Guantánamo, a promessa de Obama

Retrato oficial do Presidente Barack Obama na Sala Oval da Casa Branca, 6 de Dezembro de 2012, por Pete Souza

Os anos passam depressa e a memória do homem é curta, convém por isso lembrar que na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, existe há 15 anos uma infame prisão onde são enterrados vivos os suspeitos da guerra ao terrorismo. Trata-se de uma prisão onde os prisioneiros não têm direito a julgamento, onde se usam técnicas de controlo meticulosamente estudadas para destruir a vontade, para esvaziar de personalidade os encarcerados.

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Subversão

2017-01-11

Donald Trump, goste-se ou não, foi eleito Presidente em eleições cujo resultado não sofreu dano de legitimidade por qualquer decisão judicial, ou outra de instância para tal competente. O que se está a passar na América é a total subversão da Democracia. O interminável folhetim Obama, com dedicatórias comovidas da primeira dama, últimos discursos intermináveis e uma ocupação total do espaço mediático, faz parte de um verdadeiro processo de Impeachment do presidente eleito, que teve início imediatamente após a sua eleição e decorre à revelia de qualquer mecanismo constitucional ou judicial.

O espectáculo que a América oferece ao mundo é o da implosão institucional de uma Democracia totalmente dominada por processos anti-democráticos, de guerrilha política, contra-informação e propaganda. Obama não fica bem na fotografia e os Democratas ficam pior.

O Discurso.

Mick Jagger em Havana

A lenda daquele falseto divinal em “Emotional Rescue” arrastou meio milhão de cubanos no histórico concerto realizado ontem à noite em Havana, no corolar de uma semana inesquecível na capital cubana, simpatias pela figura de Fidel à parte. Se na primeira parte do show, Obama não convenceu o “Castro” mais novo (peço imensa desculpa por ter que catalogar desta forma a sombra do seu irmão Fidel) quando este esperava seguramente que o presidente Norte-Americano levantasse finalmente uma ponta do véu do embargo vigorante sobre o país (a todos aqueles que enchem a boca para criticar o regime cubano, pergunto sempre como seria a vida no nosso país se estivesse sob embargo económico de 75% dos países mundiais; decerto que não seríamos capazes de sobreviver), resumo apenas a visita do presidente Norte-Americano como um passo histórico sim, cheio de danças, show-off, promessas opacas e vazios de conteúdo, quando Castro esperava algo mais, dado que é peremptória a assumpção entre o regime de que este economicamente terá que ter alguma abertura (controlada, obviamente) ao investimento privado externo. De nada valeram para já as intercessões negociadas pelo Santo Mujica e pelo Papa Francisco.

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11.09.2001 – o dia que marcou o mundo para sempre.

11.09.2001

Esta foto mostra uma criança a caminhar, hoje, num parque em Winnetka, nos Estados Unidos da América, entre algumas das três mil bandeiras colocadas em memória das vidas perdidas nos ataques de 11 de Setembro de 2001.

Foi precisamente há 14 anos. O primeiro avião embatia, às 8h46, hora de Nova Iorque, contra a Torre Norte do World Trade Center. Este foi o primeiro dos quatro atentados levados a cabo nesse dia. Os outros foram contra a Torre Sul do WTC de Nova Iorque, às 9h03, um outro contra o Pentágono, às 9h37 e por fim um, às 10h03, em Shanksville, na Pensilvânia.

Em 77 minutos morreram 2996 pessoas, tendo ficado feridas 6291 pessoas, oriundas das mais diversas nacionalidades e credos. Este foi um ataque coordenado pela organização terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden.

A partir deste dia nada mais foi igual no mundo. Foram muitas as mudanças. O terrorismo passou a ser um dos alvos mais importantes dos EUA e da grande maioria dos países desenvolvidos do mundo ocidental. As nossas vidas também mudaram. Passamos todos a ser muito mais vigiados e controlados por muito que até às vezes não pareça. Passamos a viver debaixo de um enorme ” Big Brother “,  já narrado por George Orwell no seu livro, publicado em 1949, intitulado Nineteen Eighty-Four.

