SUCESSOS DE LISBOA, E DE ROMA

Foi um sucesso a cimeira da Nato em Lisboa , sobretudo, porque conseguiu lograr uma desejável parceria com a Russia, encerrando assim definitivamente, a porta da guerra fria,que na verdade terminou com a implosão da União Soviética e a queda do muro de Berlim.A partir daí a globalização neoliberal que já vinha a caminho , acelarou-se, de forma celerada,como a estamos agora a conhecer,com um mundo unipolar.

Também foi um sucesso de Lisboa a melhor coordenação que, finalmente, parece ter sido conseguida entre a União Europeia e os EUA, com resultados imediatos visíveis, ao decidir se preparar, em pouco tempo, a saída, de forma faseada das tropas da Nato do Afeganistão, e um díalogo mais intenso entre estas duas regiões fulcrais para o mundo.
Sucesso também a nível internacional para o governo de Sócrates, por ter conseguido organizar com êxito, um evento global tão importante, que colocou Portugal por uns dias, nos os écrans de todo o mundo, promovendo a nossa imagem de forma positiva. Sócrates saiu -se bem e mostrou-se um líder com capacidades internacionais, malgrado o desastre social que se passa, agora, a nível interno em Portugal. [Read more…]

Bruni, a grande ausente da Cimeira da NATO

Carla Bruni (2)

Há dias estava sentada no Café de La Paix. Com quem? Segredo. Absoluto segredo. Quem a viu e observou, calou-se. No famoso café, havia outras mulheres sofisticadas e de elegante porte. Os maridos estavam ocupados nas grandes tarefas governamentais ou do alto empresariado. Elas, por sua vez, esquivaram-se para as habituais conversas de café. Namoricos, dizem os maliciosos. Conversas de amigas e amigos, consideram os bem intencionados. A propósito, deve realçar-se que, entre todas, Carla Bruni era a mais bonita, afável, sensual e informal. Vestia ‘jeans’ e um casacão de cabedal castanho claro, a sobrepor uma camisola de lã, cor de marfim . Em estilo coloquial, falava, sorria e encantava.

Os dois pombinhos da Cimeira de Lisboa

The love is in the air. Porreiro, ! (para onde é que irão tão agarradinhos?)

Estado de sítio? ou estado de novo policial?

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A PSP deteve cerca de 20 manifestantes contra a Nato. Detenção de legalidade muito duvidosa, já que a liberdade de manifestação é um direito quem em Portugal não carece de autorização para ser exercido, nem poderia ser de outra forma.

Como não bastasse neste momento é recusado o contacto dos seus advogados com os detidos.

Eis a prova que faltava a quem tivesse dúvidas: a cimeira da Nato tem servido à PSP de treino e desculpa para aquisição de material para repressão política. Hoje são manifestantes anti-Nato, amanhã serão os que protestarem contra a fome.

Luxos, luxos, Monarquias à parte…


Um dos escassos argumentos utilizados pelos repimpantes republicanos do Esquema vigente, consiste na crítica à Monarquia, pelo que esta representa de “desigualdade e despesa”. Pois nem sequer se dando ao trabalho de verificar ou comparar as contas relativas às chamadas “listas civis” de presidentes e monarcas da Europa, os enervados senhoritos deviam saber que em matéria de despesa, as suas Repúblicas destroçam a mais grandiosa das Monarquias, neste caso, a britânica. O sr. Sarkozy é um bom exemplo, ascendendo a factura do Eliseu a mais de 100.000.000 de Euros por ano. É claro que a isto se acresce toda a parafernália dos ex-presidentes e respectivas entourages, enfim, nada que não tenhamos por cá.

