Beat do ano. Mandávamos isto para a Eurovisão e os italianos nem cheiravam.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Beat do ano. Mandávamos isto para a Eurovisão e os italianos nem cheiravam.
Vitima de um triste episódio de violência policial em Janeiro de 2012, trazido para o Aventar pelo Ricardo Santos Pinto, o rapper NTS improvisou a sua fuga a uma possível morte prematura e é hoje um dos músicos mais aclamados na cena hip hop nacional, seguido por largos milhares de fãs e um fenómeno no Youtube, com publicações a atingir um milhão de visualizações.
Mestre na arte do improviso, a percurso deste músico fala por si. A rimar desde os 14 anos, NTS – Não Tem Significado – produz à velocidade da luz e faria corar de vergonha muitos pseudo-empreendedores pendurados no orçamento de Estado que se pavoneiam por este país. O tema que vos trago é o retracto fiel de alguns dos vícios mais enraizados na sociedade portuguesa e uma crítica certeira e assertiva à uniformização de comportamentos decorrente da cultura de massas que impõe, a cada dia, um conjunto de modelos castradores de autenticidade que arrebanham multidões. Não, a cultura hip hop não são pistolas, carros de alta cilindrada e correntes de ouro. É um wake up call para uma sociedade em estado vegetativo.
Interventivo por excelência, o (bom) rap português caracteriza-se pela análise profunda do país e do mundo em que vivemos, longe do estilo gangster norte-americano ou das vertentes “bling-bling” dos artistas pop da MTV que se fazem passar por rappers quando na verdade são apenas fotocópias uns dos outros sem conteúdo, que dissertam sobre cus grandes, jóias ainda maiores e festas onde chegam de casaco de peles sob um tronco nu inchado de esteróides.
Nas duas últimas décadas, Portugal viu nascer músicos que fundiram a alma e a expressividade dos grandes poetas lusos com ritmos e batidas encaixadas de forma harmoniosa. O resultado são bandas e artistas como os Dealema, Valete, LCR, Sam the Kid, Chullage e, entre tantos outros artistas que respiram talento longe dos holofotes da artificialidade, os Mind da Gap, percursores do movimento no norte do país e autores do tema que vos trago, O Jardim, uma radiografia cantada com beats partidos de um país partido em pedaços.
Desfrutem. A cultura Hip-Hop regressa em breve ao Aventar.
Gosto de cantigas de Verão, mesmo sem gostar do Verão. Esta é das mais surpreendentes dos últimos anos. Os mitras açorianos são os maiores.
Estávamos em casa de amigos. O rapazinho, acometido de urgência criativa, pediu papel, lápis e estendeu-se no chão a escrever. Contava sílabas, riscava, corrigia,voltava a riscar, enquanto os adultos conversavam. Às tantas levanta-se, pede uma guitarra, senta-se, ensaia uns acordes (?) e explica o que pretende como acompanhamento. -Acabei de fazer o meu primeiro hip-hop, diz.
Eu só tive tempo para pegar na máquina de filmar e registar o momento ao primeiro take, sem direito a repetição.
Isto passou-se há algumas semanas. O “artista” é meu filho e faz hoje dez anos, um número redondinho. Parabéns, rapaz.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
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