não acredito que o tenham norteado as ideais de um Portugal melhor, mais solidário e mais progressista.

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O 1º programa Vidas Alternativas deste ano

Faço este programa desde 1999,e comecei-o na radio VOXX. Depois a radio fechou, na sequência de um incidente que aconteceu durante o meu programa que era em directo. Passei para a Rádio Seixal, onde estive mais de uma ano, e enfim, criei o Movimento Vidas Alternativas com o respectivo portal que produz o programa e apoia outras iniciativas, sob o lema – um programa muito pouco católico para todos os protestantes sociais.
Aqui vos passo a sinopse do 1º deste ano, com um convite aos bloguistas que quiserem ter voz que me contactem, pois há sempre espaço para eles.
Não posso começar sem vos deixar uma palavra de saudação e agradecimento pelo convite que me fizeram e que, como se vê, aceitei logo….

Recomeça o VA deste ano que se inaugura, ao fim de uma semana muito quente por causa da questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Depois de aprovada no Parlamento, a lei segue agora para o Presidente da República para assinatura, mas entretanto, notou-se uma total indiferença no público em geral e até junto de grande parte da comunidade gay depois da sua aprovação. [Read more…]

António Serzedelo, um novo aventador

O Aventar, ou pelo menos a sua ala Esquerda, quer associar-se à promulgação do casamento gay pela Assembleia da República. Uma votação histórica, com Deputados a votarem contra o seu próprio Partido, outros a votarem a favor de outros Partidos e ainda outros, activistas da causa «gay», a votarem contra a adopção pelos «gays», ou seja, contra si próprios. Admirável!
É assim que temos o enorme prazer de anunciar o novo autor do Aventar: António Serzedelo, o presidente da Opus Gay e um dos principais rostos do movimento nos últimos anos em Portugal. Foi um dos principais obreiros da vitória de sexta-feira, mesmo que para tal não tenha precisado nunca de se vender nem de trocar os seus princípios por um generoso lugar de Deputado.
Porque o Aventar é um espaço de todas as tendências, aguardamos agora que a sua ala Direita dê os Parabéns ao novo aventador e que se faça à vida. Seria giro, depois de termos connosco o presidente da Opus Gay, contratar como aventador o presidente da Opus Dei, quem quer que ele seja. Que interessantes debates daria…
Bem-vindo a esta casa, António.

A Lei Parece Uma Peneira

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BURACOS E MAIS BURACOS
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A lei que o PS quer fazer passar, está cheia de buracos. No que diz respeito à adopção de crianças por casais homossexuais, então, a coisa parece uma peneira. Um “gay” ou uma “lésbica” podem adoptar enquanto solteiros, mas não o podem fazer enquanto casados. Uma “lésbica” pode recorrer à inseminação artificial ou então arranjar um parceiro que a “ajude”, podendo assim ter um filho, mas não pode adoptar enquanto casada. E por aí fora.
É o que acontece quando se querem fazer as coisas à pressa, atropelando tudo e todos, e fazendo com que as coisas importantes para o País percam a importância, e que problemas de poucos se sobreponham à maioria.
Pobre País em que vivemos.
Pobres de nós, governados assim.

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O casamento já está, venha a adopção!


Parabéns a todos.

"Se você não acredita em casamento gay

… então não se case com alguém do mesmo sexo!

– e não se meta em merdas que não o afectam!”

Wanda Sikes dixit

Casamento gay permitirá baixar o desemprego…

… pelo menos na área da hotelaria, restauração e similares, bem como na área do pronto-a-vestir/costuraria, viagens, imobiliário, ménage e têxteis-lar, entre muitos outros.

PSD dá lição de democracia ao PS

Amanhã darei os Parabéns a quem de direito pela aprovação da lei. Hoje não.
É que, mais uma vez, o PSD dá liberdade de voto aos seus Deputados numa questão que é de consciência. O PS não. Não há críticas?

As loiras devem poder comprar carros? Faça-se um referendo!

A propósito do casamento «gay», diz a nossa leitora Helena Romão no Facebook:
Já agora, de passagem, aproveitavam e referendavam se as pessoas loiras podem comprar carros. Assim como assim, uma compra também é um contrato e a cor do cabelo é uma característica pessoal como outra qualquer…
Eu, por exemplo, acho que os loiros e loiras deviam andar só em carros alugados e não lhes devia ser permitido comprar carros. Porque é que acho isto? Porque gosto de ter opiniões parvas sobre coisas que não me dizem respeito.

E é este o estado do sítio

Ontem, durante uma conversa com um grupo de amigos, cheguei a uma conclusão. Actualmente, o país está dividido em cinco tipos de pessoas:
1- As pessoas que estão a favor do casamento gay
2- As pessoas que estão contra o casamento gay
3- As pessoas que sim senhora, mas que não se chame casamento
4- As pessoas que querem o referendo
5- As pessoas que acham que o país tem mais com que se preocupar

E agora há uma sexta categoria que é a categoria de pessoas que faz ver que actualmente há cinco tipos de pessoas em Portugal. Que sou eu.