Liberdade vs regulação

Um debate interessante que serve também para elucidar algumas mentes confusas que costumam passar por aqui. Uma coisa é defender a liberdade de investir, arriscar, criar riqueza. Outra bem diferente é aceder à pretensão corporativista do capital instalado que gostaria de operar sem concorrência, eliminando à nascença potenciais novos concorrentes que apostam na inovação, oferecendo uma solução à medida do consumidor. O maior aliado que o capitalista monopolizador pode encontrar é sempre o Estado burocrata disposto a tudo regular. Quando bem sucedido, já sabemos quem será o lesado…

Troika a privatizar!

O memorando da troika, do qual o ‘Aventar’, em iniciativa inédita na blogosfera e com o sentido  de servir o interesse público, publicou a tradução integral, em 2. Regulação e supervisão do sector financeiro, refere explicitamente, no ponto 2.5 Caixa Geral de Depósitos (CGD), várias orientações, de que destaco o seguinte segmento:

Isto (aumento de capital, nota minha) incluirá um plano temporal mais ambicioso para a já anunciada venda do sector de seguros do grupo, seguir um programa para se desembaraçar das subsidiárias que não façam parte do seu núcleo e, se necessário, a redução das actividades no estrangeiro.

Nicolau Santos, director-adjunto do ‘Expresso’, na coluna semanal ‘Cem por Cento’ do suplemento de Economia do mesmo semanário, escreve no ponto 7 um texto que ouso subscrever:

Para compor os seus rácios, a Caixa Geral de Depósitos será reduzida apenas à sua actividade financeira, vendendo todas as outras áreas (seguros e saúde), a sua actividade internacional e possivelmente várias das suas participações nacionais. As empresas portuguesas, estratégicas ou não, ficam agora desprotegidas face ao avanço de investidores internacionais. E dado os valores irrisórios a que se encontram, o mais certo é que todos os designados centros de decisão nacional passem para mãos estrangeiras…

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