Mundivisão

O Ministro dos Negócios Estrangeiros – o mais aristotélico membro deste governo – escreve hoje no jornal PÚBLICO um interessante texto sobre a importância dos pormenores e das coisas “aparentemente laterais” na prossecução da política externa.

Esta intervenção pública foi, aparentemente, suscitada pela recente vitória de um artista português no festival da Eurovisão, mas o seu propósito parece ser o de chamar a nossa atenção para os diferentes planos em que se desenvolve a política externa de um país, sendo alguns deles, necessariamente, de visibilidade reduzida, outros de importância improvável na estratégia político-diplomática portuguesa. Nos tempos recentes têm sido vários os exemplos de sucesso dessa estratégia, mas é de sublinhar – e elogiar – que a Cultura, seja ela “de massas” ou de elites, se afirme como instrumento de diplomacia e, mais ainda, que o faça através de uma disrupção rigorosamente calculada, cujo propósito foi afirmar – e impor –  um paradigma novo. Houve força para isso, o que é de assinalar.

É muito interessante verificar também que, tendo sido meticulosamente preparada a campanha na Eurovisão, com toda a racionalidade positiva e cartesiana que caracteriza um projecto político desta magnitude, o objectivo final tenha sido alcançado por um “agente” improvável, muito mais próximo de Diógenes do que de Aristóteles. Ter ganho foi importante, mas muito mais importante foi ter ganho um novo paradigma, nascido da vontade de influenciar o rumo da civilização, desafio de que Portugal não pode eximir-se.

NES, ouve as minhas preces


Se um dia alguém perguntar por ti
Diz que vivi para te ver falhar
Antes de ti, pior nunca vi
Fraco e sem nada para dar

NES, ouve as minhas preces
Quando é que desapareces, estou farto de ti
Eu sei que não sais sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar ao desemprego

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
É começar a chamar pelo nome os bois.

(Música de Luísa Sobral, letra do RicardinhoO do Portal dos Dragões)

Crónicas do Rochedo XVII – É só uma canção?

salvador

Nem sei precisar o número de anos sem um simples “deitar o olho” a um festival de canção. Este ano foi diferente por um mero acaso: ter visto/ouvido a canção do Salvador Sobral nas redes sociais e a sua prestação nas meias finais. Ficou aquela sensação de: “será que uma música destas ganha o festival da canção?”. Ganhou para enorme surpresa minha. E depois foi o: “será que consegue o milagre de ganhar em Kiev?”.

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Canonizem o homem!


Salvador Sobral: Isto é que foi um verdadeiro milagre! Parabéns!

De pé, ó vitimas do júri

A luta continua, e fica comprovado: a Europa não gosta de nós. Quero uma jangada de pedra, a flutuar por aí. Até ao Brasil.

(aqui entre nós: desculpem lá, mas a classe operária feminina, a camponesa nem tanto, na década de 70 arejava as pernas. era uma concessãozita, minimal, e tinha ajudado. isso e um decote)

Actualização: Brainpool, vão prá Eurovisão que vos pariu e para o corno que a amansou.

O Festival Eurovisão e os Homens da Luta

Por causa dos Homens da Luta fiz o que há muitos anos não me lembro de fazer: estive a assistir ao Festival Eurovisão (semifinal). Uma xaropada de todo o tamanho, um hino ao mau-gosto europeu, pimbalhice pura.

Os Homens da Luta não se apuraram. Podia ter sido ao contrário que a minha opinião não mudava um milímetro. Aquilo é tão mau que ninguém pode orgulhar-se de ganhar. Só participar, já envergonha.

Hoje é dia de luta, com alegria

Como e quem pode votar na Eurovisão, meia-final de hoje:

1 – Não é permitido votar no país onde se está a ver o programa. Por exemplo, quem está em Portugal não pode votar na canção portuguesa.

2 – Só podem votar na Semi-Final 1 (10 de Maio às 20 h de Portugal) os 19 paises a concurso mais a Espanha e o Reino Unido.

3 – Cada pessoa (telef) só pode votar 10 vezes.

4 – Os portugueses que estejam num dos países abaixo referido devem sintonizar o canal que nesse país estiver a transmitir o evento e votar através do número que aparecer no ecrã para votação. A canção portuguesa acaba em 16 seja qual for o país.

5 – Só quem estiver nestes países pode votar na canção portuguesa:

Polónia, Noruega, Albânia, Arménia, Turquia, Sérvia, Rússia, Suiça, Geórgia, Finlândia, Malta, Sam Marino, Croácia, Islândia, Hungria, Lituânia, Azerbaijão, Grécia, Espanha, Reino Unido.