Milícias de extrema-esquerda tomam BCE e FMI de assalto

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As sedes do BCE e do FMI foram hoje tomadas de assalto por milícias de extrema-esquerda que reclamam a adopção de medidas de reacção ao caminho único da austeridade. Lideradas pela famosa rebelde Christine Lagarde, a quem se juntou o anarco-sindicalista Mário Draghi, os insurgentes pretendem forçar uma reestruturação da dívida grega, que poderá inclusive passar por um perdão parcial, à revelia da linha dominante numa Europa de pensamento de influência passista-rajoyzista. Os bravos jornalistas que se infiltraram neste autêntico cenário pós-apocalíptico que se vive nas instalações das duas instituições conseguiram captar declarações de Draghi:

“É necessário um alívio da dívida grega. Nunca ninguém disputou essa questão, a dúvida é saber qual é a melhor forma de fazê-lo, tendo em conta o nosso enquadramento legal”

A violência das palavras de Draghi, outrora um respeitável neoliberal, estão a chocar a Europa civilizada, que se questiona sobre quando esta loucura terá fim. Mas esse fim não parece próximo. Contrariando a resistência alemã, a líder da insurreição foi mais longe e afirmou mesmo que a organização que lidera não tem dúvidas de que a dívida grega é insustentável e sublinha que a Grécia necessita de um alívio da dívida “muito além” dos planos da União Europeia:

“A dramática deterioração da sustentabilidade da dívida aponta para a necessidade de um alívio da mesma numa escala muito maior do que aquela que esteve sob consideração até ao momento – e que foi proposta pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade”

O fim está perto. Tenham medo, tenham muito medo…

 

Quando a social-democracia é absorvida pela extrema-esquerda

Governo croata do SPH aprova medida para perdoar 280 milhões de euros a 60 mil croatas em situação de pobreza. Radicais!!!

Euro evasão fiscal: Hoeness o Depardieu alemão

Controlar míseras centenas de euros dos cidadãos pobres ou remediados é fácil. Negar o direito ao trabalho e a salário mínimo é imperativo para solucionar a crise europeia. Todavia, conjugar esforços da UE com outros países desenvolvidos no sentido da desactivação dos paraísos fiscais e combate das evasões ao fisco de milhões sobre milhões transformou-se em objectivo esquecido, em prateleiras do arquivo morto. Isto, a despeito de reiteradas promessas dos dirigentes do G-20; em especial, lembro os discursos pronunciados em Nice por Obama e pelo anfitrião Sarkozy, em Novembro de 2011.

Os casos multiplicam-se por vários pontos do globo: corrupção, enriquecimento ilícito e incumprimento de obrigações fiscais constituem o prémio de uns; austeridade severa e cega, pobreza e miséria formam a penitência de outros.

À tradicional fuga de capitais – para as 20 sociedades do PSI-20 português até é legal e os autores adquirem o direito a condecorações no 10 de Junho – está a surgir um novo fenómeno. Se necessário, exportam-se os milhões e muda-se de nacionalidade. O Putin é amigo e, se complicar, terá concorrência no negócio.

O antigo internacional de futebol alemão e actual presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, denunciou às autoridades fiscais alemãs a impossibilidade de liquidar milhões de impostos, por ganhos em activos colocados na Suíça – fala-se de 20 milhões. O eixo franco-alemão, mesmo neste domínio, está funcionar em sintonia. Diz-se até que Hoeness é o Depardieu em versão germânica. [Read more…]