O poder pessoal, outrora acerbamente criticado aos déspotas do passado, parece ser uma constante nestas Repúblicas que fazem da visibilidade do seu titular, o ponto essencial, quase exclusivo. Alguns há que têm o poder de vida ou de morte a destinar ao planeta inteiro e amanhã, Lisboa conhecerá três destes presidentes, ou seja, o sr. Obama, o sr. Medvedev e o sr. Sarkozy, decerto acompanhados pelo ajudante de campo que transporta a preciosa maleta com os códigos passíveis de desencadear o Armagedão. Em Portugal, dada a exiguidade do país e a insignificância de uma instituição à qual a população ostensivamente virou as costas no passado 5 de Outubro, ficamo-nos ainda por mais uma imitação à pressa, por obra de alguns delírios presidencialistas de uns tantos papalvos, desejosos de iniciar um “novo regime com uma velha personagem”. Esquecem-se do presidencialismo que já tivemos num breve ano da mais conturbada época da História de Portugal. Acabou como se sabe e ali mesmo, em público, nas lajes frias da Gare do Rossio. Bem vistas as coisas, este neo-presidencialismo à portuguesa, equivalerá à construção de uma réplica de 1/4 da Casa Branca a erguer por adjudicação directa a um pato bravo, nos arredores de Lisboa. Cercada de muros, com um campo de golfe em anexo, um pé direito de 2,10m e garagem para 45 Mercedes, BMW e AUDI e respectiva chaufferage de serviço à Excelência. Muitos corredores, salas, casas de banho e quartos com focos no tecto, telemóveis à conta e claro está, jacuzzi e mini-bar. Enfim, uma White House saloia.

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Equipa da Académica detida pelas autoridades

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Académica treinando manifestações anti-Nato

A equipa de futebol da Académica-OAF foi ontem detida pela polícia sob a acusação de equipar de negro, indício claro de que os seus jogadores iriam participar nas manifestações anti-Nato sob o disfarce típico de Black Blocks.

Os atletas estrangeiros foram de imediato conduzidos à fronteira de Vilar Formoso, enquanto os nacionais serão hoje ouvidos por um juiz.

Ficção? Estou doido e paranóico? Esta é verdadeira:

Dois espanhóis foram ontem, pelas 18h20, impedidos de entrar em Portugal, na fronteira do Caia, por estarem na posse de vestuário idêntico ao que usa o grupo radical Black Blocs, que promete causar distúrbios na cimeira da NATO, em Lisboa. Traziam duas malas cheias de roupa preta (calças, capuzes, blusões e gorros), suficiente para várias pessoas.

A notícia é de hoje, não é de 23 de Abril de 1974.

Já chegámos à Madeira?

Estamos em estado de sítio? foi suspensa a liberdade de expressão?

A GNR deteve hoje de madrugada na fronteira do Caia (Elvas) duas pessoas  (…)  os dois cidadãos, um homem de nacionalidade espanhola e uma mulher portuguesa, foram detidos cerca das 4h45 na fronteira do Caia.  A GNR encontrou no interior do carro armas brancas, designadamente uma navalha, uma catana de 40 centímetros e um estilete, e vários panfletos com mensagens anarquistas e anti-polícia, adiantou.  A mesma fonte afirmou ainda que os panfletos estavam escritos em espanhol e tinham mensagens contra a polícia e incitavam à violência. in Público

Vamos lá ver: desde quando se pode justificar uma prisão com a posse de panfletos com “mensagens anarquistas”? As supostas armas brancas são incolores todos os dias, mas aí até admito a ilegalidade. Agora uma polícia que invoca a posse de panfletos está no mínimo a abusar da sua autoridade.

De resto a Lusa não conta tudo. Segundo o Linha de Elvas “Nas primeiras sete horas da operação de controlo na fronteira do Caia foram controlados 364 cidadãos, efectuadas quatro recusas de entrada no país e duas detenções por posse de arma branca, revelou uma fonte do SEF no local.”  Tipo: ó pá, tens cara de Black Bloc, não entras.

Depois digam-me que a Nato defende os valores das democracias  ocidentais. Mas digam muito alto que estas coisas deixam-me surdo.

A cimeira black-block

black bloc

Anda por aí um um pânico desmesurado porque a cimeira da Nato atrairá a estratégia anarquista black-bloc, avisam as autoridades e os especialistas em segurança.

Um alarido tremendo, como se em qualquer país civilizado e moderno não ocorressem manifestações civilizadas e modernas quando há cimeiras mundiais que se prezem, e lamento informar as pessoas que andam desinformadas mas o estádio actual da civilização ocidental na parte das manifestações inclui pessoal anarquista e esquerdista usando a estratégia black-block. É uma modernidade que o pessoal que vai às manifes prá porrada se vista com roupa de andar à porrada, maneira prática de se distinguir do pessoal que vai às manifes mas não vai prá porrada.

Eventualmente a polícia vai andar à porrada, o que como toda a gente sabe faz parte da sua natureza. Talvez se partam algumas montras, o que é sem dúvida uma despesa, mas de uma coisa desconfio: o prejuízo que possam causar será uma ínfima parte dos custos da cimeira. Há suites de hotel mais caras.