Deputado do CDS-PP arrasa estratégia do PSD

FMdS

O PSD ainda não tem estratégia para o actual ciclo político? Olha, se calhar tem. O problema é que não parece ir pela via da democracia, mas pela via da secretaria.

Estou a falar da diminuição da representatividade parlamentar da sociedade portuguesa através da redução do número de deputados, que inevitavelmente afetaria mais, de forma desproporcionada, todos os partidos que não sejam o PSD e o PS”.

Seja como for, o PSD precisa do PS, que está acorrentado ao PCP e ao Bloco. Valha-nos isso.

Explique lá qual o magno problema da democracia portuguesa e do sistema político que exige a redução de deputados. Estou em pulgas para saber. Isto vem do mesmo espírito que levou à antecipação do congresso da JSD para que o presidente se pudesse recandidatar. Guardem essas brincadeiras para vocês.

A democracia não se aperfeiçoa punindo a democracia. Mas vá, mais uma oportunidade: qual o benefício da redução de deputados?

Como é que a redução de deputados aproxima os eleitos dos eleitores?

Na deliciosa discussão com um dirigente da JSD que se seguiu, as duas últimas perguntas não obtiveram resposta. A narrativa populista do interlocutor de Francisco Mendes da Silva sobrepôs-se ao essencial. Mas foi uma tareia bonita de se ver.

Carta do Canadá: Os Mastronços

cara de grao de bico

Imagem: Sadi Tekin em “mr. chickpea & friends

Tenho andado a pensar numas coisas que vi pela RTP/Internacional por me parecerem bons indicadores do que vai pelo rectângulo à beira mar plantado.  Deixo já claro que  não me sobra a paciência para debates, concursos, comentários e para o zelo com que a estação estadual nos impinge humoristas sem graça, às catadupas, num esforço digno de registo para nos pôr a rir. Sou mal agradecida. Penso sempre o mesmo dos vários programas destinados aos emigrantes: já vi este filme, e não acabou bem. É que nasci e fiz-me gente em Angola, aprendi a ler e a escrever com professores que iam de Portugal. Falavam de azeitonas, de uvas, de pêssegos, de pêras, e também de brócolos e grelos, que nós nunca tínhamos visto. Não falavam dos frutos e vegetais que nós tratávamos por tu dia a dia. Encasquetaram-nos na cabeça os rios portugueses com todos os afluentes, mesmo os mais insignificantes. E também as linhas férreas, com estações e apeadeiros.  Foi uma grande chatice. E geral, para as colónias todas. Para quê? Evitaram a guerra colonial? Evitaram o sentimento de profunda maçada que nos provocaram pessoas que não faziam a mínima ideia do que era a nossa terra?  Isto tem um nome: colonialismo.  Que, pelos vistos, é como o vírus desse mosquito  que anda para aí. Para quê tantas sentenças à roda dos emigrantes se não há a decência mínima de eleger um deputado por cada país onde há comunidades portuguesas em número substancial, de modo a constituírem um grupo de independentes, não partidários, no parlamento? Têm medo? Andam a brincar ao nacional porreirismo como outrora com as escolas das colónias?

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As subvenções dos políticos não são inconstitucionais, são imorais

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Há cerca de 30 anos, através de uma Lei aprovada em 1985, na Assembleia da República,  ficou estabelecido  que os titulares de cargos políticos, como ex- deputados ou membros dos governos, passavam a ter direito, desde que estes tivessem completado oito anos de serviço, a uma subvenção vitalícia.

Em 1995, talvez com vergonha, o tempo de serviço exigido aumentou para 12 anos.

Mas foi apenas com o Sócrates, em 2005, que acabaram por ser eliminadas as subvenções vitalícias, mantendo-se apenas os direitos adquiridos.

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30 escarros

Isabel Moreira deu o mote e, pelo menos, deu a cara.
Sob a sombra do anonimato, 30 escarros decidiram que ainda não tinham parasitado suficientemente o Erário Público e que, sendo assim, tinham de parasitá-lo até baterem a bota. Por terem «trabalhado» durante meia dúzia de anos no Parlamento.
São estes os 30 escarros que conspurcam a democracia portuguesa. 30 entre muitos, muitos outros. Gente de tão baixa índole que não merece sequer a terra que os há-de comer.

Parabéns, Isabel Moreira!

