Miguel Guilherme, cagar sim, mas devagar

Estou longe de concordar com muitas das coisas que Miguel Guilherme diz na entrevista que hoje o jornal I publicou e noto que o actor confunde cultura e política cultural com teatro e artes do espectáculo, não fugindo à demarcação por quintalinhos, tão habitual em quem toma a árvore pela floresta.

Eu não cago para a política cultural, até porque ela verdadeiramente não existe e entendo que, mais do que nunca, é urgente e necessária. Mas, face ao que como política cultural actualmente se apresenta, subscrevo a citação que se segue e acrescento -tiraste-me as palavras da boca:

A cultura tem de deixar de ser tão mariquinhas. Eu não gosto de choramingões, e há trinta anos que vejo gajos a choramingar e a traírem-se uns aos outros, a andar de punho cerrado e por trás a lamber o cu ao ministro ou ao secretário de Estado. Por isso, sabes o que te digo, eu caguei. Podes mesmo escrever, eu caguei para isso, cago para a política cultural.

Comments

  1. Rodrigo Costa says:

    Pois… Miguel! —diria eu— Não digo que venhas trasado, porque, possivelmente, conheces os esquemas à tanto tempo quanto eu; mas, dito por ti, a coisa tem outra credibilidade. Eu não diria que me cago, porque estaria a desperdiçar matéria; prefiro dizer que não estou para aí virado —a coerência é um estado sem graça…

  2. nunes says:

    Eu … se misturar tudo e mais alguma coisa, entâo digo o que penso… Porcugalinha é o vosso Porcustroykagado… cago e me alimpo sobre a bandeira Porcustrokagada, paìs este… que nunca valeu nada. Sò gosto das Porcastroykas de Porcustroykagal…mas mesmo assim, nem sei se elas cheiram mal… (( Enfim; é a vida deste animal ))…
    _ Hà que ler o ** O EMIGRA **, pedir a Google O EMIGRA e ler o que por là anda escrito, é espetacular…

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