Demasiadamente Maduro, a cair de podre

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Fotografia: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Demasiadamente Maduro, já a cair de podre, o presidente venezuelano enfrenta desde ontem uma insurreição popular, liderada por um jovem político, de seu nome Juan Guaidó. Escusado será perder grande tempo com longas discussões sobre se Guaidó avançou para esta iniciativa sem precedentes já com o apoio de Donald Trump garantido. É natural que assim tenha sido. Os norte-americanos nunca facilitaram quando o assunto é o seu quintal.

Porém, se o quintal chegou ao estado a que todos sabemos, com venezuelanos esfomeados e sem esperança, governados por um presidente obeso e sem noção, a culpa não pode ser atribuída exclusivamente aos embargos e à pressão dos norte-americanos. Esses fizeram o seu habitual papel, é certo, mas Maduro conduziu o aprofundamento de um crise económica petrodependente, sem rumo ou estratégia que se vislumbrasse, que atropelou a esmagadora maioria da população em situação de miséria gritante, ao passo que, como qualquer ditadura que se preze, distribuiu rendas e outros compadrios por uma elite politica e militar, que nunca soube o que era uma fila de desgraçados subnutridos à porta de um supermercado vazio.

A queda do regime, a meu ver inevitável, poderá custar muitas vidas venezuelanas. Caso Maduro decida usar a violência para punir os revoltosos, e o lunático da Casa Branca decida enviar um contingente de G.I. Joes, teme-se o pior. Porque Maduro certamente não se renderá. Resta saber o que virá a seguir. Porque ninguém sabe muito bem quem é Juan Guaidó. Faço votos que não lhes calhe outro Bolsonaro corrupto, ladeado por fanáticos religiosos, militares mafiosos e mercenários financeiros.

Desejo o melhor para os venezuelanos. Desejo, sobretudo, que a fome e o racionamento terminem, que os vastos recursos petrolíferos sejam colocados ao serviço de todos os venezuelanos, ao invés de serem transferidos da actual elite para a uma nova e igualmente corrupta, e que a Venezuela prospere. Desejo também que aqueles que agora reconhecem o novo governo interino, como os EUA e o exemplar Canadá, tenham a coragem de apoiar outras insurreições populares contra outros ditadores, ainda que tenha pouca esperança de algum dia ver o ocidente moralista embargar e boicotar as Arábias Sauditas desta vida. É que, para lá das fronteiras da Venezuela, não é bem o sofrimento dos venezuelanos que move estes paladinos da liberdade. Se fosse, nunca veríamos um presidente norte-americano tratar melhor Kim jong-un do que alguns líderes europeus, seus aliados de sempre. A queda do regime madurista, para lá dos limites territoriais  venezuelanos, é apenas uma questão de geopolítica e economia, nada mais.

Comments

  1. Miguel Bessa says:

    O comunismo a acabar como sempre acaba: o povo morto de fome!

    Mas ainda há lata para depois disto questionar se o sucessor seja ele quem for será um Bolsonaro?

    • ZE LOPES says:

      Há lata para tudo! Até para desculpar o elogio de Bolsonaro a um torturador – o Coronel Ustra – que chegou a torturar prisioneiros e peisioneiras em frente aos filhos crianças.

      Segundo V. liberalota excelência “porque evoluiu”…

      A propósito: ainda cá está? Bem sei que há uma autêntica ponte aérea para o paraíso bolsoneiro, e é difícil arranjar bilhete..Tente no mercado negro. Se não for já, perde o melhor. Por exemplo o testemunho do milagre que Deus promoveu nas contas bancárias do Flavio Bolsonaro e respetivo motorista.

      Ou então aproveite a vinda de milhares de brasileiros que estão a chegar, certamente para ir a Fátima agradecer a eleição de Bolsonaro. Pode ser que algum desista de voltar por alguma razão obscura.

      • Miguel Bessa says:

        Uma gota e uma tsunami são ambas feitas de água mas não são a mesma coisa.
        Comparar um elogio idiota a uma ditadura que levou milhões de pessoas á fome e miséria (normais no comunismo) é o cúmulo do não ter nada para defender.

        A possibilidade de Bolsonaro ser ditador incomoda-o menos do que um efetivo ditador.