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Em Novembro de 2014, Isabel Moreira admitiu enviar a suspensão de subvenções vitalícias para o Tribunal Constitucional.
Pouco mais de um ano depois, aqui está o resultado: a subvenção vitalícia regressou.
Está de parabéns o Tribunal Constitucional, que agora certamente vai obrigar à devolução, com retroactivos, de tudo o que foi retirado aos portugueses normais nos últimos anos. Estão de parabéns todos os chulos deputados que vão receber milhares de euros até morrerem por terem estado meia dúzia de anos no Parlamento.
E está de parabéns, obviamente, Isabel Moreira, que afinal conseguiu o que queria. Definitivamente, quem sai aos seus não degenera!

Deputados anónimos

Porque é que os deputados que pediram a fiscalização da suspensão do pagamento das subvenções a ex-políticos com rendimentos superiores a 2000 euros se escondem atrás do anonimato?

Da democracia representativa

António Alves da Silva

Ontem [sexta-feira], após a posse do XX Governo Constitucional, com alguma surpresa fui apanhado pelas declarações de um dos nossos políticos. Por acaso, homem habituado à ribalta e não pouco experiente nestas lides. Declarações tão surpreendentes como reveladoras de que, 41 anos após a instauração da democracia neste país, por sinal apenas um menos do que a idade do dito , há gente responsável que ainda não percebeu o real alcance daquilo que é a representação democrática, do povo. Dizia ele com um ar afectado e circunspecto, daqueles ares a que se dão estes “novos” políticos, que agora se esperava que os deputados soubessem “respeitar a vontade do povo”! Como se a vontade do povo fosse traduzível, como um todo, por um único e simples escalonamento percentual matemático. Como se todo um povo dissesse referendariamente sim, ou não, através do seu voto eleitoral passado, a cada um dos projectos, a cada um dos dilemas que lhe são subsequentemente colocados. Como se pudéssemos interpretar, reinterpretar e tre-interpretar a nosso bel-prazer e para lhes dar resposta e a cada passo, o “ranking” partidário saído das urnas. Como se esses números nos dessem o dom de saber, por tempo indefinido e a cada passo, qual é a “vontade do povo”!

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Momento de humor: Luís Montenegro fala sobre dignidade

Luís Montenegro mostrou-se desagradado com a intervenção de José Carlos Saldanha na Comissão Parlamentar de Saúde, tendo declarado que esse episódio “não dignificou o trabalho parlamentar”.

Na minha opinião, no entanto, o que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos uma maioria de deputados, para não dizer a totalidade, que está na Assembleia da República para votar, dar a pata e rebolar, de acordo com as ordens das direcções dos partidos, quando foram eleitos para representar o povo.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos deputados que conseguem afirmar que as pessoas não estão melhores, ao contrário do país, que, esse sim, está muito melhor, como se fosse possível um país ser o contrário dos cidadãos.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é termos deputados que pensam que os problemas pessoais dos cidadãos podem condicionar o desempenho do trabalho parlamentar, porque, para estas gravatas amestradas, esse trabalho, já se sabe, não é resolver os problemas dos cidadãos.

O que verdadeiramente não dignifica os trabalhos parlamentares é haver um deputado que pensa que os dramas pessoais não devem ser levados para o “seio do debate político”, porque, para estes cabides de fatos caros, o debate político e parlamentar deve estar o mais afastado possível dos dramas pessoais, essas coisas que levam os doentes a gritar que não querem morrer e outras incomodidades.

O que verdadeiramente não dignifica o trabalho parlamentar é termos Luís Montenegro a chefiar uma das bancadas parlamentares.

