Eis a minha reflexão reactiva e a minha reacção reflectida em relação ao caso Luís Neves:
Já agora, contextualize-se: o essencial, uma reacção e mais uma reflexão.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Eis a minha reflexão reactiva e a minha reacção reflectida em relação ao caso Luís Neves:
Já agora, contextualize-se: o essencial, uma reacção e mais uma reflexão.

Ouvi dizer que há pessoas preocupadas porque o Miguel Sousa Tavares disse não-sei-quê sobre não-sei-quem que é transexual e que venceu não-sei-qual prémio de beleza.
Dizia o Miguel que não-sei-quem que é trans não merecia ter vencido não-sei-qual prémio de beleza porque aquele prémio estava a premiar um não-sei-quê de operações e não um não-sei-quê com mamas e vulva. É uma opinião. E para mim não levanta qualquer celeuma. O Miguel, um espanto de homem, do alto da sua beleza arrebatadora, carão de escroto suado, não gosta de operações plásticas. Pronto. Qual é o mal? E não casaria com não-sei-quem que é trans por essa razão, porque não gosta de operações. E qual é o mal? Não casaria com não-sei-quem que é trans, como de certeza não casaria com Megan Fox, Cindy Crawford ou Nichole Kidman. Pela mesma razão, obviamente. O Miguel é um gajo coerente, quero acreditar.
Não é a opinião do Miguel que me causa estranheza. Com a opinião do filho de Sophia de Mello Breyner posso eu bem. O que me causou realmente estranheza foi aferir o ódio, a raiva e repulsa com que alguns, maioritariamente homens 50+, se manifestaram tão a favor da opinião do Miguel, quando o Miguel foi mais brincalhão, jocoso e, digamos, pacóvio, do que propriamente odioso e raivoso. Afinal, o Miguel foi casado com a Teresa Caeiro que, sabemos, não sendo um poço de beleza, não fez, certamente, nenhuma operação. Nem sequer para retirar um quisto! Pelo que, dito isto, sabe o Miguel do que fala. Mas saberão do que falam os odiosos e raivosos idosos que, desde que o Miguel expressou a sua opinião sobre cirurgias estéticas, tão solenemente se apresentaram como a guarda pretoriana da opinião do Miguel? Sabem, pois. [Read more…]

Esta polémica acerca do Miguel Sousa Tavares e do José Alberto Carvalho, mostra à descarada o nível da ditadura de género (uma espécie de fantasia inventada para depreciar a dualidade sexual) e da inadmissível discriminação positiva dos LG Samsung e+marcas de televisões.
[Read more…]Numa certa ordem do dia, está a recusa de Miguel Sousa Tavares em casar com a vencedora do concurso de Miss Portugal, recusa essa secundada por José Alberto Carvalho. Não sei, aliás, se podemos falar em recusa, porque, que se saiba, nenhum dos dois foi pedido em casamento pela pessoa com quem não querem casar. No mundo tantas vezes incerto das relações amorosas ou conjugais, ter uma recusa como antecipadamente certa não deixa de ser refrescante. Deste modo, Marina Machete já sabe que não vale a pena insistir com estes dois senhores e assim não se perde tempo.
Segundo Miguel Sousa Tavares, Marina é o resultado de uma operação e não propriamente uma mulher. Devo dizer que penso muito pouco sobre essências, por ser um relativista empedernido, sempre na dúvida do que é isso de ser e de não ser. A biologia é um facto, mas isto de ser humano não é só biologia. Os órgãos sexuais existem, como existe o cérebro, como existe a sociedade, com todos os seus fechamentos e aberturas. [Read more…]
Num texto do Paulo Guinote, fiquei a saber que Miguel Sousa Tavares escreveu na sua crónica do Expresso de 25 de Agosto que os professores reclamam “retroactivos”, o que não corresponde à verdade.
