A Associação de Professores de Português reconhece que há problemas com o AO90

Este ano, de acordo com informação do IAVE, a única grafia admitida nos exames nacionais será a que está conforme o acordo ortográfico de 1990 (AO90)

Entretanto, a sociedade portuguesa não conseguiu, não pôde ou não quis adoptar o referido acordo. As causas são variadas e começam nos vários erros de concepção do próprio AO90, com várias pessoas e instituições a fingir que não há problemas.

Os jovens que vão, este ano, fazer exames nacionais foram obrigados, ao longo do seu percurso escolar, a conviver com duas ortografias, sendo que a mais recente tem contribuído para o aumento de erros. Como é evidente, os estudantes, sentindo-se ortograficamente inseguros, desejam, no mínimo, que seja reposta a possibilidade de continuar a optar pelas duas ortografias – a de 1945 e a de 1990 –, tal como acontecia nos exames de 2014.

Edviges Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português (APP), discorda dessa pretensão e julga ter explicado a razão, ao declarar que, “se todos os docentes tivessem feito o que deviam, preparando os alunos activamente durante os últimos três anos, para este momento, não haveria qualquer problema.” [Read more…]

Carta do Canadá: A grande mentira

A partir de 31 de Agosto do corrente ano,  os professores de Português colocados no Canadá e nos Estados Unidos em regime de “destacamento”,  perdem o vínculo ao sistema educativo de Portugal. Estes professores,  muitos deles com 30 anos de serviço à língua portuguesa,  fizeram os seus descontos para a segurança social e nunca receberam salários pagos pelo estado português.  Trabalharam em escolas privadas,  pelas quais pagaram os seus impostos no Canadá. Resta-lhes a opção de regressarem a Portugal para trabalharem numa escola ou de, simplesmente, resignarem-se a perder o que julgavam  direitos legítimos e adquiridos. São raros os que optam pela primeira solução por terem aqui a sua família e a sua vida organizada há  muitos anos e,também, pelo  receio de regressarem ao país  no momento em que estão a ser fechadas centenas de escolas,  com promessa formal de serem encerradas mais umas centenas no próximo ano lecttivo, o que garantidamente aumentará  o astronómico número de desempregados.

     Esta situação foi criada e acelerada pela teimosia ignara de um antigo secretário de estado das Comunidades,  António Braga,  que não descansou enquanto  não tirou o ensino básico  de Português no estrangeiro ao Ministério da Educação para o entregar ao Instituto Camões(IC),  portanto sob a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros,  organismo que,  sobre não ser vocacionado para este grau de ensino,  tem dado ao país a imagem de uma espécie de gare de Santa Apolónia:  um desassossego,  uma salganhada,  um sorvedouro de milhões.  O objectivo de Braga era claro e à sua altura:   ficar com as rédeas do ensino,  fazer gato sapato  dos dirigentes do IC,  de modo a colocar nas coordenações os seus amigos, assim apaziguando as recalcadas iras do seu tempo de mestre escola. Prova do que afirmo foi o saneamento selvagem da coordenadora  para  os Estados Unidos,  Graça Borges Castanho, requisitada  à Universidade dos Açores,  e o afastamento precipitado da coordenadora para o Canadá, Graça Assis Pacheco,  convidada pela presidente do IC a renovar o seu mandato por  mais três anos, tendo já cumprido 14, depois de prova de concurso, o que obviamente só  foi possível pela desautorização boçal  que o antigo governamente impôs à (pelos vistos) passiva responsável pelo departamento. [Read more…]