A Geringonça é cruel e detesta o Natal

Longe vão os tempos em que o regime venezuelano cultivava boas relações diplomáticas com Portugal. Dos Magalhães vendidos por Sócrates a Chávez aos abraços fraternos entre Portas e Maduro, a relação entre os dois países era cordial e fecunda. Quando o golpe de Estado de Novembro de 2015 levou o totalitarismo soviético ao poder no nosso país, as perspectivas de um aprofundar desta relação eram legítimas e fundadas. Tinha tudo para dar certo e havia até quem por cá quem defendesse que estávamos perante regimes idênticos. [Read more…]

Sejam felizes!

Um Feliz Natal para todos os aventadores deste mundo, para os nossos leitores e visitantes ocasionais, em particular aqueles que aturam as minhas deambulações. Sejam todos muito felizes 🙂

Feliz Natal


A todos que escrevem, comentam ou lêem o Aventar.

Ao meu menino Jesus

Isabel Silvestre e Vozes de Manhouce – “Ao meu menino Jesus”
de A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria.

 

Prendinhas de Natal

Pela ocasião natalícia – que para mim perdeu o significado desde que o Pai Natal morreu estilhaçado na passagem do arco ritual da infância para a adolescência -, pus-me em busca de umas prendinhas para as pessoas que lêem este blog. Talvez até de prendinhas para mim, em forma de boas notícias dos últimos dias. Notícias boas neste tempo em que os poderosos estão cismados em estilhaçar o mundo do mesmo modo que sucedeu ao Pai Natal, não é nada fácil. E no fundo, a maioria de nós, mais ou menos, alinha no estrago.

O que trago no saco são só três embrulhinhos mesmo muito pequeninos e salvaguardo que poderá tratar-se mais de truques de “public relations” do que de reais melhorias, mas, no tempo de que dispunha, foi o que arranjei:

  1. A greve dos pilotos da Ryanair em vários países europeus (Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Reino Unido e Irlanda) está a obrigar a “low cost” a reconhecer os sindicatos como contraparte para negociações. “A Ryanair vai mudar a antiga política de não reconhecer os sindicatos para evitar ameaças de transtorno para os clientes durante a semana do Natal”. Ontem, a companhia aérea irlandesa conseguiu evitar o cancelamento de voos apesar da greve dos pilotos alemães porque activou pilotos autónomos ou que estavam à experiência; mas registaram-se atrasos e o apertão obrigou a Ryanair, pelo menos por agora, a descer um degrauzinho do pedestal da sua arrogância. Claro que no fim pagaremos nós, mas vale a pena colocar um pequeno sinal vermelho no “quero, posso e mando”.
  2. Segundo decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia – em resposta a um tribunal de Barcelona, onde a empresa de táxis Elite apresentou uma queixa contra a Uber por competição desleal – a Uber não é uma mera plataforma digital, mas sim uma empresa de transporte, cabendo pois aos “Estados membros (UE) regularem as condições de prestação destes serviços”. A regulação dependerá assim de cada país, mas a orientação é clara no sentido de serem exigidas as mesmas licenças e autorizações que aos taxistas. E dando pistas quanto à questão de princípio: pessoas a trabalhar com estatuto de autónomas e fora dos sistemas de segurança social. Um bocadinho menos de “wild west”, embora o porta-voz da Uber considere que pouco vai mudar na maioria dos países da UE; só se não quiserem…
  3. A multinacional de supermercados ALDI quer reduzir ou eliminar produtos contendo glifosato, para o que enviou aos seus fornecedores uma carta pedindo informações detalhadas sobre o uso do mesmo na produção de rações. O objectivo é incentivar os  fornecedores de carne, lacticínios e ovos a reduzir ou eliminar o uso de rações com glifosato. É claro que a ideia do “hard-discounter” é atrair clientes; e com certeza não vai passar a pagar mais aos produtores por produtos de melhor qualidade – lá se ía abaixo o negócio… Mas, esperando que vá adiante, há uma coisa que isto mostra: os protestos dos consumidores têm poder. Se se unirem.

Bom Natal a todos e, se souberem de boas notícias, não deixem de oferecer aqui – não custam nada e alentam um bocadinho.

Cartão de Natal ao Presidente da República

Querido Presidente da República,

este ano trouxeste-nos o presente de Natal muito cedo. Recebêmo-lo no dia 09.12.2017, com uma mensagem dizendo: „Embora suscitando algumas dúvidas específicas, a coerência com uma linha fundamental da política externa portuguesa explica que, após longa ponderação, o Presidente da República tenha assinado a ratificação do Acordo Económico e Comercial Global entre o Canadá, por um lado, e a União Europeia e os seus Estados Membros, por outro, assinado em Bruxelas em 30 de outubro de 2016 e aprovado pela Assembleia da República em 20 de setembro de 2017”.

