André Ventura ESMAGA-SE a si próprio

Apoiantes do Chega divididos entre a liberdade de expressão desbragada de André  Ventura e o 'respeitinho é muito bonito' dos seus detratores - Expresso

Cartoon: Nuno Saraiva

André Ventura, como populista que é, usa tudo o que pode para pôr as redes sociais a arder. Porque é, politicamente, um incendiário e um completo irresponsável, que não olha às consequências da sua demagogia, prejudique quem prejudicar. Todos os meios justificam o único fim que lhe interessa: poder absoluto.

Sendo o extremista que é, não será de admirar a figura absolutamente ridícula que ontem fez, e que agora transcrevo para vocês. Disse Ventura:

“Pessoal, vocês não vão acreditar, eu acho que ninguém vai acreditar, eu próprio tenho dificuldade de acreditar que isto que eu tenho aqui é verdade. Vocês sabem que o Parlamento português aprovou hoje uma deslocação do Presidente da República – pá, eu tenho que olhar para isto bem que eu tenho que ter a certeza disto – para ir com os nossos impostos e o nosso dinheiro à Alemanha a um Burgerfest. A um festival de hambúrgueres. O CH votou contra, como é evidente, isto é uma bandalheira, mas sabem porque é que isto passa, porque é que estas coisas passam? Porque vocês não sabem disto, vocês não se revoltam com isto porque não sabem. Então eu vou-vos dizer isto: o Parlamento aprovou hoje a ida do nosso Presidente da República, a nossas expensas, às vossas expensas, à Alemanha, a um festival de hambúrgueres. Agora digam o quão ridículo isto é. O quão estúpido isto é.”

Marcelo foi convidado para estar no Bürgerfest 2025, um evento anual realizado na residência oficial do presidente alemão, que celebra o trabalho voluntário e o envolvimento cívico dos cidadãos. E Portugal é o país homenageado na edição deste ano. Bürgerfest significa, literalmente, Festa do Cidadão. Numa coisa, Ventura tem razão: isto é mesmo ridículo. E estúpido. Mas só porque Ventura não conseguiu evitar a diarreia mental.

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Comer no McFrito’s

Ninguém acredita mas eu juro: nunca comi no McFrito’s.

Melhor dito: nunca tinha comido até este fim-de-semana. E a que se deve esta rendição? Aos tempos que correm, à pressão social, à moda? Não, rendi-me a uma criança de seis anos, que  ficara à minha guarda, e que ansiava por lá  ir. E lá tive que levar também a minha criança, que nunca lá ido e que, no que de mim depender, tão cedo não voltará lá.

Se entendo os que se deixam vencer de quando em vez pela pressão das crianças e adolescentes, tenho mais dificuldade em entender os adultos que, podendo ir comer a qualquer outro sítio, escolhem aquele. E havia por lá todo o tipo de gente: adolescentes, casais de namorados, casais de setentas e muitos, yuppies engravatados.

O problema começa logo com o cheiro a fritos que circunda o local, uma espécie de círculo espesso, ainda que invisível a olho nu, que contorna o restaurante e que embate nos narizes que pela primeira vez franqueiam as portas automáticas. Quem, apesar disto, decide entrar deixa à porta a esperança de comer decentemente. [Read more…]