Os deputados portugueses são uns escroques

escroques
A maioria dos deputados portugueses prepara-se hoje para atribuir a si própria uma subvenção vitalícia, para a qual não descontou e que diz respeito a meia dúzia de anos de «trabalho» no Parlamento.
É gente sem escrúpulos. Gente de baixa índole, de quarta ou quinta categoria moral, do piorzinho que este país já conseguiu defecar ao longo de tantos anos de História. Gente, não. Gentinha! Gentinha a quem milhões de portugueses pobres e miseráveis dão todos os dias lições de dignidade e de respeito.
Os mesmos que andaram estes anos todos a falar de justiça social e a cortar salários e pensões a quem tinha menos são os mesmos que, alegremente, se preparam para ficar de fora dos sacrifícios. Os outros que o façam. Quem tem 600 euros de reforma pode fazer um sacrifício pelo país, quem esconde contas milionárias não pode. É a coerência do escroque Passos Coelho, que já nem se esforça por esconder. E quem andou estes anos todos a vociferar contra o Governo é o primeiro a dar-lhe a mão quando o assunto realmente lhe interessa. É o escroque António Costa em todo o seu esplendor.
Não serão todos escroques. O Bloco de Esquerda – só o Bloco de Esquerda! – não tem qualquer deputado ou ex-deputado a receber essa subvenção. É o único Partido que pode falar. Foi o único Partido que ontem de manhã falou em Plenário para atacar esta medida. Foi o único Partido que forçou a votação de hoje. Nem o PCP, apesar de ter votado contra, pode falar. Votou contra porque os seus votos não eram necessários. Só por isso. E acabou de perder o meu voto para as próximas eleições.
E é nesta votação, de hoje, que se verá quem é escroque e quem não é. Desconfio que serão quase todos.

P. S. – PSD e PS recuaram e, perante a indignação geral, a proposta acabou por ser retirada. Os escroques vão remeter-se ao silêncio e irão esperar por uma melhor oportunidade. Melhor assim.
Foi bom tudo isto ter acontecido, assim aprendemos a conhecer melhor as pessoas e as suas intenções. Se alguém duvidava ainda da rectidão e da honestidade de escroques como Passos Coelho ou António Costa, então perdeu definitivamente as dúvidas.
O meu aplauso para os poucos que, dentro do PSD e do PS, se manifestaram contra esta medida.

Simulação do que aconteceria aos partidos com a redução do número de deputados para 181

O Helder Guerreiro disponibilizou mais um serviço público no seu tretas.org. Trata-se de um simulador que mostra como poderia ser a distribuição de cadeiras no Parlamento em eleições anteriores caso o número de deputados fosse outro e/ou se a distribuição fosse por círculos eleitorais ou por um círculo eleitoral único.

A imagem seguinte mostra como seria o actual Parlamento saído das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 se apenas fossem eleitos 181 deputados.

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Simulador disponível em parlamento.tretas.org

O número de deputados que actualmente constitui a Assembleia da República é  PPD/PSD: 108; PS: 74; CDS-PP: 24; PCP-PEV: 16; B.E.: 8. Com a reorganização são os pequenos partidos que mais perdem e, consequentemente, mais se perde na diferença de opiniões e soluções.

António José Seguro, em vez de ser populista, faria melhor serviço ao país e a si mesmo se defendesse a redução dos gastos com cada deputado, em vez de pretender reduzir o número de deputados. Ou será preciso lembrar, por exemplo, o caso dos deputados que colocam a morada fora de Lisboa só para receber as ajudas de custo? E que dizer da sumptuosa cantina da Assembleia da República? E dos carros para os grupos parlamentares? Isto só para exemplificar.

Mas se a preocupação de Seguro é mesmo a despesa do Estado, porque é que ainda não perguntou pelas fundações que o governo anunciou que ia extinguir, afinal de contas, uma grande bandeira eleitoral, mas que ainda continuam a existir. E os contratos com os escritórios de advogados e os gastos de consultoria? Isto, novamente, só para exemplificar.

Seguro é um desastre, como se pode ver pelas tiradas que já ficaram célebres e, novamente, como se constata nesta proposta. “Qual é a pressa?” “Anulei-me no PS para manter a paz interna.”

Vai um tirinho, freguês?

Pronto. Nós não nos queremos meter na vida interna do PS, mas não há como ficar calado perante a provocação pública de António José Seguro.

É que levo a sério – e levo a mal! – a proposta de redução de deputados da Assembleia da República para 181. O demagógico embrulho com que é apresentada não esconde o seu conteúdo essencial: diminuir a representatividade regional, atacar a força parlamentar dos partidos à esquerda do PS, reduzir a proporcionalidade, forçar o “voto útil” dos incautos. Como o proponente quer esta alteração legislativa antes das próximas eleições legislativas – isto é novidade! -, propõe-se fazê-la de braço dado com o PSD e Passos Coelho. Como a prostituta que procura aliciar o cliente mostrando a perna, Seguro oferece ao PSD o extermínio eleitoral do CDS. Revoltante.