Os Estados Unidos responderam aos ataques do 11 de Setembro com o lançamento de uma guerra ao terrorismo, invadiram o Afeganistão para derrubar os Taliban, que abrigavam os terroristas da al-Qaeda. O mundo reforçou a sua legislação anti-terrorismo e ampliaram os poderes para uma aplicação mais rápida e efectiva da lei.

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Como “um macaco numa floresta tropical”

O Kim gosta de ti!

Consumada a viragem nos EUA:

Republicanos controlam Senado e Câmara dos Representantes e a era Obama parece estar a chegar ao fim. Vamos lá elefantes, os nazis israelitas precisam de amigos!

Obama, Draghi e a pobreza explosiva na Europa

Exclusão de Pobreza e Exclusão Social (% da população total, 2012)

pobreza_eurostat_5-12-2013

Tenho criticado o presidente Obama. A meu ver, relativamente a determinadas expectativas – acção decidida e exemplar contra os ‘paraísos fiscais’, por exemplo – o presidente norte-americano revelou-se mais do que ineficiente. Errou, ao integrar no governo Timothy Geithner (2009-2013), ex-CEO da poderosa e sinistra Goldman Sachs, e outras figuras hediondas que causaram a gravíssima crise financeira e social de dimensão global. [Read more…]

Não há atalhos para proteger a América

Desde a Segunda Guerra que a politica externa americana segue as mesmas directrizes. Com Barack Obama isso não se alterou.

Com o rebentar do escândalo PRISM, programa de recolha de informações indiscriminado da NSA, é apropriado relembrar as palavras de Obama em 2007.

Prémio Nobel da Paz

Casa Branca admite ter ordenado assassínio de quatro americanos com drones.

Barack Obama, o “Spin Doctor” (e, já agora, alguém que mostre este filme ao nosso PR, sff)

Da alfaiataria, meu caro Krugman: this is the West, sir…

http://bit.ly/XJ8GIo

Facts are stubborn things; and whatever may be our wishes, our inclinations, or the dictates of our passion, they cannot alter the state of facts and evidence

John Adams

Pergunta Paul Krugman: «de onde vêm os “factos”?».  As aspas são matéria muito interessante e sobre ela já se debruçaram, por exemplo, Frege, Tarski, Quine e Davidson. Neste caso, o objectivo de Krugman não é o de citar factos referidos algures por outrem, mas atribuir ao vocábulo exactamente o valor oposto, funcionando “factos” como antónimo de factos. Quanto à pergunta (de onde vêm os “factos”?), verificando os dados factuais (isto é, os factos sem aspas) e concluindo que a asserção (note-se, asserção e não acepção, muito menos *aceção, palavra insuportável, sendo evidente a função diacrítica da consoante não pronunciada, sim, claro, em português europeu) de que a despesa federal aumentou 37% durante a administração Obama não corresponde à realidade (ou seja, é “facto” e não facto), o professor de Princeton – e conhecido Nobel da Economia, a quem o actor Jon Stewart chamou “the rare gray-bearded urban laureate”, durante a recente polémica sobre a moeda de 1 bilião de dólares – infirma-a e demonstra que o aumento correspondeu, de facto (sinónimo de ‘efectivamente’, palavra extraordinária e bastante popular entre a jovem população urbana portuguesa de finais dos anos 80), a 12,7%, verificando aquilo que se passou  entre 2008 e 2012 (contas relativas aos respectivos quartos trimestres).

Assim, resta-me a dúvida: aqueles “factos” serão fatos? Claro, a dupla grafia no seu esplendor. A função das aspas no texto inglês de Krugman poderia ser assumida pela supressão da letra consonântica C numa versão portuguesa. Sim, fatos como “factos” e em vez de factos. Fatos na função de [Read more…]

Apetecia-me fazer um comentário jocoso, mas não o farei

Quando as moscas perseguem Barack Obama, até o barraco abana! Pronto, não resisto: será que o seu discurso cheira mal?

