Conversas vadias 9

A nona edição das “Conversas vadias”, contou com António Fernando Nabais, Fernando Moreira de Sá, José Mário Teixeira, Orlando de Sousa, António de Almeida e Francisco Salvador Figueiredo, que vadiaram à volta de José Sócrates, fotocópias, ecologia, Fernando Medina, António Costa, Estaline, Abrantes, Salgueiros, Nixon, Mourinho, Sporting, Marcelo Rebelo de Sousa, papagaios, capitalismo, microfones, Andarilho, Paula Bobone, Pamela Anderson, Bruno de Carvalho, gravidez, eleições autárquicas, Vila Real de Santo António, e, claro está, o tirano Francisco Moreira de Sá.

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Conversas vadias 9
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A cópia legal de livros

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros encomendou ao ISEC um “Estudo do Setor de Edição e Livrarias e Dimensão do Mercado da Cópia Ilegal“. Quem paga manda, e em época de crise foi a APEL brindada com um perfeito frete, assinado por Pedro Dionísio, “Professor Associado do ISCTE-IUL e Diretor do Departamento de Marketing, Operações e Geral”. Um estudo de marketing, portanto, que Paula Simões desmonta nas suas insuficiências e mesmo completa ignorância júrídica:

Na parte do estudo referente ao ensino profissional tenho umas coisas a acrescentar. Da ignorância geral (um Curso Profissional não tem 12 disciplinas anuais, mas sim 12 disciplinas organizadas num plano de estudos de 3 anos) à imbecilidade (“a média de capacidades dos alunos do ensino profissional é manifestamente inferior à do ensino secundário” p. 86, ou pior ainda: “sabendo-se que, com frequência, estes docentes têm uma formação generalista sem formação ou experiência profissionalizante”, misturando formadores, que são recrutados fora do corpo docente das escolas, com os professores que leccionam a componente científica), conviria era perceber que a oferta das editoras chega ao baixo nível de em Área de Integração a adopção de um manual obrigar o professor a uma escolha das áreas temáticas que deve ser feita tendo em conta a natureza do curso e os interesses dos alunos. De resto, e de um modo geral, o melhor dos cursos profissionais é não se basearem em manuais. As editoras que percebam porquê.

A Prevaricadora Maria de Lurdes Rodrigues


Ao contrário do Pedro, não tenho qualquer problema em comentar casos que estão a decorrer nos Tribunais.
Neste caso concreto, a verdade é que Maria de Lurdes Rodrigues foi constituída arguida há alguns meses pela sua actuação enquanto Ministra da Educação e agora vai mesmo ser julgada por Prevaricação.
O caso deu muito que falar à época e é de fácil explicação. Em 2005, Maria de Lurdes Rodrigues, através de um Ajuste Directo, assinou com João Pedroso, irmão do deputado do PS Paulo Pedroso, um contrato pelo qual o Minsitério pagou quase 300 mil euros. O objecto do contrato era a compilação e sistematização das leis relativas à Educação. Dado que esse contrato não foi cumprido, o Ministério celebrou um segundo contrato com João Pedroso, também milionário, para que pudesse terminar o trabalho. Voltou a não cumprir e desta vez o Ministério exigiu-lhe a devolução de metade do valor pago. Afinal, o trabalho milionário não passa de um conjunto de fotocópias de Diários da República, armazenadas em caixotões de uma cave da 5 de Outubro e nunca utilizadas. [Read more…]