Da arte de ser versátil ou de bem cavalgar toda a sela

 

Camiões com “ajuda humanitária” incendiados em território colombiano.

 

A política externa de qualquer país não se conduz através de comunicados ou anúncios públicos. Há mesmo ocasiões em que esses anúncios são instrumentos diplomáticos que servem para marcar posições de princípio opostas às acções e decisões que de facto estão a ser implementadas.

Posto isto, e verificando-se que está em marcha um plano de invasão da Venezuela, em violação do Direito Internacional e da Carta da Nações Unidas – organização actualmente presidida por um português -, espera-se que o governo de Portugal esteja, de facto, a agir de acordo com a legalidade, apesar da declaração de apoio a um auto-proclamado presidente que se comporta como um agente subversivo de terceira categoria, ao serviço do invasor e em violação ostensiva do Direito Internacional.

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Amigos amigos, negócios à parte


Os corporativos andam aflitos. Publicam fotos de toda a gente, mas nada daquilo que se espera, apesar das recomendações do sr. Amado quanto a “adaptações inadiáveis”, por exemplo. Já nem sequer falamos dos sectores camaradas do BES, PT e quejandos, mas tão só, de “assuntos de Estado” como eles importantemente gostam de fazer crer.

Aguardam-se ansiosamente, as fotos do grande líder Kadhafi em Lisboa e especialmente, aquelas onde surge o sr. Sócrates e a sua entourage de negociantes de areias em terra de desertos. O google está cheio delas, é só procurar as tendas, o forte à beira Tejo, as “valquírias” que tanto deslumbraram os cooperantes do Público, Expresso e afins. Pelo sim pelo não, já fomos recolhendo algumas fotos da passagem do “caixeiro viajante” que Ahmadinejad enviou às Necessidades, não vão os “boys de serviço” fazê-las desaparecer. Se estivesse no lugar deles, aconselharia o grande-chefe a agendar um encontro com Reza Ciro Pahlavi. Há que garantir os próximos tempos.

É vê-los agora, a sacudir a água do capote. O pior é que estão sob uma portentosa queda, ao estilo Niágara.

A filha do ministro

Carolina Amado e Barack ObamaCarolina Amado, filha do ministro dos Negócios Estrangeiros, posou para uma foto com Barak Obama. Inesperado? Parece que sim. Mas mais surpreendente para mim foi ela fazer parte da comitiva de recepção.

Parece que a esposa do ministro o costuma acompanhar e desta vez não podia, tendo por isso ido a filha. Mas parece que a esposa de Obama também o costuma acompanhar e não estava lá. Nem as filhas dele. Nem, aliás, as esposas nem as filhas nem os filhos dos restantes membros da comitiva de recepção.

Portanto, inesperado para mim foi ver a filha do ministro lá. Aliás, ela nem constava do protocolo, o que aponta para uma frágil explicação sobre a indisponibilidade da esposa do ministro.