Economia da felicidade

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Há uns dias, em França, no âmbito das 13ª edição das Rencontres économiques d’Aix-en-Provence, o Cercle des économistes promoveu uma iniciativa que teve por base um programa chamado Inventez 2020, la parole aux étudiants (Inventem 2020, a palavra aos estudantes). O programa, participado por centenas de jovens oriundos de toda a França, desafiou-os a escrever um texto de reflexão prospectiva sobre o estado do Mundo em 2020 – nele pondo as suas perplexidades, expectativas e desejos. Seleccionados os cem melhores textos, o Cercle des économistes convidou os seus autores a subir a uma tribuna para dar conta das ideias neles contidas.

O que disseram? Que querem viver num mundo mais compreensível e mais feliz. A felicidade – variável desprezada pela generalidade dos empregadores – é o que os move, e estão certos. Crescimento? Sim, claro, disseram todos, mas antes de tudo o mais um crescimento que faça inflectir o caminho danado do capitalismo financeiro, produtor de grande número de pessoas infelizes em toda a parte. [Read more…]

Economia da Felicidade: há mais mundos

Sempre me pareceu lógico que a qualidade de um país civilizado assentasse num equilíbrio entre produtividade e felicidade, o que acontece, por exemplo, nos países nórdicos, mesmo com a desvantagem do clima.

Gabriel Leite Mota doutorou-se, recentemente, em Economia da Felicidade, defendendo, entre outras ideias, que um dos factores que afecta negativamente a felicidade dos portugueses é a corrupção, acrescentando que a geração de riqueza não deve ser uma obsessão, ou seja, que há vida para além do défice.

Não posso deixar de me sentir reconfortado por saber que há vozes diferentes, mesmo que marginais. O discurso dominante limita-se a fazer o elogio da concorrência como um sucedâneo da predação, numa espécie de darwinismo social, em que o mais forte terá direito a eliminar o mais fraco. Para além disso, nunca deixará de me fazer confusão que o mesmo discurso dominante insista na ideia de que é possível melhorar a situação de um país à custa do prejuízo dos cidadãos, transformando a nação numa espécie de abelha-rainha que vive à custa dos sacrifícios cegos do resto da colmeia.

Ficam a seguir algumas sugestões de leituras adicionais, com argumentos que se afastam do pensamento único:

Why should happiness had a role in welfare economics?

Happiness,  economic well-being, social capital and the quality of institutions

Paulo Trigo Pereira: Sete propostas para um OE mais justo e realista