O capitalismo do calote

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Fotografia: Lusa

Joe Berardo não fez um favor aos bancos. Fez um favor ao país. Demonstrou bondade e compaixão por todos nós, pobres portugueses, ao apresentar-se perante a comissão de inquérito sem máscara, o que lhe permitiu gozar, abertamente e sem rodeios, com a cara dos deputados, do Parlamento e dos portugueses, deixando a nu a verdadeira face de uma certa elite parasitária, famosa por manobrar políticos sem espinha e viver à custa do erário publico. [Read more…]

Kramer contra Kramer

É sem surpresa que se verifica a tentativa de fazer do Comendador Joe Berardo o “bode expiatório” da gigantesca rapina de que foi – e é – objecto o povo português.

Quem tenha assistido à audição do empresário na II Comissão de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, terá ficado a pensar que de um lado estavam os representantes da República e do Estado Português, e do outro lado um milionário habilidoso procurando iludir as suas responsabilidades. Mas não foi isso que sucedeu. Na verdade, de um lado estava o Estado a fazer perguntas e do outro estava também o Estado, representado pelo senhor Comendador Joe Berardo, a responder a essas perguntas de modo juridicamente adequado. Ou seja, estava o Estado a fingir que inquiria o Estado e este a fingir que respondia.

Não é fácil, convenhamos, descobrir um caminho virtuoso neste jogo de espelhos. Mas pior é continuar a permitir a grotesca impunidade daqueles que, em nome e representação do Estado e da República, são cúmplices da rapina e da destruição do património comum, rapina e destruição que servem depois como argumento falacioso para esmagar os direitos da população que é seu dever servir.

O relatório de auditoria da CGD (sem censura)

Como tem sido amplamente noticiado o poder financeiro achou por bem entregar um documento censurado aos representantes dos portugueses na Assembleia da República. A comunicação social obteve de alguma forma a cópia do relatório censurado, podem ler a cópia divulgada pela TSF, ou por outros meios de comunicação.

Talvez como reflexo da competência do sector financeiro o PDF entregue na Assembleia da República não elimina de facto a informação. É o equivalente electrónico a esconder os conteúdos com post-it.

Versão censurada

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Segredo bancário?

A posse de 50 mil euros é argumento suficiente para obrigar os bancos a informarem o Estado deste facto. Já as perdas multimilionárias do banco do Estado não merece que esse mesmo Estado tome conhecimento do nome dos devedores.

O segredo bancário está ao nível de outros aspectos do actual panorama político, tais como o fisco e a justiça. Forte com os fracos e fraco com os fortes.

“Fiquei chocado com o que vi, independentemente dos números, datas ou nomes que lá estejam, mas que estão em branco. É de uma relativa opacidade face ao esforço que os portugueses fizeram com cinco mil milhões de euros de impostos”, salientou Rio.

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Despacho

Agora é necessário auditar a avaliação de qualidade feita à auditoria. Depois avaliar a qualidade da auditoria feita à avaliação de qualidade realizada sobre a primeira análise sumária e provisória. Posteriormente, encomendar um estudo de “benchmarking” sobre avaliações e auditorias em contexto fenomenológico e metafísico forense, em função de cujos resultados deve ponderar-se a nomeação de uma Comissão independente que defina, sem pressa, no quadro da semântica processual administrativa, os limites da jurisprudência “a quo”, nos termos previstos em regulamentação específica a criar nos termos e para os efeitos previstos, cujos trâmites aguardam despacho vinculativo do grupo de trabalho “ad hoc” que, por determinação de acórdão ainda não transitado, desce à comissão. A pé e pelas pelas escadas.

Apurar responsabilidades na CGD

A Caixa Geral de Depósitos é um Banco de capitais públicos, ou seja, propriedade dos portugueses. Na hipótese de existirem lucros, os mesmos deveriam supostamente aliviar a carga fiscal, na hipótese de prejuízos o mesmo terá que ser suportado pelos contribuintes. Se no caso da Banca privada poderemos trocar argumentos sobre o que deve ou não ser o papel do Estado, na CGD a questão é claríssima.

