
No Blasfémias, Helena Matos chama-nos a atenção para um texto de JMF, apontando as razões pelas quais existem tantos incêndios no nosso país. Como se fosse preciso recorrermos aos bons ofícios de JMF, para destrinçarmos as causas das calamidades de verão. Já há mais de quarenta anos, anda Ribeiro Telles a apresentar as falhas, as negociatas, os crimes, o desleixo e principalmente, as urgentes soluções para o reordenamento do território. É este o problema fundamental que arrasta atrás de si todos os outros, desde a desertificação, liquidação dos recursos agrícolas, deterioração das águas e até, a própria estrutura política de um Estado, sem rei nem roque. Neste país onde existem “comissões ad-hoc” para tudo e mais alguma – invariavelmente “encartes” para amigos, amigas e primos e primas, camas e mesas várias -, Telles sabe o que diz. Tem um projecto e faltam apenas, os poderes para o executar.
Tenho JMF em boa consideração, mas, francamente, virem agora “descobrir a pólvora” num artigo do Público? Isso é uma blasfémia, Helena.






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