Mas, como se sabe, a culpa é sempre nossa

«Um economista canadiano, doutorado pela Universidade de Harvard e autor influente de um blogue associado ao jornal “The New York Times”, acaba de ser acusado de um crime de manipulação de mercado sobre títulos da dívida soberana portuguesa.» [JN]

Sabotagem

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O comunicado do Ministério das Finanças sobre as recentes declarações do ministro alemão acerca de Portugal peca por não relevar aspectos importantes dessas declarações.
Elas tiveram como imediata consequência a subida das taxas de juro da dívida portuguesa, além de serem, evidentemente, um ataque inaceitável, de natureza especulativa e totalmente falsa, feito por uma país membro da União Europeia contra outro país com o mesmo estatuto.

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Peter Boone, o terrorista ultraliberal que pôs a economia portuguesa de joelhos

Boone

É hoje notícia que Peter Boone, economista, terrorista financeiro e colunista no blogue Economix do New York Times, foi constituído arguido pelo Ministério Público português por manipulação de mercado, uma acusação que remonta a 2010 e a uma série de artigos que foi escrevendo anunciando a catástrofe das finanças lusas. Enganou-se no diagnóstico? Nada disso! Até ajudou a acelerar a sua concretização. Até porque, nisto dos mercados, pouco interessa a saúde das economias e das instituições, que o digam os EUA e o Lehman Brothers. Interessa, isso sim, a voracidade da escumalha liberal que coloca países inteiros de joelhos para satisfazer a sua ambição extremista de lucros sem olhar a meios, que não se obtêm pela via da produtividade mas pela especulação terrorista. E o jihadista Peter Boone lucrou, e bem, com a nossa desgraça: um fundo de risco do qual era administrador – Salute Capital Management – lucrou cerca de 820 mil euros com a desvalorização das Obrigações do Tesouro Português numa única negociação de dívida pública. [Read more…]

Compreendendo o terrorismo financeiro

Burns

O Citigroup conseguiu captar perto de três mil milhões de dólares (cerca de 2,7 mil milhões de euros) a 4 mil investidores alegando que os investimentos nos fundos ASTA/MAT e Falcon eram de baixo risco e não eram mais especulativos do que obrigações do Tesouro. Durante a crise financeira de 2008, os dois fundos colapsaram.

“Os fundos não eram substitutos de um investimento em títulos do Tesouro e investir neles apresentava um risco significativamente mais elevado”, referiu o regulador, acrescentando que o próprio Citigroup reconheceu esse risco em documentos internos, sem partilhar a informação com os investidores. [via Dinheiro Vivo]

Especulação financeira? Nada disso: a economia mundial colapsa por causa desses preguiçosos do sul da Europa que vivem acima das suas possibilidades, que compram frigoríficos e televisões e ainda ousam comer o ocasional bife. Valham-nos os grandes bancos, sempre prontos a desembolsar uns trocos para serenar os ânimos e continuarem firmes na sua missão de libertar os mercados.

 

Bancos imparáveis

Chegaram os últimos resultados do Santander Totta: 250,2 milhões de euros de lucros em 2012. Quase quatro vezes mais do que os 63,9 milhões de euros de 2011. Fonte: Público.