Sabendo que cabe aos accionistas nomear e destituir administrações, respondendo estas perante os primeiros, que deliberam as orientações estratégicas, no caso da CGD, é pacífico que enquanto o capital for público, cabe ao governo nomear as administrações e traçar as grandes opções. [Read more…]

Hoje é lida a sentença do julgamento BPN

O caso BPN surge no âmbito da Operação Furacão.

A Operação Furacão investigou instituições financeiras e empresas de vários sectores da actividade económica por práticas de evasão fiscal entre 2003 e 2005, práticas essas que terão lesado o Estado em mais de 200 milhões de euros. Esta investigação terá tido início em Março de 2004, incidindo especialmente na banca, na construção civil e nos casinos, tendo mais tarde sido alargada a outros sectores.

As primeiras buscas no âmbito da operação foram realizadas a bancos e escritórios de advogados a 17 Outubro de 2005.

Em finais de 2006 surgem rumores que os bancos BES, BCP, Finibanco e BPN foram alvo da investigação.

Em 2008, após a renúncia do presidente do BPN José Oliveira e Costa, começaram a surgiu acusações de gestão danosa e fraude fiscal.

Tendo o Banco de Portugal aconselhado a nacionalização do BPN sem uma estimativa apurada dos custos, no final de 2008 obanco é nacionalizado, cabendo à Caixa Geral de Depósitos a gestão do mesmo até à sua reprivatização. Foi posteriormente constituída uma comissão de inquérito parlamentar à nacionalização.

Com um custo previsto inicial a rondar os 700 milhões de euros, até à data os financiamentos de tesouraria já ultrapassaram os 4 mil milhões de euros tendo o Estado concedido garantia às emissões de papel comercial deste valor. [tretas.org /dossier BPN]

Ide ler a excelente cronologia mantida pelo Hélder no seu tretas.org para recordar uma coisa muito simples. 

Hoje, se não houver adiamento, será lida a sentença de um julgamento que durou 6 anos e que se refere a factos que começaram a ser investigados há cerca de 13 anos.

Eis o Estado de negação de Justiça onde vivemos. Esta sim, e não essa treta de viver acima das possibilidades, é a causa do estado de ruína do país.

E agora, em que ponto ficam os inúmeros juízos de valor que foram tecidos?

“Eu não partilhei SMS com ninguém, quem conhece os meus SMS são os meus interlocutores e eu”, assegurou, dizendo que afirmações que surgiram na praça pública sobre o conteúdo destas mensagens “não é verdade”. António Domingues, ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos

Há duas hipóteses:

  1. Ou o ministro resolveu prejudicar-se a si mesmo.
  2. Ou Lobo Xavier mentiu.
  3. Ou então, já que não há duas sem três, António Domingues está a mentir.

Aguardam-se novos episódios na novela. Especialmente, quanto à segunda comissão de inquérito sobre o caso SMS, o SMSGate

O Doutor Paulo Macedo

Nas Finanças automatizou penhoras. Na Saúde fez dos corredores enfermarias. Na Caixa fecha agências. Medalhe-se e encomende-se o busto.

 

E apontar o dedo aos verdadeiros culpados, já não interessa ao BE?

A malta do BE à falta de melhor, lá vai atirando para Bruxelas a culpa pela emissão de dívida da CGD, esquecendo com seu cúmplice silêncio quem foram os verdadeiros responsáveis pela ruinosa gestão política do Banco público. De 1995 a 2017, o PS governou durante 16 anos, o PSD apenas 6. Não que os restantes 40 anos sejam particularmente brilhantes, mas o período 2005-2011 deve ser das páginas mais negras de corrupção, compadrio, incompetência que há memória, talvez apenas durante o PREC se tenha descido tão baixo em matéria de destruição de dinheiro dos portugueses, apesar das muitas viúvas que continuam por aí em estado de negação…

Eis no que dá brincar à Caixa

A propósito do financiamento da CGD, em 500 milhões de euros, tenho que voltar a transcrever Nicolau Santos esta semana. 