O afro-americano reeleito Presidente dos EUA

Não consigo deixar de comentar que, finalmente, temos um afro-americano a governar o denominado país mais poderoso do mundo, reeleito pela sua sabedoria no mando. Não apenas o governara bem, mas o fez tão bem, que ganhou o Prémio Nobel da Paz em 2009 e acabou com a vida do terrorista mais agressivo do mundo, Ossama-Bin-Laden e o seu grupo Al-Queda conseguiu impor a paz no Golfo Pérsico e confrontou crises económicas, temporais devastadores, ultrapassou a crise da falta de emprego, que foi reeleito Presidente do país denominado mais poderoso do mundo. Mais poderoso porque tem invadido os países onde a política é perigosa para os governantes norte-americanos, entra sem pedir licença, mata ou manda matar sem perguntar, desvia o petróleo oriental para seu benefício, assassina aos líderes nacionais que não gosta ou que não são convenientes para os seus interesses.

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Bill Gates a favor de mais impostos para os milionários

Ocorrem-me duas perguntinhas: será que os políticos portugueses (em especial os do “arco da governação”) lêem jornais? E, se lêem, será que compreendem?

Diferenças de discurso

Já aqui declarei a minha convicção de que “o cargo de presidente dos EUA depende pouco da pessoa que o exerce“.

No entanto, e no plano simbólico do discurso político, registo as palavras de Barack Obama ontem à noite perante o Congresso americano

“nenhum desafio é mais urgente” e “nenhum debate mais importante” do que a desigualdade económica, “num país onde um número cada vez menor de pessoas vive muito bem, enquanto um número crescente de americanos mal consegue subsistir”.

lançando um novo apelo ao aumento dos impostos pagos por milionários.

Em Portugal, onde que os defensores mais acérrimos do neo-ultra-liberalismo estão sempre dispostos a apontar os EUA como grande exemplo matricial, estou seguro de que estas palavras do presidente americano passarão completamente ao lado e serão levadas pelo vento.

Além disso, Obama fez o que por cá o PR também pretendeu e deu o seu próprio exemplo, mas não nos mesmos termos. Se Cavaco Silva acha que também ele é penalizado ao ponto de se queixar disso e de tentar tapar o sol com uma peneira, Obama afirmou

Precisamos de reformar o nosso código fiscal para que pessoas como eu e muitos membros do Congresso paguem a sua justa fatia de impostos

e acrescentou que [Read more…]

Presidente dos EUA = Presidente da Guerra

Quando Obama foi eleito muitos exultaram e chegaram a falar em novo mundo e nova ordem mundial.

Tolice e ingenuidade.

O presidente dos EUA, seja ele quem for, é o presidente de um império que tudo fará para se perpetuar como tal. O presidente dos EUA é, acima de tudo, o presidente da potência que, desde a 2ª Guerra Mundial, se afirma pela força das armas para estabelecer os desequilíbrios que lhe sejam estrategicamente convenientes, independentemente dos valores que o discurso oficial americano possa, num momento ou outro, propalar. Acontece que, após a Guerra Fria, o mundo se tornou mais ameaçador para os EUA, com menos aliados seguros e inquestionáveis, com mais frentes de “consolidação” da sua força, com maior dispersão de vontades e de movimentações. Assim, de “vitória em vitória”, as forças militares americanas foram-se exaurindo e exaurindo os cofres do estado, ainda que para benefício dos grandes interesses privados e senhores da guerra internos.

Obama, o presidente do país que mantém a sua supremacia pelo recurso ao aparelho militar, é, neste contexto, obrigado a redefinir prioridades e, sobretudo, a redimensionar o dispositivo bélico. Além disso precisa de focalizar e concentrar-se no único país que poderá a médio prazo substituir a América como próximo império mundial. E veio dizer, se tal fosse preciso, que os EUA não perderão a hegemonia pela via paz ou, por outras palavras, que enfrentarão pela guerra e pelas armas qualquer desafio à sua posição de império mundial. E veio, claro, desmentir quem – Academia Nobel, etc.- pensasse que poderia ser diferente nas atitudes, nos processos e no xadrez internacional. O cargo de presidente dos EUA depende pouco da pessoa que o exerce.


Uma Europa que se nega a equipar para a defesa e a colaborar na garantia da sua própria segurança, não podia ter esperado mais de uma cimeira que antes de tudo, serviu para um crucial apaziguamento e até aproximação da Rússia. Estando o gigante do leste perante dilemas de difícil resolução – fronteiras instáveis, separatismos vários, forte quebra da natalidadel, fraca densidade populacional nas fronteiras da parte asiática -, a NATO pode hoje significar o seu auto-reconhecimento como parte integral da defesa de um Ocidente, a que em boa medida pertence. Daí a vinda a Lisboa e o sucesso da Cimeira. Consistiu este, o aspecto fundamental da magna reunião.