        PS. Não tenho grande vontade de emigrar e compreendo que a sua vontade fosse enviar me para um gulag. Mas no caso de ter de emigrar, não tenho destino preferido, só sei para onde não iria, eu e milhões em todo o mundo. Nunca vi ninguém emigrar para os paraísos comunistas, já fugir de lá!

        • ZE LOPES says:

          Queria, queria, enviar V. Exa. para um gulag! Pode ser a Avenida Paulista depois das nove.

          • ZE LOPES says:

            E quanto ao resto: lá na minha terra o povo tem um ditado que diz: “p’ra jumento que elogia jumento não há argumento”.

            Não sou eu que digo. É o povo!

          • Miguel Bessa says:

            Estaria melhor lá do que na Venezuela

          • ZE LOPES says:

            Então vá! Vá, enquanto não for preso cá e enviado para um gulag que está a preparar a “geringonça” para tipos que apoiam adoradores de torturadores, tal como V. Exa.

            Vá andando que aquilo é horrível! Vão obrigar os prisioneiros a ouvir 24 horas por dia os discursos do Bolsonaro e os sermões do Macedo sobre músicas do Nelson Ned.E os únicos posters permitidos nas paredes são da Damares Alves! Horrível!

        • Paulo Marques says:

          Continua a elogiar a eurolândia, onde o voto foi ignorado em preferência à pobre generalizada na Grécia (e não só), portanto é um bocadinho selectivo.

          • JgMenos says:

            Já agora o povo vota que quer viver bem e confortavelmente e logo cai o maná, daonde?
            Muita idioteira se diz a propósito de democracia por quem dela se despediria ao primeiro aceno de uma qualquer utopia socialista.

          • Paulo Marques says:

            O Menos se não sabe que estava a falar do referendo e da pergunta que lá estava, sabe agora. Deve ser o eco que não chegou à cozinha.
            Quanto a “daonde”, para onde manda o dinheirinho dos clientes não é de certeza.

          • ZE LOPES says:

            Este JgMenos, politicamente é uma nódoa. Mas não subestimem as suas capacidades de astrólogo! A Maya que se cuide!

        • ZE LOPES says:

          “Uma gota e uma tsunami são ambas feitas de água mas não são a mesma coisa”.

          Eu diria mais: um peido e uma fábrica de celulose ambas cheiram mal mas não são a mesma coisa. E a prova é que o peido Bolsonaro tenciona deixar desmatar o Brasil para entregar madeira barata, entre outros, aos industriais da celulose.

    • Paulo Marques says:

      Um regime com eleições mais abertas do que a maior parte das democracias é uma ditadura. Comunista, claro, porque redistribuiu alguma propriedade e nada mais, e isso é o fim do mundo.
      Siga a propaganda, que o petróleo tem que fluir. Bem, bem está o paraíso da Argentina.


    • Bessa, a malta sabe que tu aprecias Bolsonaros e merdas dessas. Não precisas de nos estar sempre a recordar. De resto deixa-me lembrar-te que, quando o Chavez subiu ao poder, retirou milhões da pobreza extrema, o outro lado do capitalismo selvagem, com tiques autoritários, que dominava a Venezuela. E não precisou de um golpe de Estado patrocinado pelos EUA, conseguiu-o nas urnas.

      De resto, deixa-me recordar-te que foi uma ideologia de centro-esquerda, a social-democracia, que produziu os estados mais funcionais, desenvolvidos e felizes do planeta. Eu sei que dói, mas contra factos não há argumentos.


      • E Bessa, ninguém quer emigrar para paraísos comunistas? Diz isso às centenas de milhares de europeus e americanos que estão na China, a saborear os proveitos do totalitarismo comunista de mãos dadas com o capitalismo predador.

        • Miguel Bessa says:

          A China antes de se abrir ao capitalismo? Era só malta a querer ir para lá.

          Vocês existem?

          • ZE LOPES says:

            Afinal ditadura e capitalismo sempre são compatíveis! Foi preciso chegar à China para que V. Exa. o reconhecesse.

            Sim, porque Pinochet, Videla, Somoza, Noriega, Fujimori, Costa e Silva, etc. etc.era tudo comunistas disfarçados.