Saiu o jackpot aos investidores, que ganham um negócio com risco quase nulo, sem paralelo em outra aplicação que tenha um nível de rentabilidade sequer próximo disto (4%, ou até 5% se o BCE não ajudar). E porquê? Porque se percepciona que a CGD é palco de luta partidária. Num banco público, seguro pelo Estado, não há outra explicação para juros desta natureza, excepto o clima de destruição que resultou de a direita ter decidido fazer da Caixa um cavalo de batalha, quando não tinha mais nada à mão. Portugal primeiro? Vê-se. Com esta brincadeira, o banco pagará anualmente 50 milhões em juros. É este o preço do recrutamento de um substituto para o diabo que não veio.

Caixa Geral de Depósitos

Dar “liberdade de gestão” a um Banco Público, faz com que ele deixe de ser um Banco Público.

Porque será que tudo vai dar ao BES?

Já em 2004, quando se falou no negócio dos submarinos, aquele que teve condenados pelo pagamento de luvas na Alemanha, mas que em Portugal ninguém terá recebido, pelo que o caso acabou encerrado, o esquema teria sido feito através da Escom, que pertencia ao BES.
Sabe-se agora que cerca de 7,8 mil milhões de Euros transferidos para offshore entre 2011 e 2014, tiveram origem no BES. O próprio presidente do BES terá retirado algumas centenas de milhões de Euros nas últimas semanas. [Read more…]

Um sábado qualquer

Eis a CGD do Armando Vara e do Joe Berardo, bem como do saco azul para o fundo de resolução bancária, só para citar dois casos recentes. É muito giro lembrar o buraco da Caixa sem lhe colar os nomes dos malfeitores do CDS, PSD e PS.

Mas há mais na capa de hoje do Público. O inamovível Carlos Costa, esse que Passos reconduziu e que agora defende, dizendo-o alvo de perseguição por parte do Governo, levou mais uma estocada por parte de um colega. O Utra-rico puxou da luva branca e desafiou-o para um duelo para repôr a verdade. Infelizmente, a parte do duelo é inventada e, portanto, não contém com livrarem-se de um deles em breve.

Outra noticia é sobre o caso dos refugiados, que continua a dar que falar. Mas, atenção, estamos a falar do dinheiro que se refugiou no Panamá. [Read more…]

É o nosso filho da puta…

Para metade do país, é irrelevante saber se Mário Centeno mentiu na questão dos SMS trocados com António Domingues. A lógica é simples, a permanência do ministro é importante para António Costa, por isso os indefectíveis nem que tenham barricar a Praça do Comércio, dali Mário Centeno não sai, porque mais importante que a estatura moral de quem nos governa, é derrotar a direita e Passos Coelho. Vamos mas é falar de offshores e da “fuga” dos 10 mil milhões, estabelecendo à partida que aquilo é tudo ilegal, uma tramóia, misturando-se alguma ignorância com a total demagogia por parte de quem sabe perfeitamente que o dinheiro não pertence ao Estado. [Read more…]

Casos Centeno/SMS e Núncio/Offshores – ponto de situação

No último sábado, dois cronistas do PÚBLICO, São José Almeida e Pacheco Pereira, colocam os pontos nos ii quanto aos dois casos do momento – Centeno/SMS e Núncio/Offshores. Duas leituras interessantes, para reflectir sobre a proporção das coisas,  a impunidade e o tomar os cidadãos por parvos. E, veja-se só, o epicentro em ambos os casos é…. o vil metal. What else?

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Só se deixa enganar quem quer…

Há muito que já deveria ter ido

Acha estranho, deputado Montenegro?

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Acho estranho que Luís Montenegro ache estranho que “o primeiro-ministro e os seus “acólitos” estejam “com tanto medo” que o Parlamento “queira descobrir a verdade” sobre o acordo com a equipa de António Domingues na Caixa Geral de Depósitos (CGD)“. Não que me pareça estranho que um primeiro-ministro e respectiva entourage se possam sentir aflitos com a descoberta da verdade, seja lá que verdade for, mas que o senhor deputado veja aqui qualquer tipo de estranheza.

