Luxos, luxos, Monarquias à parte…


Um dos escassos argumentos utilizados pelos repimpantes republicanos do Esquema vigente, consiste na crítica à Monarquia, pelo que esta representa de “desigualdade e despesa”. Pois nem sequer se dando ao trabalho de verificar ou comparar as contas relativas às chamadas “listas civis” de presidentes e monarcas da Europa, os enervados senhoritos deviam saber que em matéria de despesa, as suas Repúblicas destroçam a mais grandiosa das Monarquias, neste caso, a britânica. O sr. Sarkozy é um bom exemplo, ascendendo a factura do Eliseu a mais de 100.000.000 de Euros por ano. É claro que a isto se acresce toda a parafernália dos ex-presidentes e respectivas entourages, enfim, nada que não tenhamos por cá.

O poder pessoal, outrora acerbamente criticado aos déspotas do passado, parece ser uma constante nestas Repúblicas que fazem da visibilidade do seu titular, o ponto essencial, quase exclusivo. Alguns há que têm o poder de vida ou de morte a destinar ao planeta inteiro e amanhã, Lisboa conhecerá três destes presidentes, ou seja, o sr. Obama, o sr. Medvedev e o sr. Sarkozy, decerto acompanhados pelo ajudante de campo que transporta a preciosa maleta com os códigos passíveis de desencadear o Armagedão. Em Portugal, dada a exiguidade do país e a insignificância de uma instituição à qual a população ostensivamente virou as costas no passado 5 de Outubro, ficamo-nos ainda por mais uma imitação à pressa, por obra de alguns delírios presidencialistas de uns tantos papalvos, desejosos de iniciar um “novo regime com uma velha personagem”. Esquecem-se do presidencialismo que já tivemos num breve ano da mais conturbada época da História de Portugal. Acabou como se sabe e ali mesmo, em público, nas lajes frias da Gare do Rossio. Bem vistas as coisas, este neo-presidencialismo à portuguesa, equivalerá à construção de uma réplica de 1/4 da Casa Branca a erguer por adjudicação directa a um pato bravo, nos arredores de Lisboa. Cercada de muros, com um campo de golfe em anexo, um pé direito de 2,10m e garagem para 45 Mercedes, BMW e AUDI e respectiva chaufferage de serviço à Excelência. Muitos corredores, salas, casas de banho e quartos com focos no tecto, telemóveis à conta e claro está, jacuzzi e mini-bar. Enfim, uma White House saloia.

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Publicozinhar "notícias"…


Hilariante! Um dos tais referenciais da sapiência copy-paste, “publicozinhou” um artigo, alertando que milhares de russos se concentraram em Vladisvostok, Irkutsk, São Petersburgo e Kalininegrado (Conisberga, Prússia Oriental), exigindo a demissão da dupla Putin-Medved.

A patetice apressada não tem limites e noticia por noticiar. Gigantescas manifestações? Vejamos essa quase “revolução de massas”:

VladisvostoK: 500 manifestantes

Irkutsk: centenas de manifestantes

São Petersburgo: “umas” mil pessoas

Kalininegrado (Conisberga): “cerca de 2000” manifestantes.

Decerto coçando a cabeça e franzindo o sobrolho com o ar mais sério deste mundo e arredores, o escriba conclui a prosa, dizendo que …“em Janeiro, as manifestações anti-Putin mobilizaram um número superior a dez mil russos, o que deixou o Kremlin muito inquieto.” (sic)

Dadas as devidas proporções, seria o mesmo que em Portugal se organizassem manifs a exigir a queda da dupla Cavaco-Sócrates. Assim, teríamos uma avassaladora mole de revolucionários, desta forma repartidos:

Funchal: 20 manifestantes

Guarda: “algumas dezenas” de manifestantes

Porto: “uns” 50 manifestantes

Bragança: “cerca de 100” manifestantes

Paciência…