Deputado do CDS-PP arrasa estratégia do PSD

FMdS

O PSD ainda não tem estratégia para o actual ciclo político? Olha, se calhar tem. O problema é que não parece ir pela via da democracia, mas pela via da secretaria.

Estou a falar da diminuição da representatividade parlamentar da sociedade portuguesa através da redução do número de deputados, que inevitavelmente afetaria mais, de forma desproporcionada, todos os partidos que não sejam o PSD e o PS”.

Seja como for, o PSD precisa do PS, que está acorrentado ao PCP e ao Bloco. Valha-nos isso.

Explique lá qual o magno problema da democracia portuguesa e do sistema político que exige a redução de deputados. Estou em pulgas para saber. Isto vem do mesmo espírito que levou à antecipação do congresso da JSD para que o presidente se pudesse recandidatar. Guardem essas brincadeiras para vocês.

A democracia não se aperfeiçoa punindo a democracia. Mas vá, mais uma oportunidade: qual o benefício da redução de deputados?

Como é que a redução de deputados aproxima os eleitos dos eleitores?

Na deliciosa discussão com um dirigente da JSD que se seguiu, as duas últimas perguntas não obtiveram resposta. A narrativa populista do interlocutor de Francisco Mendes da Silva sobrepôs-se ao essencial. Mas foi uma tareia bonita de se ver.

E os Políticos Falaram Devagarinho, Puseram o Chapéu e Foram-se

TUDO PORQUE O SENHOR BISPO FALOU E DISSE
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O senhor Bispo propôs, e a classe política católica falou devagarinho.
Que até é um chamada de atenção bem urdida, que o senhor Bispo falou muito bem, que todos deveríamos estar conscientes de que os que têm mais deveriam partilhar com os que têm menos, que é uma questão de consciência, que acham bem o princípio, mas, todos à uma também disseram quase em surdina, que as resoluções de carácter económico são tomadas em família, que o dar vinte por cento dos rendimentos é uma forma de falar, que criar um fundo social com vinte por cento dos vencimentos dos políticos católicos é uma esmola, que uma esmola é um paliativo que não serve a ninguém e nada resolve uma vez que os pobres continuarão pobres,  que cada um é que sabe se pode dar tal verba, e que tudo isto deveria ser falado com calma e estendido a todos, não só aos políticos. Mais não disseram por vergonha, talvez.
Palavras sábias dos que ganhando muito bem, entendem que o que recebem nem para eles chega.
Palavras daqueles a quem nós todos pagamos, e bem, mas que só sabem arrotar postas de pescada desde que não toquem nos seus vencimentos, nas suas mordomias e nos seus interesses.
Palavras e mais palavras ditas ou cantadas por cima de uma música pimba, na esperança de convencer o Zé Tolinho, e ainda na expectativa de tudo ser esquecido depressa.
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Mas porque é que eu ainda me incomodo com estes tipos?