Vigarista

Depois dos pequenos partidos crescerem nas europeias, Seguro quer só 180 deputados. E que tal demitir o povo e nomear outro?

O melhor momento é nunca

mais tarde

As iniciativas “não surgem no melhor momento, nem servem de pretexto para discutir e reformar o sistema político.”

Era o que faltava não se poder trabalhar de manhã nos escritórios de advogados que fazem consultoria às leis que se aprovam à tarde. Exclusividade é coisa dos zecos das escolas e dos dôtores dos centros de saúde. E de todos os que têm que fazer o seu horário de trabalho e mais as horas que só não são extra porque não têm remuneração.

Ninguém está contra se trabalhar a tempo inteiro no  trabalho para o qual se recebe salário e ajudas de tempo inteiro. Não, vamos é embrulhar isto num pacote de profunda revisão, que inclua círculos uninominais, redução do número de deputados, financiamento partidário e que até agora nunca surgiu no melhor momento.

Democracia fétida

Deputados abandonam a Assembleia da República devido a “cheiro tóxico“.

Maturidade política, finalmente.

Num dos jantares com bloggers enquanto candidato, Pedro Passos Coelho falou sobre a questão da adopção por casais do mesmo sexo. Já não tenho a certeza se a pergunta foi feita pela Ana Matos Pires se por outro blogger. Tenho ideia que terá sido a AMP. Na altura, PPC, para surpresa geral, em vez de fugir à pergunta como é natural nos políticos nestas alturas e neste tipo de questões, deu a sua opinião (julgo que a mesma apareceu, na altura, na revista Sábado) que foi algo do género: “entendo que neste tipo de questões deve existir liberdade de voto dentro dos partidos” e mostrou não ser contra se cumpridos todo um conjunto de medidas de defesa dos interesses da criança. Não me esqueço da polémica que deu uma das suas frases: “a questão não é se o casal é do mesmo ou de diferente sexo, a questão deve ser sempre o superior interesse da criança, por isso, em tese, não me oponho”. Quando os deputados forem votar esta matéria, independentemente da decisão que tomarem, espero que a blogosfera de esquerda e defensora da proposta do PS, se recorde destas palavras de PPC.

 

Hoje, na AR, os deputados vão votar duas propostas nesta matéria. Uma do PS e outra do BE. Aos deputados do PSD foi dada liberdade de voto. A forma como esta matéria está a ser discutida com tranquilidade, sem dramas e sem se entrar numa discussão estilo “Porto-Benfica”, é um enorme sinal de maturidade. E um exemplo tendo em conta o passado recente em matérias ditas “fracturantes”. Ainda bem!

 

Hoje, como ontem, faço minhas as suas palavras: salvaguardado o superior interesse da criança e tendo presente que é sempre melhor adoptar uma criança e lhe dar a oportunidade de ter uma família do que o contrário, não me oponho.

Eleitores burros

Acreditam em candidatos espertos.

É uma teoria que tenho vindo a desenvolver com todo o enquadramento científico.

Existe um Governo e uma maioria, além de um Presidente, o marido da Maria, que não sabemos bem para que serve, mas que anda por aí, calado. Felizmente, digo eu!

Há um Primeiro-ministro, Vítor Gaspar e um conjunto de deputados que me fazem lembrar aquele cachorrinho que o sr. Amorim tinha no carro, um Fiat 127 dos velhinhos.

Um ou outro – Miguel Frasquilho, por exemplo – conseguem apoiar o SEU governo, mas conseguem ter a capacidade de ver e falar para além do óbvio. Não conheço muitos outros exemplos. Que me recorde nenhum Deputado do PSD, no Parlamento, que tenha tido uma intervenção, uma frase, uma palavra para questionar alguma das medidas estúpidas deste governo e, sabemos todos, não foi por falta de motivos. [Read more…]

D@s put@s

deputados

Relvas vai estudar sem vírgula

vai_estudarBento XVI resignou e afastou-se de São Pedro. Relvas, resignado, resolveu afastar-se de São Bento. É compreensível: seria demasiado doloroso contemplar Passos perdido nos Passos Perdidos. Ainda por cima, como se não bastasse a dor de já não lhe chamarem ministro, não lhe sobra sequer a consolação de ser tratado por doutor, com as equivalências pela hora da morte. [Read more…]

Zoologia do voto

Ainda há homens e mulheres nos grupos parlamentares do PSD e CDS? tipo homo sapiens, bípedes, com coluna vertebral e capacidade cognitiva superior?

