Ricardo Araújo Pereira – A Década dos Psicopatas

Paulo Pereira

e Daniel Oliveira – A Década dos Psicopatas.

E o contexto é o de uma sociedade desigual nos sacrifícios e nas vantagens, precária e insegura para a maioria e garantista e blindada para uma minoria.

O problema que aqui me interessa não é apenas ético, apesar da ética também contar. É social. É o de uma elite que vive num mundo à parte, com regras à parte, e é por isso incapaz de perceber a vida dos outros. Poderiam ser ricos e perceber tudo isto. Poderiam ser pobres e não perceber nada disto.

A vida está cheia destas incongruências e não sou dos que acham que alguém que defende a justiça social tem obrigação de levar uma vida espartana e que os pobres têm obrigação de ser socialistas. Mas julgando, como julgam, que os seus privilégios excecionais resultam do mérito, não podiam deixar de julgar que as banais dificuldades dosvideo outros resultam de desmérito. Quem vive confortável na injustiça nunca poderá compreender a sua insuportabilidade. Quem pensa que o privilégio é um direito nunca poderá deixar de pensar que a pobreza é um castigo.

Os ricos não pagam impostos

Por conta do Luxemburgo Leaks fala-se de evasão fiscal, das técnicas e truques que as grandes empresas usam e abusam para reduzir os seus impostos a um mínimo ridículo, laborando em vários países da Europa e criando uma sede fictícia no Luxemburgo, Holanda ou Irlanda. São os países canalhas, que utilizam a UE para ganhar uns cobres à custa de empresas que usam as estradas dos outros, as redes de água ou sanemento dos outros, o vasto etc que os nossos impostos pagam, incluindo, pasme-se subsídios estatais.

Uma excelente reportagem feita a partir de França onde se pode igualmente observar como a casta alimenta os seus políticos, e a partir da qual bem se pode concluir que esta UE terminará sempre destruindo os países mais fracos.

Viva a República

Saída limpa

Limpíssima.

Tiago Bettencourt: Aquilo que eu não fiz

Esta canção é muito simples. Não tem grandes metáforas, nem segundos sentidos. Escrevi-a para mim, porque um dia acordei e percebi que já há uns tempos que me sentia a sofrer as consequências de uma jogatana qualquer com a qual eu não tive nada a ver. Lembrei-me de quando estava na primária, quando um coleguinha qualquer lá na turma fazia uma tolice às escondidas e a professora dizia: se ninguém se acusa ficam todos de castigo! O coleguinha nunca se acusava… e ficávamos todos de castigo.

Esta canção não fala só de um coleguinha. Fala de muitos coleguinhas que ao longo de muitos anos fizeram muitas tolices. Coleguinhas por Portugal inteiro, em todas as áreas da sociedade, não só na política mas quase sempre debaixo da sua alçada. Esta música fala de desonestidade, de falta de respeito e amor pelo nosso país, o que quer dizer, pelo próximo. Mais nada.

Tiago Bettencourt

Special three

Nem imaginam como quando vejo isto fico com vergonha de as minhas iniciais serem JJ. Raisparta quem baptizou este gajo.

O assalto

Uma curta-metragem de David Rebordão.