Interino com Santa

O “presidente interino” da Venezuela.

Da arte de ser versátil ou de bem cavalgar toda a sela

 

Camiões com “ajuda humanitária” incendiados em território colombiano.

 

A política externa de qualquer país não se conduz através de comunicados ou anúncios públicos. Há mesmo ocasiões em que esses anúncios são instrumentos diplomáticos que servem para marcar posições de princípio opostas às acções e decisões que de facto estão a ser implementadas.

Posto isto, e verificando-se que está em marcha um plano de invasão da Venezuela, em violação do Direito Internacional e da Carta da Nações Unidas – organização actualmente presidida por um português -, espera-se que o governo de Portugal esteja, de facto, a agir de acordo com a legalidade, apesar da declaração de apoio a um auto-proclamado presidente que se comporta como um agente subversivo de terceira categoria, ao serviço do invasor e em violação ostensiva do Direito Internacional.

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Mais valia perder o avião

O Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu um comunicado via feicebuque dizendo que “lamenta e condena a expulsão, pelas autoridades policiais venezuelanas, da delegação do Parlamento Europeu que se deslocava a Caracas a convite da Assembleia Nacional. A Venezuela precisa de gestos de abertura e não de medidas hostis.”

Ora,

  1. Sendo as “autoridades policiais venezuelanas” uma força da República Venezuelana que actua sob a autoridade do Estado e do seu Presidente.
  2. Sendo o novo Presidente da República Venezuelana, pelo menos como tal reconhecido pelo Governo português, o senhor Juan Guaidó.
  3. De acordo com a premissa exposta em 1, o governo português acaba de lançar o primeiro ataque diplomático ao novo Presidente Juan Guaidó, que ainda há pouco dias reconheceu.

Mais valia perder o avião.

O jogo da mala

Segundo dá conta a comunicação social, o Estado português tentou introduzir armas e operacionais para-militares em território venezuelano, 24 horas antes de anunciar o seu apoio ao auto-proclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e depois de ter sequestrado em Portugal 30 milhões de euros pertencentes ao Estado venezuelano.

Quem olha com atenção para este país de brandos costumes e moral celeste, e vê na televisão políticos e seus sucedâneos passeando de algemas, roubando à luz do dia bancos públicos, ou paióis militares sendo assaltados com recurso a carrinhos de mão, talvez já imaginasse que algo de muito original caracteriza esta democracia da finisterra. Mas tanta falta de respeito pela inteligência alheia, parece excessivo. É que nem todos os países do mundo gostam da palha que cá nos dão a comer.

A posição do Estado português sobre a Venezuela

As relações internacionais estabelecem-se sobre um código de conduta semelhante ao das hienas e dos cães selvagens. Não há nações amigas, há nações com interesses comuns. Na defesa desses interesses a única regra é não haver regra nenhuma, a não ser aquela que assegure a vantagem imediata, independentemente das consequências dolosas que essa vantagem possa acarretar para terceiros. Neste quadro, os actuais líderes europeus não se guiam por princípios éticos mais nobres do que aqueles que conduziram Átila, Nero ou Himmler. Parece haver uma regra milenar não escrita segundo a qual as relações internacionais entre Estados só podem ser dirigidas por gente com estômago para cometer as maiores atrocidades sem verter uma pinga de suor.

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Venezuela, uma ditadura sui generis

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Fotografia via SIC Notícias

A Venezuela é uma ditadura sui generis. Permite que milhares saiam à rua para protestar contra ela, algo raro em ditadura, para não dizer inédito, e que o líder da oposição, financiada pelos países que embargaram e ajudaram a destruir a economia venezuelana, discurse numa universidade publica contra o ditador. [Read more…]

O interino

Este é Juan Guaidó, fotografado em 2014. Este é o “presidente interino” em defesa do qual o governo português fez um ultimato ao Estado soberano da Venezuela.
Lindo serviço.

O Interino

Demasiadamente Maduro, a cair de podre

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Fotografia: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Demasiadamente Maduro, já a cair de podre, o presidente venezuelano enfrenta desde ontem uma insurreição popular, liderada por um jovem político, de seu nome Juan Guaidó. Escusado será perder grande tempo com longas discussões sobre se Guaidó avançou para esta iniciativa sem precedentes já com o apoio de Donald Trump garantido. É natural que assim tenha sido. Os norte-americanos nunca facilitaram quando o assunto é o seu quintal. [Read more…]