            Já que é da sua preferência, pode ir andando para a Avenida Paulista. Tem lugar lá na Crackolândia, vai ser bem recebido. V. Exa.., aliás, está viciado em liberaleirismo bolsoneiro, uma droga pior que o crack.

      • Miguel Bessa says:

        A conversa é sempre mesma? Tirou milhões da miséria!

        Nunca vi ninguém negar que Chávez subiu ao poder democraticamente eleito!
        Mas não é possível negar que transformou/ transformaram uma democracia numa ditadura. Qual é a vossa critica de futurologia ao Bolsonaro? Que vai transformar o Brasil numa ditadura!

        Se se estiver a querer referir aos países nórdicos, está se a referir a estados capitalistas, com forte iniciativa privada, em que a riqueza é produzida pelo sector privado, com população homogénea culturalmente, etc. Zero de socialismo! Zero de comunismo.

        Os factos do comunismo do São 100M de mortos. Ditadura. Fuga da população para estados capitalistas.

        • Paulo Marques says:

          http://www.cne.gov.ve/web/sistema_electoral/tecnologia_electoral_auditorias.php
          Se é para tirar números do rabo para fazer de conta que são argumentos, olhe, tem aqui 35M só num país graças ao capitalismo.
          https://www.independent.co.uk/news/world/asia/india-35-million-deaths-britain-shashi-tharoor-british-empire-a7627041.html

          • Paulo Marques says:

            Ou se calhar ainda é mais complicado, porque se ninguém cumpre os procedimentos todos, lá também houve coisas estranhas na última eleição.
            Curioso é que só está mal com gente que não se goste, os outros nunca são ditadores. Pode ser que um dia se saiba a verdade, mas não é com mais um fantoche da CIA que se vai lá.

        • Paulo Marques says:

          «Se se estiver a querer referir aos países nórdicos, está se a referir a estados capitalistas, com forte iniciativa privada, em que a riqueza é produzida pelo sector privado, com população homogénea culturalmente, etc. Zero de socialismo! »
          Esse zero é uma grande afirmação… Um sistema de saúde público, educação pública não são socialistas? Ainda bem, podem reverter as desastrosas privatizações e PPPs sem papões. E podemos adoptar as taxa de IRS e IRC que os levaram ao sucesso com apoio do Bessa. Ou os subsídios a quem menos pode e as taxas ao desperdício. Ou as prisões bem-tratadas com tratamento humano a toda a gente. Afinal, nada disto é socialismo, não há que ter medo.
          Quanto à riqueza, se calhar é por não abandonar recursos importantes à sua sorte e fazer com que sejam reintegrados o mais depressa possível; o desastre pela introdução de medidas neo-liberais correu tão bem lá (muitos anos depois) como cá e está a criar o mesmo ressentimento racista a quem não tem nada a ver com o assunto.


        • Ainda bem que temos o Bessa para confirmar a compatibilidade entre o capitalismo e um dos regimes mais opressores do planeta.

          Quanto ao Bolsonaro, a ver vamos. Mas imagino que esteja a apreciar o novo ayatollismo de pés de goiaba e outras filhadaputices religiosas e anti-ciência que por lá estão a florescer.

          Quanto aos países nórdicos, chame-lhe o que quiser: o estado social e a social-democracia que o criou são esquerda do mais esquerda que há. Eu sei que dói, azaruncho!

          Finalmente, sobre os factos do comunismo, estabelecer um paralelo entre o comunismo e o regime de estaline ou mao faz lembrar aqueles moços novos para quem comunismo, socialismo e social-democracia é tudo a mesma coisa. Se vamos por aí, então parabéns pelas mortes do fascismo italiano, do nazismo e de todos os filhos da puta da mesma espécie, o merdas do Salazar incluido.

          • ZE LOPES says:

            Desculpa, João, mas passaste ao lado de um novo conceito epistemológico introduzido no debate político pelo Bessa que, adivinho, lhe vai valer o Nobel da Filosofia Política (se, entretanto, não for atribuído ao Paulo Portas).

            Trata-se do conceito de “crítica de futurologia”. Passo a citar: “Qual é a vossa critica de futurologia ao Bolsonaro? Que vai transformar o Brasil numa ditadura!”.