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https://aventar.eu/2010/11/21/1077835/

O tio da prima da cunhada da vizinha

Em tempos que já lá vão mas durante  muitos anos, os atores brasileiros que chegavam a Portugal querendo ser simpáticos tinham um tio da prima da cunhada da vizinha que tinha ido de Alguidares de Baixo para o Brasil há 88 anos, e de quem eram muito próximos. Alguns chegavam mesmo a dizer que, em honra a eles, o seu sonho máximo durante a estadia era visitar Alguidares de Baixo e comer um pastel de nata em Belém.

Obama, o presidente dos EUA, não sonha com Alguidares de Baixo, nem com o Algarve  e comerá o seu pastelzinho de nata sem se deslocar a Belém, mas tem na família um tio da prima da cunhada da vizinha, que terá ido da Fuseta, ou de Armação-de-Pera, ou da Cama-da-Vaca, para os EUA não se sabe há quantos anos, mas de quem é muito próximo. E, claro, ao chegar a Portugal recordou-se dele com saudade, emoção e portugalidade congénita.

Luxos, luxos, Monarquias à parte…


Um dos escassos argumentos utilizados pelos repimpantes republicanos do Esquema vigente, consiste na crítica à Monarquia, pelo que esta representa de “desigualdade e despesa”. Pois nem sequer se dando ao trabalho de verificar ou comparar as contas relativas às chamadas “listas civis” de presidentes e monarcas da Europa, os enervados senhoritos deviam saber que em matéria de despesa, as suas Repúblicas destroçam a mais grandiosa das Monarquias, neste caso, a britânica. O sr. Sarkozy é um bom exemplo, ascendendo a factura do Eliseu a mais de 100.000.000 de Euros por ano. É claro que a isto se acresce toda a parafernália dos ex-presidentes e respectivas entourages, enfim, nada que não tenhamos por cá.

O poder pessoal, outrora acerbamente criticado aos déspotas do passado, parece ser uma constante nestas Repúblicas que fazem da visibilidade do seu titular, o ponto essencial, quase exclusivo. Alguns há que têm o poder de vida ou de morte a destinar ao planeta inteiro e amanhã, Lisboa conhecerá três destes presidentes, ou seja, o sr. Obama, o sr. Medvedev e o sr. Sarkozy, decerto acompanhados pelo ajudante de campo que transporta a preciosa maleta com os códigos passíveis de desencadear o Armagedão. Em Portugal, dada a exiguidade do país e a insignificância de uma instituição à qual a população ostensivamente virou as costas no passado 5 de Outubro, ficamo-nos ainda por mais uma imitação à pressa, por obra de alguns delírios presidencialistas de uns tantos papalvos, desejosos de iniciar um “novo regime com uma velha personagem”. Esquecem-se do presidencialismo que já tivemos num breve ano da mais conturbada época da História de Portugal. Acabou como se sabe e ali mesmo, em público, nas lajes frias da Gare do Rossio. Bem vistas as coisas, este neo-presidencialismo à portuguesa, equivalerá à construção de uma réplica de 1/4 da Casa Branca a erguer por adjudicação directa a um pato bravo, nos arredores de Lisboa. Cercada de muros, com um campo de golfe em anexo, um pé direito de 2,10m e garagem para 45 Mercedes, BMW e AUDI e respectiva chaufferage de serviço à Excelência. Muitos corredores, salas, casas de banho e quartos com focos no tecto, telemóveis à conta e claro está, jacuzzi e mini-bar. Enfim, uma White House saloia.

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Lítio no Afeganistão

(adao cruz . democracia americana)

A minha empregada diz-me assim: o sr.doutor é o máximo. O sr. dr. é que dava uma boa empregada. O sr. faz tudo, seja de homem ou de mulher (salvo seja, penso eu no meu íntimo!). Mas ela tem razão, e eu não digo isto para armar nem com presunção. Mas tanto avalio e preparo um doente para uma intervenção ao coração, como prego um botão numa camisa ou levanto a bainha da calça, (melhor seria levantar a bainha da saia!). Várias vezes tenho dito que me encontro, por vezes, no computador, com os pincéis na tinta, a ler uma revista de cardiologia e a fazer um estrugido. Sou assim e assim serei enquanto os olhos e a mente mo permitirem. Mas, sendo assim, vejo-me por vezes à rasca para cumprir os meus deveres de aventador, pelo que peço desculpa ao amigo Ricardo e outros que tiveram e têm a gentileza de me querer nas colunas do blogue que em boa hora criaram. [Read more…]

Mandela (Memória descritiva)

Mandela e Graça Machel durante a homenagem ontem prestada na Cidade do Cabo.

