Saída limpa

Limpíssima.

Alice, um filme de Marco Martins

com Nuno Lopes, Beatriz Batarda e Miguel Guilherme

Um filme português realizado por Marco Martins (2005). Ficha IMDB

Miguel Guilherme, cagar sim, mas devagar

Estou longe de concordar com muitas das coisas que Miguel Guilherme diz na entrevista que hoje o jornal I publicou e noto que o actor confunde cultura e política cultural com teatro e artes do espectáculo, não fugindo à demarcação por quintalinhos, tão habitual em quem toma a árvore pela floresta.

Eu não cago para a política cultural, até porque ela verdadeiramente não existe e entendo que, mais do que nunca, é urgente e necessária. Mas, face ao que como política cultural actualmente se apresenta, subscrevo a citação que se segue e acrescento -tiraste-me as palavras da boca:

A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.