O não casamento como estratégia de reprodução numa aldeia portuguesa (1862-1983)

ninho vazio         Quando em 1971-1973 levei a cabo a minha pesquisa entre o campesinato do Vale do Chile apercebi-me que, apesar das crenças, valores e regras legais, religiosas e políticas, os casais, na ausência de um padre ou de um registo civil, – o que aconteceu com frequência nos grandes latifúndios chilenos – simplesmente juntavam-se quando surgia a necessidade de dividir a casa. Mais tarde, na Galiza, entre 1975 e 1978, observei que, tanto para esse período como para o passado histórico até ao século XVIII, o casamento verificava-se normalmente entre pessoas da mesma condição, baseando-se em negociações em torno da herança, sendo portanto, e uma vez que o património varia através dos tempos tanto nos conteúdos como nas possibilidades económicas, uma instituição historicamente mutável. Apercebi-me de uma série de possibilidades que se haviam desenvolvido para o casamento na Galiza, tais como o casamento combinado pelos pais do principal herdeiro, ou combinado pelos próprios, enquanto herdeiros residuais (Iturra, 1978 e 1980), os quais, uma vez mais, têm uma importância variável, dependendo dos conteúdos patrimoniais das transações matrimoniais. [Read more…]

Corrupção ? – as mais-valias do major

Há um  terreno classificado como rural, nada se pode construir, o proprietário vende-o por “tuta-e – meia”, a Câmara, por artes mágicas, transforma-o em terreno urbano, o PDM não serve para nada, e assim se ganham três milhões de euros!

Tirar o terreno da Reserva Agrícola Nacional e revende-lo é uma operação administrativa, resulta do querer de quem pode, faz-se para si mesmo ou para os amigos, ganham-se milhões num ápice e depois andamos todos aqui a falar em corrupção, mais leis, mais autoridades, mais observadores. Nos outros países as mais-valias assim obtidas revertem para o Estado, é assim tão dificil tomar esta medida? Ou não querem? Ou não podem?

Valentim Loureiro fez isto com a Quinta do Ambrósio, em Gondomar, já Presidente da Câmara, com um filho a comprar e a vender, vai a julgamento por crime de burla qualificada!

Quantos crimes foram e são cometidos com o conluio das autoridades? Querem acabar com a corrupção? Não se muda o PDM sem que os orgãos do Municipio se pronunciem, sem os técnicos darem o seu parecer…

Então, não querem mudar ? É que basta quererem!

Contem-me estórias…