            Como vês, Miguel Bessa continua a brindar-nos com perguntas retóricas das quais sabe a resposta mas é para ver se nós lá chegamos. Desta vez colocou logo a resposta para nos evitar um esgotamento.

          • João Mendes says:

            O Bessa passa tempo demais no pé de goiaba e depois dá nisto.

      • JgMenos says:

        Melhor fez o Salazar que pôs o povo a viver melhor em cada um dos 48 anos que esteve no poder.

        Fogachos de bem estar é obra de treteiros, geringonços de trazer por casa!

        • ZE LOPES says:

          Nem mais! Começou por descansar os portugueses pondo-os a estudar apenas quatro anos, não fossem morrer de esgotamento. E para as mulheres três, que é para não se armarem em superiores aos maridos, o que seria danoso para a sociedade.

          Depois, fomentou muito o turismo. Promoveu safaris em África para todos os jovens do sexo masculino para os tornar mais rijos para o trabalho, o que deu muito bons resultados. E a prova é que um milhão de portugueses, profundamente agradecidos, procuraram em França o merecido repouso balnear, enchendo as belas praias dos arredores de Paris.

          Tamanho surto de desenvolvimento veio a ser interrompido por efeito de um atentado perpetrado por um agente bolchevique disfarçado de cadeira de repouso. O lamentável acontecimento veio impedir que Portugal se tornasse na maior potência económica mundial, o que deveria acontecer daí a dois dias.

          Foi uma pena!

        • Paulo Marques says:

          Os que foram morrer para a selva passaram a viver melhor, disso não há dúvida.


        • Eis o conceito de povo a viver melhor, segundo São Menos: analfabeto, censurado e encarcerado se atentar contra o sacrossanto autoritarismo parolo do Salazar. O menismo em todo o seu esplendor.

          • JgMenos says:

            Como sempre invocam-se os fantasmas apaziguadores dos insucessos do
            regime de(mo)crépito abrilesco!

          • João Mendes says:

            Não, meu palerma: são os fantasmas do regime que tu defendes. Sabia-te palerma e fascista, mas não te tinha como analfabeto. Explica muita coisa.

          • ZE LOPES says:

            Como sempre, JgMenos invoca as alminhas apaziguadoras dos insucessos do
            regime (facho)crépito salazaresco!

            Gostou, ó Menos? Fui eu que inventei!

          • JgMenos says:

            Governar bem é governar com futuro e por isso o PPC espantou as gralhas esquerdalhas quando isso lhe foi reconhecido pelo voto.

            A geringonça governa para as eleições seguintes mas atarefa-se a inventar futuro enchendo páginas de papel com mirabolantes projectos, lançamento de estudos, acordos condicionais, leis de bases que não requerem orçamentos; tretas para entreter palermas.
            O tradicional abrilesco!

          • ZE LOPES says:

            Foi-lhe reconhecido pelo voto? Então “cadê a maioria”?

            Será que a “geringonça” tomou o poder através de algum golpe de Estado? Sequestraram a múmia? Obrigaram-no a assinar o decreto de nomeação do Governo?

            A prova de que PPC se está a cagar para o futuro é o facto de ter sido eleito deputado e ter dado de frosques, defraudando os eleitores,em vez de ficar na AR a fazer oposição. E em vez de manobrar através de Luisinhos e Huguinhos.

            Só lhe interessa o poder! O tradicional laranjesco!

          • Paulo Marques says:

            Governar para o futuro é a minha conta de electricidade, não haja dúvida. Para o presente eu percebo que não fosse, visto que não acertava uma previsão.
            Mas, olhe, sabe que até o FMI admitiu que foi péssimo, certo?

  2. A.Silva says:

    João Mendes ao lado de Trump e de Bolsonaro.
    Há gente que não tem o mínimo pejo em chafurdar nas pocilgas mais abjectas.

