Mais uma repressão policial no Porto e em Lisboa, ordenada por um presidente da Câmara COBARDE e autoritário – aprendiz de facho – que não tem qualquer problema em massacrar o seu próprio povo.
Por um ministro que tem mais esqueletos no armário do que a capela dos Ossos e que ninguém sabe por que ainda está no cargo. Por um primeiro-ministro desaparecido em combate, certamente escondido numa das suas 55 casas enquanto chama egoísticos aos manifestantes.
E perante a cumplicidade e a complacência de um presidente da República que foi eleito também com o meu voto e que se tem revelado uma inexistência, uma nulidade. Uma rainha de Inglaterra à moda das Caldas, a quem só apetece mandar para o…
Quanto aos polícias, são os idiotas úteis do regime bafiento de 24 de Abril. Há alturas em que a única solução é desobedecer, mas infelizmente eles nunca leram Salgueiro Maia.
Dezenas de feridos, alguns graves, gente hospitalizada. Entre os quais um senhor de 60 anos. Comunicação social afastada de madrugada. Armados dos pés à cabeça. Com cães. Escondidos os rostos. Ratos, são ratos.
Auto? Não existe. Legalidade, necessidade e proporcionalidade? Para quê? Fazem o que querem, não precisam de cumprir a lei. O autoritarismo não tem leis nem regras.
Estão a testar os limites de todos. São finos como ratos. Tentam a todo o custo que a manifestação deixe de ser pacífica para poderem ter legitimidade para os massacres que aumentarão de intensidade.
Voltei ao Aventar 5 anos depois para vos denunciar. Fui às manifestações por vossa causa. A vossa violência só terá o efeito contrário.
Logo à noite lá estarei.
Que ninguém desista. O que não falta é tendas.
E já agora mudem os cânticos. O fascismo não passará? O fascismo já entrou e já entrou há muito.
O povo

(adao cruz)
Eu não acredito no povo, ou melhor, eu não acredito na maior parte do povo, ou melhor, eu não acredito politicamente no povo português.
Se não, vejamos o que se vai passar nas próximas eleições.
De certeza que não vão ser como as do Brasil, da Venezuela ou da Bolívia.
No dia de finados estive no cemitério em curta romagem à campa de meus pais.
Um imenso lençol de mortos jazia debaixo da terra, e um imenso mar de vivos (ou não seremos todos mortos-vivos?) deambulava à flor da terra. Os de baixo expiraram. Nós, os de cima, ainda inspiramos alguma coisa, mas não sabemos respirar, asfixiados que estamos pelo garrote do poder e pelo incenso da Igreja.
Por isso eu não acredito no povo.
Se não, vejamos o que se vai passar nas próximas eleições. [Read more…]







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