Ontem, 11 de Fevereiro, realizou-se na Cidade do Cabo uma homenagem a Nelson Mandela, na passagem do 20º aniversário da sua libertação após 27 anos de prisão. Sorridente, acompanhado pela esposa, Graça Machel, Mandela esteve no Parlamento, onde ouviu o discurso proferido pelo actual presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

O «tata» (avô), como carinhosamente o tratam os sul-africanos, sentou-se na última fila da galeria de convidados e seguiu com atenção as palavras de Zuma, que ia lendo em folhas que tinham sido distribuídas. Com 91 anos, o primeiro presidente negro do país, terá feito um grande esforço para assistir à homenagem, pois a sua saúde debilitada pela idade não lhe tem permitido sair da residência. Desde que, há quase dez anos, se retirou da vida política, raramente aparece em público.

Destacadas figuras do ANC (Congresso Nacional Africano), o partido de Mandela, com alguns dos seus companheiros de luta contra o apartheid, festejaram a libertação sem a presença do homenageado. Milhares de pessoas, correspondendo à convocação do ANC, percorreram os mesmos 500 metros que, em 11 de Fevereiro de 1990, Mandela caminhou nos seus primeiros momentos de liberdade , em frente à prisão, saudando os seus seguidores.

Jacob Zuma, no seu discurso, prometeu antecipar a idade da reforma, para reduzir a pobreza, a desigualdade e o desemprego juvenil no país. «Este ano de 2010, será um ano de acção». Zuma atravessa um momento difícil, pois o facto de ter concebido um vigésimo filho, fruto de uma relação extra-conjugal, a meio de uma campanha oficial contra a SIDA e contra a multiplicidade de parceiros sexuais, causou polémica e mesmo algum escândalo no país. [Read more…]

O que se diz por aí

Já passou um ano desde que Barack Obama foi eleito. Há quem veja mudança, há quem veja continuidade. Parece-me que dentro dos EUA há uma mudança em curso, desde logo em sede de assistência social e médica. Quanto a políticas externas, vejo mais dinheiro para a guerra – Afeganistão e Iraque incluídos – sem resultados, uma prisão em Guantánamo que se mantém, e por aí fora. Pelo menos tiros continuam a não faltar em terras do Tio Sam. Lá nisso a tradição ainda é o que era.
Também o futuro do Haiti, que vive redobrados momentos de aflição, poderá ser uma oportunidade para ver diferenças de fundo, se as houver, da eleição de Obama.
Faria de Oliveira traçou o perfil dos interessados no BPN. Pelos traços, será mais um banco a ficar em mãos estrangeiras, depois do dinheiro público lhe ter dado um bom arranjo. Mas as melhorias ainda não vão ficar por aqui, pois ainda haverá uns ajustes para tornar o BPN mais apetecível, pois desta venda depende o reembolso da Caixa, estando para já afastado o cenário de integração do BPN.
Nas Grandes Opções do Plano, entre outras medidas, comenta-se a possibilidade dos portugueses de votar em qualquer ponto do país. Eu preferia que as opções e políticas governativas, de agora e do futuro, dessem antes de mais, vontade em ir votar.

Um ano de Obama Presidente:

Já uma vez escrevi sobre Obama no Aventar, AQUI, a propósito do Nobel da Paz.

Hoje, um pouco por toda a blogosfera, em especial na blogosfera destra, se procura analisar um ano de presidência e se possível sublinhar os aspectos negativos ou menos conseguidos. O contraponto é sempre o mesmo: a sinistra criticou Bush por tudo e por nada e agora leva o troco. Se Bush era estúpido, o que é Obama? Se Bush transpirava Iraque, como explicar que os EUA ainda por lá andem? Os republicanos isto, então os democratas aquilo, etc, etc, etc.