Apesar de saberes que não queríamos receber este presente envenenado, já estávamos preparados para que o pusesses junto à árvore de Natal. Tínhamos-te pedido repetidamente para nos receberes, para falarmos sobre esse acordo que vai roubar-nos soberania e embrulhar-nos mais ainda nos liames das multinacionais, que adquirem direitos especiais para processarem estados. Uma vez, foi-nos respondido que a agenda não permitia. Continuámos a tentar, mas parece que aquela resposta era para sempre, pois nunca recebemos mais nenhuma. Para nós, nunca há agenda. Na última carta, éramos quinze organizações da sociedade civil – e sabemos que em Portugal não é fácil que as pessoas se empenhem voluntariamente por causas comuns de advocacia – solicitando uma audiência sobre o CETA; mas somos pouco mediáticos e o que queríamos não era compaixão, mas sim a defesa dos direitos dos portugueses. [Read more…]

圣诞节快乐

xmas

Christmas@Bright Side

Última hora

reis-magos

Mais uma previsão política falhada…

Natal

Rui Naldinho

Alegrai-vos, apesar de tudo! Porque é Natal…

Os crentes festejam este dia, que no calendário litúrgico é atribuído o nascimento do menino Jesus. Nem o pagão descrente resiste a este cenário mítico do Natal, emprestando nessa noite igual a tantas outras, a sua emotividade aos familiares e amigos.

mesa de natal

Chego a casa horas antes da ceia do Natal, entro porta a dentro e reparo numa sala cheia de um consumismo inadequado aos tempos que correm. As crianças vão brincando diante da árvore iluminada de cores pisca-pisca, sobre um chão decorado com embrulhos enlaçados.  Algures, numa parede ao fundo arde um lume brando sem cessar, diante dos meus olhos transeuntes lacrimejados de chamas. Ao centro, há uma mesa com deliciosas iguarias confeccionadas pelos nossos ancestrais costumes. Intuo eu que serão degustadas à vez, numa sequência de ritos até que o cansaço nos esmoreça.

Porque é Natal… [Read more…]

Feliz Natal


Quando penso em canções de Natal, não consigo abandonar estas duas. Uma delas, a dos Killers, um grupo muito ligado à história do Aventar; e a outra de alguém que admiro muitíssimo, Shane MacGowan,o vocalista dos Pogues.
Trago sempre estas canções neste dia, é possível que me esteja a tornar repetitivo. Já pareço o nosso João Mendes com o seu Passos Coelho (estou a brincar, meu querido, o teu trabalho é valioso e alguém tem de o fazer, eu só não o faço porque nunca gostei lá muito de bater em mortos).
A verdade é que gosto muito do Natal. Mesmo sendo um ateu empedernido e detestando esta sociedade de consumo globalizada em que o mundo se tornou. Enfim, o ser humano é feito de contradições. Quando se tem crianças em casa, vemos a realidade de forma diferente ou, pelo menos, tentamos.
Neste dia em que, ao fim de 45 anos, estou pela primeira vez sem o meu pai, desejo um Feliz Natal a todos.

Um Santo Natal

Foram os votos do Presidente da República de Portugal ao Senhor Cardeal.
Isto está lindo.
marcelo

O fantasma do Natal passado

Braga e as luzes

iluminacao-bragaJaime Manso

Era uma vez uma cidade, lá num reino muito longe, que tinha um Governador que passava os dias ao espelho, e mostrou aos seus amigos que era bom estar ao espelho e admirar-se com ele próprio!
Um dia, de tão ocupado de andar a tirar fotografias para as revistas e jornais que o bajulavam esqueceu-se do Natal! Então ligou aos seus amigos e perguntou – E o Natal? Como é do Natal? As luzes e os enfeites!?! – Mas os amigos estavam todos ocupados, uns ao espelho também; outros a matar árvores ou, assinar projectos com parecer negativo (e ao espelho também).

O Povo gritava nas ruas, – AS LUZES DE NATAL?? Os enfeites??

Ele, furibundo, contratou uma empresa cara, pois os amigos do reino viraram-lhe as costas depois dos favores e das traições. Então, enfeitou, já tarde duas ruas da cidade e na praça central levantou, à pressa uma árvore de Natal! [Read more…]

Sinais…. de que tempo?

halloween3Ontem, no centro de uma cidadezinha do norte da Alemanha, deparamos com as lojas já cheias de enfeites de Natal.

  • Já estou toda baralhada, diz a minha filha, ainda quero divertir-me com as minhas amigas no Halloween – outra festa do comércio – e já me fazem pensar no Natal… Recuso-me!