Hoje têm uma boa oportunidade de o demonstrarem, basta ir dar uma volta no momento da votar a moção de censura, deixando em solidão os invertebrados, as minhocas que cumprindo a sua função biológica serena e constante de  detritívoro irracional, transformam o esterco em húmus a consumir pelas relvas e outras cada vez mais viçosas plantas daninhas, nomeadamente germânicas, e muitos bancos.

minhoca

Pode ser uma dúvida irracional da minha parte, mas assim sou: um ateu ainda crente nos milagres humanos. E se o PS acredita nos ilhéus, estendo a minha fé aos restantes.

Se beber, não trabalhe

A deputada socialista Glória Araújo está dispensada de apresentar um atestado médico na Assembleia da República (AR) para justificar as faltas que deu ao plenário na semana a seguir a ter sido apanhada a conduzir com excesso de álcool. A parlamentar do PS justificou as faltas com doença, mas não apresentou qualquer comprovativo e as regras do parlamento não obrigam os deputados a fazê-lo.

Parlamento dispensa deputada de apresentar atestado médico

Tendo em conta que o país tem sido conduzido por gente embriagada que tem acusado excesso de incompetência no cérebro, parece-me exagerada toda esta histeria à volta de uma deputada só porque terá pensado que a imunidade parlamentar poderia tê-la tornado imune ao álcool, podendo, então, dar-se ao luxo de beber e, acto contínuo, conduzir. Se tivesse atropelado alguns portugueses pelo caminho, ficaria, ainda assim, muito aquém do que José Sócrates e Passos Coelho têm feito.

Quanto a ter ficado doente, conta com a minha solidariedade, porque há poucas coisas mais incapacitantes que uma ressaca. No que se refere à dispensa de entrega de comprovativo, parece-me justo que a senhora deputada seja considerada doente, até prova em contrário. [Read more…]

Quem chora assim

não é um boy! Aposto! E subscrevo – estes gajos não nos representam!

E se os deputados do PSD tivessem vergonha na cara?

Conforme os pontos de vista, podemos dizer que há deputados a mais ou a menos. [Read more…]

Baixinho

Levanta-te porque aí em baixo não estás a ver bem!

Entregues aos melhores colocados?

Estarás a falar do Gestor Pedro Passos Coelho? Esse Liberal que viveu sempre à procura de dinheiro do estado de esquemas com os amigos para se governar?

É desse tipo de gente que estás a falar? Gente que nunca trabalhou?

E, além disso, há um pequeno detalhe – até agora, tudo o que fizeram, foi mal feita e deu resultados ao contrário do pretendido!

A democracia tem custos, diz o Zorrinho

Carlos Zorrinho corresponde, no fundo, ao estereótipo da loura burra, casada com um velho rico que lhe põe, prodigamente, nas mãos um cartão de crédito, pedindo-lhe que, apesar de tudo, seja contida nos gastos. O que faz a loura burra? Compra um carro de cento e cinquenta mil euros, garantindo que poupou cinquenta mil, porque poderia ter comprado um outro que custava duzentos mil. Para a loura burra, andar de Clio está fora de questão: isso é coisa de pobre, viatura de sopeira pindérica. [Read more…]

Os parlamentos dos Países das União Europeia

A crise que Portugal vive, desde sempre digo eu, há uns anos dirão os mais rigorosos, tem servido para quase tudo. No meio do ruído que se vai gerando surgiu a possibilidade de reduzir o número de deputados do nosso parlamento.

Fui procurar na Web informações sobre os parlamentos de cada um dos países membros da União Europeia para, de algum modo, contribuir para que o debate possa ser um pouco mais interessante.