    • Mário Reis says:

      O problema de fundo é mesmo… “nunca facilitaram quando o assunto é o seu quintal”, ou melhor não facilitam quando alguém ousa introduzir alterações de fundo que cortam a mama aos oligopolios que durante décadas a fio sugaram o povo e riquezas da Venezuela construindo um dos países mais retrógrados e miseráveis do mundo, apesar da riqueza e dos petrodolares.
      A la palissada “que a Venezuela prospere”, desde subjugada aos interesses dos tais 26 ou coisa parecida que acumulam a riqueza mundial é conversa hipócrita, conservadora e serviçal, que em vez de acreditar na procura de alternativas à organização social, económica e politica, passa a mensagem de que não vale a pena tentar/ousar desafiar o totalitarismo reinante travestido de democracias.


      • Mário, rejeito qualquer acusação de simpatia pelo imperialismo norte-americano. Quem me conhece e lê sabe-o perfeitamente. Mas não vai ser por isso que vou validar o que se passa na Venezuela. tudo tem um limite, e não é a deixar as pessoas passar fome que se apresentam alterntivas ao capitalismo desregulado.


    • A. SIlva, o João Mendes está tanto do lado do Trump e do Bolsonaro como os aliados estiveram ao lado do Estaline contra os nazis. Agora deixa la de ser parvo ou então justifica como é que um regime permite que os seus cidadãos passem fome enquanto às elites nada falta. Se quiseres, vamos com o Maduro jantar lá ao restaurante chique da Turquia, onde o chef vem à mesa meter sal na carne cheio de tiques. Pode ser?

      • A.Silva says:

        João Mendes ao lado de Trump, a querer fazer esquecer que os principais responsáveis pelas dificuldades por que a Venezuela passa são os EUA.

        É como um filho da puta estar a apertar o pescoço a alguém e passa o idiota do João e acusa esse alguém de não saber respirar.

        Sim João Mendes, continua a chafurdar na pocilga com trumps, bolsonaros, cristas e demais escumalha da extrema direita. Nojo.

        • Rui Naldinho says:

          Ó A. Silva,desculpe lá, mas você com esse comentário, parece o Miguel Bessa, mas ao contrário.
          O fascismo e o comunismo só são bons para a nomenklatura dominante. De resto, o povo que se lixe. Ou vai querer convencer-me de que na ex URSS aquilo vivia tudo à Sueca? E na atual China comunista, não há diferenças sociais?
          De resto, na verdadeira acepção da palavra, nunca existirá uma sociedade sem classes. Isso é uma utopia. Quanto mais não seja, porque alguém tem de mandar, de decidir, de tomar as rédeas do barco. Os outros, cada um na sua função, coadjuvarão os mais habilitados. Existirão sempre hierarquias. Quanto mais não seja pela experiência de vida.
          Imagina uma empresa só com Mestrados. Mandavam todos ao mesmo tempo?
          O importante é tima4 decisões políticas que diminuam essas diferenças, na maioria dos casos um fosso.
          No caso da Venezuela, tanto com Maduro, como com Juan Guaidó, dali duvido que saia alguma coisa de bom, para os venezuelanos. Hoje morrem de fome, amanhã viverão como no passado, com um prato de feijão.
          Aliás, vai passar-se o mesmo no Brasil.

      • Paulo Marques says:

        «como é que um regime permite que os seus cidadãos passem fome enquanto às elites nada falta. »
        João, e isso é diferente da eurolândia ou do mundo anglo-saxónico?
        É evidente que se entretanto não resolveu, alguma coisa deve ter feito mal, mas a estória é mais complicada e só descubro pedaços ideológicos.

  3. Paulo Marques says:

    «Desejo, sobretudo, que a fome e o racionamento terminem»
    Não se preocupe, o racionamento acaba, e os bens que estão nos armazéns estarão disponíveis para quem saia da sua zona de conforto e seja empreendedor a recibos verdes, desde que sejam iogurtes.

    • Miguel Bessa says:

      Muito melhor e ser trabalhador do estado a receber um salário mensal não dá para comprar uma refeição.
      É esta a compaixão e igualdade da esquerda. Todos com fome.

      • Paulo Marques says:

        Se não recebe que chegue, queixe-se a Bruxelas que eles fazem que ouvem.
        De resto, não falta, países onde o FMI fosse fazer muito pior, fazia melhor em apelar ao fim das sanções só porque lhes tiraram o petróleo da boca.

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