Senão vejamos: esta posta começa com uma montagem, gentilmente roubada (mesmo à esquerdalho) à radicalíssima Uma Página Numa Rede Social, que nos confronta com alguns exemplos, em muito idênticos ao referido por Montenegro, de situações em que o anterior primeiro-ministro e respectivos “acólitos”, entre eles o próprio Dr. Montenegro, estariam “com tanto medo” que o Parlamento quisesse “descobrir a verdade” que acabaram por impedir que os directores da Autoridade Tributária fossem ouvidos a propósito do caso da Lista VIP, que Cavaco respondesse por escrito a propósito do caso BES, que Passos Coelho (ironia máxima) fosse ouvido sobre as suas dívidas à Segurança Social e que Maria Luís Albuquerque respondesse perante os deputados sobre os polémicos swaps. [Read more…]

Em defesa das minorias parlamentares

Matos Correia pondera abandonar a presidência da comissão de inquérito à CGD. Está em causa o “respeito dos interesses das minorias” ostracizadas, PSD e CDS-PP. E por aqui me fico que estou extremamente comovido.

CGD – O Resumo

Após ler o que já se escreveu hoje (tanto no Aventar, como nos media e redes sociais) sobre a polémica “Caixa Geral de Depósitos” encontrei a fotografia que resume tudo. É de Marcos Borga, no Expresso. Boa noite.captura-de-ecra-2017-02-16-as-01-38-06

A conferência de imprensa

Queriam muito que Centeno falasse, que fosse a comissões, que enfrentasse o que eles não se cansam de chamar o “escrutínio da comunicação social”. Ora, o ministro, pressionado pelas circunstâncias, sim, enredado em telenovela menor, sim, mas compreensivelmente farto desta feira e resolvendo despachar este expediente, foi-se a eles num conferência de imprensa. Fez uma declaração e ficou em pose de “venham eles, quantos são, quantos são”. E eles acometeram. Nas sedes dos vários canais estavam todos a postos. Finalmente a caça tinha caído na armadilha. Comentadores sortidos – sortidos de cara, não de cor – afiavam a faca sentadinhos nas suas cadeirinhas de comentar. Começou a conferência, o ministro declarou, o ministro foi respondendo, o espectáculo não dava as broncas que se esperavam. Centeno respondia a perguntas às centenas. E como a coisa não estava a dar o resultado previsto e não havia foguetório, os vários canais foram deixando cair a emissão em directo e passando a palavra aos tais comendadores, perdão, comentadores, para que eles dissessem o que Centeno queria dizer com o que disse e, sobretudo, com o que não disse, com o que deveria ter dito e, até, com o que quase disse mas não disse. O resto ficará para o falar viscoso do Lobo Xavier. [Read more…]

A história de uma mentira, que afinal é só meia verdade, mas que mostrou mais uma vez a miséria moral deste país!

Rui Naldinho

O envolvimento de Mário Centeno no processo que desobrigava os futuros administradores da CGD de entregar declarações de rendimentos tem sido o abono de família da Oposição, parca em iniciativas palpáveis que possam ajudar a melhorar as nossas vidas. PSD e CDS vêem na guerrilha ao actual Ministro das Finanças, a par de Vieira da Silva, os membros do executivo com mais influência nas decisões de António Costa, uma das raras oportunidades de fragilizar o governo, desacreditando Centeno, bem como os partidos que sustentam esta coligação.

Mário Centeno. Fotografia: MIGUEL A. LOPES/ LUSA

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Careful what you wish for, PSD

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via PSD@Pinterest

Quem não se lembra da heróica cavalgada eleitoral de Marcelo, o homem que vinha para salvar a direita órfã dos abusos da Geringonça e que, qual Cavaco, boicotaria a usurpação parlamentar da esquerda? Pois, esse Marcelo já lá vai. Ou talvez não tenha sequer chegado a aparecer. Ou, melhor ainda, está a fazer o seu número político para que, no dia em que tal se tornar necessário e vantajoso, possa tirar o tapete ao governo e afirmar que está acima de críticas porque colaborou enquanto pôde. Cenas para ver nos próximos episódios. Por enquanto, pelo menos para o segmento recém-radicalizado da direita parlamentar, o presidente que o PSD desejou eleger é cada vez mais um alvo a abater. Um vilão chamado Marcelo Rebelo de Sousa. [Read more…]