Não vou por aí. Nem preciso de sublinhar a reforma na saúde, as melhorias da economia e outras, desculpem lá, questões laterais. Para mim, o legado de um ano de Obama traduz-se, pelo menos até agora, numa outra forma como o Mundo está a olhar para os Estados Unidos da América. No capital de esperança que Obama ainda representa. Vamos esperar, continuar atentos e manter a esperança.

Repito o que escrevi em Outubro: A eleição de Barak Obama marca um corte radical com um passado recente pleno de tiques imperialista e representa, estou certo, uma alteração no futuro político do ocidente cujas consequências e repercussões só serão visíveis daqui a alguns anos. Os EUA souberam assumir o erro de anos e anos de administração Bush e souberam interpretar, como ninguém, a mudança necessária, diferente, para tempos igualmente diferentes. A Academia Sueca percebeu que estamos perante uma das mais importantes alterações políticas desde a queda do muro de Berlim, uma revolução silenciosa iniciada nos Estados Unidos e, como uma gripe, contagiante a todo o mundo ocidental. A Academia Sueca, com esta escolha, está a premiar todo um povo por ter oferecido a um mundo de políticos cinzentos, uma luz de esperança. Sou um utópico? Tenho dias…

O americano tranquilo e os novos Vietnames

FONTE
Durante a campanha eleitoral, Obama prometeu, com entusiasmo febril de candidato, que aprofundaria a guerra no Afeganistão, como uma espécie de “compensação” pela retirada do Iraque. Hoje, está atolado no Iraque e no Afeganistão. Pior: está prestes a atolar-se numa terceira guerra.
O Americano Tranquilo é o herói do romance de Graham Greene sobre a primeira guerra do Vietname, na qual os franceses foram derrotados. Era um norte-americano jovem e ingénuo, filho de um professor, que foi bem educado em Harvard, um idealista com todas as melhores intenções. Quando chega como soldado ao Vietname, queria ajudar os nativos a superar os dois principais males que via lá: o colonialismo francês e o comunismo. Sem saber coisa alguma sobre o país no qual estava, provocou um desastre. O romance termina num massacre, resultado dos esforços desorientados do “americano tranquilo”. Comprovou-se a velha máxima: “A estrada para o inferno é pavimentada de boas intenções”. [Read more…]

Happy New Year, Feliz Ano Novo, 2010!

O ano está a terminar. Um ano e uma década que ficam para trás. Para mim foi um ano cheio e uma década activa.

Nasceu o Aventar e com ele regressei aos blogues colectivos, conheci outras pessoas e aprofundei a amizade com um dos seus mentores. Ao mesmo tempo, congelei o meu doutoramento e disse “adeus”, por uns tempos, ao jornalismo. Profissionalmente foi um ano intenso, inacreditavelmente enérgico. Um ano com três eleições, imensas inaugurações e outras tantas iniciativas de todo o género. O país, a Europa e o Mundo, sobretudo estes dois últimos, viveram uma das piores crises económicas da história e a pior para a minha geração. Quer dizer, Portugal em crise? Bem, nesta década foi sempre assim, de mal a pior. A minha região continua a bater recordes negativos para desespero de todos. O Douro continua a ser a excepção, crescendo a todos os níveis: económicos, turísticos e culturais. O Douro e o F.C. Porto, o grande vencedor da década (Taça UEFA, Champions League, Ligas, Taças de Portugal, Supertaças, Campeão do Mundo de Clubes, etc.). Nesta década nasceu a minha filha e neste ano começou, a sério, a sua vida escolar. Em termos musicais foi a década dos Sigur Rós; em termos culturais destaco o renascer do movimento cultural portuense cujo expoente máximo é, sem dúvida, a Miguel Bombarda e toda a zona envolvente. [Read more…]

As palavras de Obama na cerimónia do Nobel da Paz

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Transcrição do discurso (em inglês) no site do New York Times (implica registo gratuito).

Com todo, mas mesmo todo, o meu amor, para o criminoso de guerra Barack Hussein Obama


VISITE O NOBEL DA PAZ AQUI

Os EUA estão a pensar em abolir a Pena de Morte?

EUA aumentam as suas tropas no Afeganistão