Digo só “pois é”, mas interiormente fico contente pelo acrescento dela sobre a festa do comércio e dou-lhe toda a razão, no que toca a baralhação e comércio…

Jesus Cristo, o refugiado

Menino praia turca

Nesta época, mais de dois mil milhões de cristãos celebram o nascimento de uma criança refugiada, que, segundo os Evangelhos, foi levada da Galileia para o Egipto, fugindo da perseguição e da morte certa em Belém.

via Uma Página Num Rede Social

O presépio que faltava

Presépio

Mais um notável conseguimento do Jovem Conservador de Direita, futuro líder do PSD.

Carta do Canadá: Os exemplos vêm de cima

Quando solicitado por Barak Obama a participar na luta contra o Estado Islâmico,  Justin Trudeau, o jovem primeiro ministro do Canadá, foi de meridiana clareza: o Canadá participa recebendo e ajudando refugiados, não entra em bombardeamentos.

(Nem tem que entrar porque, não tendo contribuído para o desastre do Médio Oriente, não tendo pretensões imperialistas, não precisando de petróleo porque o tem de seu, tudo quanto tem a fazer é  ajudar quem foi desgraçado pela guerra).

Quando chegou a primeira leva de refugiados sírios a Toronto, nos meados de Dezembro, Justin Trudeau esteve a recebê-los no aerroporto, acompanhado da chefe do governo do Ontário, Kathleen Wynne.  Soltos, descontraídos, sem discursos enfadonhos, deram as boas vindas aquelas famílias. O primeiro ministro, em mangas de camisa e revelando bom treino na matéria, ajudou as crianças a vestirem os robustos agasalhos com que por cá se enfrenta um inverno duro.

(Ambos estiveram bem fazendo as honras da casa em nome de todos os canadianos, dando abrigo e passaporte a quem chegou. Ficam os refugiados a salvo e, ao mesmo tempo, sob a lei do país. Se algum desrespeitar essa lei, responde por isso. É simples. O Canadá é um país libérrimo e generoso mas não é o da Joana).

[Read more…]

Neste Natal

António Aleixo

Neste Natal injectamos milhares de milhões de euros no Banif. Quem diria que uma saída limpa poderia ser tão cara?

Neste Natal morreu o David. A austeridade também mata e o David foi mais uma das suas vítimas. Que nunca se deixe cair um banco mas haja responsabilidade que o acesso à saúde é um privilégio e não devemos ser piegas.

Neste Natal existem refugiados enregelados por essa Europa fora. A Europa da liberdade e da tolerância. A Europa que vende as armas que se usam na guerra que obrigou a maioria destas pessoas a fugir. A Europa que agora desconfia que sejam todos terroristas. A Europa que bombardeou as suas escolas, hospitais e locais de culto. A Europa que recebeu e recebe, com honras de Estado, todos os ditadores, os que deixaram de ser bem-vindos e os que ainda o são.

Neste Natal quero desejar a todos os leitores e aventadores um Feliz Natal. Abracem os vossos, sejam felizes mas não se esqueçam que o tempo corre contra nós. E nada disto tem que ser assim. Existe pão de sobra para todos.

Árvore da austeridade

(c) j. manuel cordeiro

Feliz Natal

Desejo a todos os autores do Aventar, comentadores e leitores, sem excepção…

Medo, preconceito, superstição e fantasia

com a chancela do Abominável César das Neves. Vale sempre a pena ver até onde pode ir uma mente retorcida. Nem o Natal lhe escapa…

Uma ideia simples para ajudar quem precisa

AJudar

As redes sociais são, como diria Jaime Pacheco, “uma faca de dois legumes“. Um dos legumes bons é a facilidade com que se pode “viralizar” um pedido de ajuda quando todas as outras opções se esgotam. Deparei-me recentemente com o caso da Luna, uma menina de Vila do Conde que sofre de leucemia linfoblástica aguda e que, perante a ausência de soluções em Portugal, encontrou em Londres uma alternativa que poderá muito bem salvá-la desta terrível doença. Contudo, e apesar do valor dos tratamentos ser incomportável para a família, ninguém baixou os braços e, com a ajuda de outras pessoas, lançou uma campanha de angariação de fundos com vista a obter o valor necessário para concluir os tratamentos.  [Read more…]

“Eu Sou Cristo, Não Sou Cristão”


Boas compras!
Feliz Natal!

No sexto Natal do Aventar…


Desejo a todos, amigos, colegas, leitores, comentadores e coisos, o melhor possível. Feliz Natal.

Natal das cadeias

 

Graças à minha sociável mãe, que mete conversa com toda a gente, e não deixou de prestar atenção ao grupo que enchia o autocarro a caminho do centro prisional, fiquei a saber uma notícia que muito me surpreendeu. Os familiares dos reclusos de certo centro prisional do norte (não sei se é prática corrente no resto do país) podem participar no almoço de Natal organizado pelo centro desde que paguem 7,50 euros por pessoa, incluindo o detido (!). A maioria não quer porque o orçamento familiar não chega para tal, mas também porque a experiência do ano passado diz-lhes que a comida é horrenda.