A insustentável permanência de Mário Centeno

Faz muito bem a oposição em não dar por encerrada a polémica em torno da CGD. Está em causa sabermos o carácter, a idoneidade, ou falta dela, de quem nos governa. Alguém no seu perfeito juízo, excepção feita às cheerleaders do costume, que passam o tempo a tecer loas à governação, acredita que o anterior presidente da CGD esteja a mentir? Que não terão sido feitas promessas? E com franqueza, contratar advogados da parte interessada para alterar uma legislação à lá carte, não será próprio de países tipo república das bananas? Para fugir ao escrutínio do parlamento os bananas da república legislaram por decreto, o Presidente promulgou e não fosse a oposição ter apresentado o caso, estariam todos comodamente instalados a tratar da vidinha, business as usual. À boa maneira tuga, quando a coisa deu para o torto, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa trataram de dizer que era necessário apresentar as declarações. Como se não tivessem sido proferidas declarações por Mourinho Félix e Mário Centeno… Como se não tivesse sido promulgado um Decreto que afinal não servia para nada… [Read more…]

Um enorme embaraço para PCP e Bloco

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Não votei no PS mas votaria de boa vontade num projecto que envolvesse, em regime pré-eleitoral, uma aliança entre os três partidos que hoje concertam posições na Assembleia da República. Se é para estarmos sob chantagem da Europa, reféns do terrorismo financeiro, antes um governo que garanta alguma dignidade aos portugueses do que uma caranguejola de sabujos da precaridade, a salivar por mais empobrecimento e pelo desmantelamento do Estado Social.

Agrada-me particularmente que esta aliança não tenha descaracterizado os partidos que a constituem, em especial PCP e Bloco, que não deixaram de colocar o executivo de Costa contra a parede sempre que tal se exigiu, sendo o caso mais recente aquele que envolveu a tentativa de descida da TSU como moeda de troca para o aumento do salário mínimo. Ao contrário deste PSD, com a sua espinha dorsal de caracol, PCP e Bloco sempre foram contra tal possibilidade e, porque não são um CDS oportunista, assim se mantiveram. A medida foi chumbada, Costa apresentou um plano B e a questão parece agora resolvida. [Read more…]

Se lamentou, ninguém lhe ouviu um pio

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Por causa do SMS de António Domingues a Mário Centeno – qual dos dois terá sido o bufo, para que uma mensagem entre duas pessoas se transformasse em tema nacional? – o deputado Hugo Soares lamentou “veementemente a situação a que a Caixa chegou, estando a ser gerida por SMS e email. Eu também lamento veementemente que representantes eleitos como o deputado recebam prendas de empresários ou que aleguem “motivos de força maior” para faltar ao trabalho e ir a França assistir a jogos da selecção mas não é de lamentos que quero falar. O que me traz aqui são as SMS’s e uma pergunta que deixo no ar para o sotôr Hugo Soares: também lamentou veementemente quando Portas abriu uma grave crise política e o país foi gerido por SMS? Se lamentou, ninguém lhe ouviu um pio.

Foto: Lusa@TVI24

O despudor, a indignidade e a falta de ética de Pedro Passos Coelho

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Já sabemos, mas nunca é demais recordar, que não podemos deixar os partidos de direita sozinhos com os bancos. Quando tal acontece temos BPN’s a explodir em corrupção, Banifs empurrados para o precipício por tacticismo eleitoral e Novos Bancos, recém-nascidos, onde nem os milhares de milhões de euros derretidos permitem camuflar a gestão ruinosa.  [Read more…]

Gato Fedorento explica o caso das declarações da Caixa

O meu país por um papel.

O Partido Sobre as Declarações

O PSD está transformado no partido da entrega das declarações de rendimento dos administradores da Caixa. Sem largar o osso, a ver se abre uma ferida no governo, nem que deixe o país com uma fractura exposta.

Não se lhes vislumbra um programa político de oposição que não seja isto. Passos Coelho, fazendo uso da expressão que arremessava repetidamente à oposição quando era primeiro-ministro, é um líder sem ideias para o país.

A ver vamos se o calculismo não lhes sai ao contrário e ainda caem mais nas sondagens. Portugal à Frente, uma porra.

A Caixa

O Dr. Paulo Macedo mostrou, enquanto Ministro da Saúde, que é capaz de tudo.
Provavelmente é capaz de gerir a Caixa.