A primeira grande diferença é no número de câmaras: [Read more…]

Essa coisa da representatividade

José Seguro tardava em resvalar para a demagogia. Tardava mas lá chegou. Como manda a boa cartilha da pior política que há décadas se faz em Portugal. Reduzir o número de deputados não tem qualquer interesse prático para resolver os actuais problemas do país. Nem, em bom rigor, levanta questões de representatividade. Isto, porque há muito que a representação do povo nas esferas do poder, cedeu lugar aos compromissos para se atingir o desejado poder: ninguém chega à chefia – primeiro do partido e depois do Governo – sem, pelo caminho, se comprometer com os patrocinadores que, mais tarde cobram a esmola ao santo pelos milagres convenientes. Veja-se, recentemente, os avanços e recuos do PSD e do CDS, na proposta de lei sobre o crédito à habitação, em sede de entrega directa da casa para pagamento total do empréstimo. Mais um a juntar ao rol dos exemplos do poder das vozes de dono. Não há bem ou interesse públicos que resistam. E se isto vale para os partidos do rotativismo governativo – PS, PSD e CDS -, também vale para aqueles cuja cegueira doutrinária e vassalagem externa, não se coibiram de tomar decisões absolutamente contrárias aos interesses de Portugal – sim, não esqueço que o PCP votou contra a entrada de Portugal na CEE. Por tudo isto, há muito que não temos quem represente o povo no poder, que cuide do bem e o interesse públicos. Temos partidos políticos que, ora por razões de praxis ideológica ora por ganâncias pessoais, particulares ou corporativas, há muito que não representam o povo. E, já agora, exigir exclusividade aos deputados da nação, impedindo-os de estar em simultâneo na defesa do interesse público e de interesses privados, talvez fizesse muito mais pela representatividade do povo, do que reduzir o número de parlamentares.

São necessários mais deputados

O que é, na maior parte dos casos, um deputado? O deputado é, muitas vezes, uma pessoa eleita por cidadãos para servir os interesses de um partido. Depositar o voto para eleger um deputado é algo comparável a pagar as quotas de uma associação, aceitando, placidamente, que o dinheiro vai para os bolsos dos membros da direcção, ao arrepio dos estatutos.

O deputado, para chegar a São Bento, passa por um tirocínio que inclui várias formas de genuflexão até poder sentar-se na Assembleia da República. Aí chegado, o deputado até pode ter ideias próprias e poderá, inclusive, ser trabalhador e dedicado, mas, mesmo sendo dono da sua consciência, o proprietário do seu voto é o chefe de bancada, se estiver na oposição, ou primeiro-ministro, se o seu partido ocupar o governo. [Read more…]

Ó Seguro, pergunta ao PASOK

A ideia de através de engenharia eleitoral encolher a representação parlamentar das minorias, lançada em dia de República, só poderia vir da cabeça de quem anda nas nuvens.

Faz parte da demagogia nacional mandar para cima do número de deputados a responsabilidade de se eleger gente que ninguém conhece e só ficará a conhecer quando ocasionalmente abrir a boca e sair grossa asneira.

Que S. Bento está cheia de inúteis é um facto, sentados nos grupos parlamentares do PS e do PSD, colocados ali por quem vota neles.

É óbvio que António José Seguro tem em mente reduzir não o número total de deputados mas o número dos que se sentam à sua esquerda. Entendi-te. Só que nos tempos que correm bem se poderia lembrar do que aconteceu ao partido irmão do PS na Grécia. Com tanta abstenção ainda vai buscar lã e sai tosquiado.

Juntando dois mais dois…

Média dos salários dos políticos aumentou 1,5%

“Mais austeridade só eventualmente para quem não sofreu sacrifícios”

CAA contra CAA

O blogger CAA escrevia no Blasfémias mas foi expulso pelo deputado CAA, o qual passou a escrever no seu lugar.

O blogger CAA mantinha os comentários abertos, produzia repetidas diatribes, como esta aqui ilustrada,  sobre as artimanhas de Sócrates e até dissertava num jornal, o CM, sobre o “declive ético e político” do PM de então.

Já o deputado CAA fechou os seus posts aos comentários, assobia para o lado face às trapalhadas do seu ministro Relvas e até se insurge contra um jornal, o Expresso, por causa de um texto humorístico do Comendador Marques de Correira, pseudónimo, o qual tanto malhou em Sócrates como o há-de fazer, suspeito, nos passarões deste governo. Já agora, que ninguém fale ao deputado CAA do Inimigo Público sob risco de lhe dar uma coisa má.

A quem souber do blogger CAA, que o incentive a correr com o deputado CAA por forma a que o blogger retome o seu lugar. “Face ao imparável declive ético e político” de Relvas, o primeiro faz falta. Pá.

Nota: Agora é uma boa altura para ler, ali mais abaixo, sobre a ambivalência dos partidos enquanto governo e oposição. É que os partidos são compostos por pessoas, não são?

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