O Natal nos Hospitais

A Carla já aqui escreveu – melhor do que eu o faria – sobre pessoas nas salas de espera de hospitais.

Por razões de ordem pessoal, que não chamo para aqui, passei nos últimos meses horas incontáveis em hospitais públicos. Como familiar próximo de enfermos, muito próximo, como utente, como enfermo. Conheci uma realidade que ignorava e quero aqui partilhar: a extraordinária qualidade humana das pessoas que trabalham no Serviço Nacional de Saúde. Encontrei uma ou outra besta maldisposta, um morcãozinho de passagem aqui ou ali, sem os quais o mundo mundo não seria, mas, na verdade, o que mais cruzei foram pessoas dedicadas, solidárias, com estratégias e sorrisos para lidar com doentes em todas as condições, gente que nos conforta e,  na fragilidade que nos enfermos se instala, transmite esperança e confiança.

Essas pessoas, auxiliares, enfermeiros, copeiros, médicos, são do melhor que nós enquanto sociedade temos e deveriam ser, eles próprios, as estrelas celebradas do Natal dos hospitais.

Outros, passistas, gasparistas, miserabilistas e contabilistas, não entram neste texto, nem como leitores. Desde logo e para começar, porque não o compreenderiam.