Abdicam, pois, dos festejos natalícios, que se ficarão pelas visitas habituais e pela rabanada no tupperware, se esta passar no controlo.

Fez-me lembrar os tempos, não tão remotos, em que era preciso pagar bilhete para ir visitar os doentes internados no hospital. 120 escudos custava cada bilhete, sempre era menos do que uma sessão de cinema.

Natal de 2014

Hoje é o meio exacto de Novembro. O dia está cinzento, frio, húmido. Mas as avenidas largas de Toronto, num percurso de muitos quilómetros, estão apinhadas de uma multidão colorida, alegre, calorosa. Carros soberbamente decorados passam. Bandas canadianas, americanas e doutras proveniências, desfilam garbosamente e enchem o ar de música festiva. Lá vem a portuguesa Banda do Senhor Santo Cristo, os músicos com barretes natalícios. Comovo-me. Comovem-me sempre as modestas bandas portuguesas. Milhares de crianças, numa multidão que se estima de um milhão de pessoas, as carinhas rosadas do frio, agasalhadíssimas, riem, batem as palmas na alegria doida de verem as figuras de Walt Disney nos carros alegóricos. Todas numa excitação indescritível porque esta é a centenária parada que traz o Pai Natal à cidade. Quando aparece o enorme carro, puxado a renas, ladeado por carteiros fardados a rigor transportando pequenas caixas de correio, e o gordo mais conhecido do mundo berrando ohohoh, num berro que lhe sai das barbas brancas, é praticamente impossível segurar os pequeninos. Todos eles correm para o carro, de cartinha na mão, a gritar numa emoção que só a inocência pode dar: Santa (Santa Claus, de São Nicolau), eu portei-me bem! Eu fiz os trabalhos de casa! Eu ajudei a minha mãe! Please lê a minha carta, dá-me o que eu te peço Santa, I love you!. [Read more…]

O homem que não usava teleponto

Passos Coelho encenou a sua oposição a Sócrates afirmando-se como alguém que nunca usara teleponto, tentando “passar a imagem de um político espontâneo que não necessita de preparar a sua forma de comunicar“.

Acabo de o ver no tempo de antena natalício do governo olhando o telespectador de frente, não sendo crível que o sarteano leitor da Fenomenologia do Ser tenha decorado o que disse. Deixando de lado o conteúdo, em Massamá ou onde quer que viva o idiota que lhe escreveu a mensagem alguém terá tido a visão de um país regressando à tona enquanto ele o empurra ainda mais para o fundo, fico-me por este detalhe: o homem que acabou de destruir a economia portuguesa rendeu-se à tecnologia promotora de um improvisador onde existe um mero leitor.

Um logro nem por isso muito relevante, mas com riscos: ainda lhe acontece o mesmo que a Sócrates, parte-se um vidro do teleponto e fica condenado a falar só para um lado. Espero que se lhe avarie o teleponto das traseiras, é pelas costas que melhor o veremos.

humoral

Feliz Natal!

Natal do outro lado do mar

 

Sem reflexões ou programas prévios. De supetão, embarquei no avião – embarcar em meio aéreo baralha-me. Pelo sentido etimológico, sempre entendi embarcar como significado de entrar e viajar em barco. Porém, do ar fizeram mar e, nos tempos actuais, passámos a embarcar e navegar em máquina voadora, impulsionada por turbina de gás (a jacto, diz a malta).

Deixe-se de lado esta reflexão sobre a semântica do embarcar e use-se um relato mais simples: voei para a minha terra adoptiva, Rio de Janeiro, onde tenho familiares próximos e amigos, primos direitos. Vivem em Jacarepaguá. Lá longe, tenho quarto privativo, com janela virada para a Tijuca. Sempre disponível e arrumado. Como vivesse ali todo o ano, de Janeiro a Dezembro, D. Neide encarrega-se de o aprumar. As velhas fotografias dos meus pais e outras dos pais deles, todos falecidos, integram a decoração como imagens de saudade ilimitada e incomensurável próprias do luso sentimento.

Deixei para trás o frio, a malfadada crise e os pensamentos adversos, assim como a cambada promotora da nossa vida caótica: Passos, Portas, Cavaco, Merkel, Draghi, Barroso e a ‘troika’, entre outros. O avião afastou-me da peçonha. Sinto-me livre e limpo foi o que me veio à cabeça quando cheguei ao aeroporto do Rio.

[Read more…]

Os banqueiros vão passar um Natal complicado

– disse o ricardo do Espírito Santo salgado, preocupando-se com os testes de stress. Relax, está dado o tom e afinação para regressarmos às festivas cantigas da quadra:

Já há uma petição solicitando ajuda humanitária aos desvalidos.

É Natal.