Outro comentador, então televisivo e, na altura, presidente da câmara de Lisboa, já tinha afirmado o mesmo. Também não era verdade e não passou a ser. Esse mesmo comentador é hoje o ministro das Finanças.
Já não é a primeira vez que Miguel Sousa Tavares faz afirmações erradas sobre professores. Se o faz propositamente, é mentiroso. Se o faz sem querer, é incompetente.
Em qualquer dos casos, é contumaz, tal como o Expresso.
Venho por este meio prestar um esclarecimento, para acabar de vez com os boatos!
Não sou eu o jovem que aufere 2.700€ no primeiro emprego, como insinuou o mestre Miguel Sousa Tavares.
Noutro boato, lançado pelo Dr. Carlos Moedas, insinuou-se que havia um jovem que comprou um imóvel no valor de 250 mil €. Também não sou eu!
Não percebo a necessidade do mestre Sousa Tavares e do Dr. Moedas lançarem estes boatos sobre mim. Eu sou filho de um empreiteiro, não sou filho do CEO da Global Invests Portugal-Madrid S.A. Liberal-Group. Para todos os efeitos, a minha família ainda paga impostos em Portugal!
Mestre Miguel Sousa Tavares e Dr. Carlos Moedas: estamos esclarecidos? Se me permitem, um conselho aos dois: Miguel, larga o whiskey. Carlos, larga a política.
Ah, a direita e a sua (falta de) noção da realidade…!
Item 3 (diente ‘tooth’) and Item 9 (tribus ‘tribes’) do not fit the structure /ˈCVCV/ strictly; nevertheless, diente was used to allow for closer comparison with the comments from Moya Corral (1977: 34–35) and tribus was used as the combination /ˈCiCu/ is extremely rare in Spanish.
— A. Herrero de HaroEt cantant novum canticum dicentes:
“Dignus es accipere librum et aperire signacula eius, quoniam occisus es et redemisti Deo in sanguine tuo ex omni tribu et lingua et populo et natione; et fecisti eos Deo nostro regnum et sacerdotes, et regnabunt super terram ”.
— Ap 5,9 (apud NV, cf. KJV)The high linguistic diversity resulting from the extreme multiethnic and multilingual composition of the post – De Boeck recalled that in 1901-2 Bangala-Station was composed of “people ex omni tribu et lingua” and a real “Tower of Babel” (De Boeck 1940a: 91) – made a lingua franca a dear necessity, for which the Europeans considered the Bobangi pidgin the most ready candidate.
— Michael Meeuwis (pdf)
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Apocalipse significa descoberta. Apocalipse significa revelação. No entanto, os assuntos de hoje diferem um pouco do implícito na epígrafe, onde encontramos salientadas palavras interessantes e muito actuais, quer no Antigo Testamento, quer em investigação recente. O primeiro assunto de hoje é, imagine-se só, política portuguesa pura e dura. O segundo assunto é o do costume.
Fiquei intrigado com o conteúdo deste texto de Alfredo Barroso e fui espreitar o discurso do Presidente da República. Efectivamente, pode discutir-se a consistência de argumentos contra a cerimónia na Assembleia da República, aduzidos, por exemplo, aqui no Aventar, por António Fernando Nabais, Carlos Garcez Osório, Fernando Moreira de Sá ou Francisco Figueiredo, e alhures, por outros intervenientes na vida pública, como Pedro Correia, Miguel Sousa Tavares ou João Soares. Aquilo que não se pode fazer, como faz Marcelo Rebelo de Sousa, é reduzi-los globalmente à [Read more…]
MAÎTRE DE PHILOSOPHIE. La voix U se forme en rapprochant les dents sans les joindre entièrement, et allongeant les deux lèvres en dehors, les approchant aussi l’une de l’autre sans les joindre tout à fait : U.
MONSIEUR JOURDAIN. Il, U. il n’y a rien de plus véritable : U.
MAÎTRE DE PHILOSOPHIE. Vos deux lèvres s’allongent comme si vous faisiez la moue : d’où vient que si vous la voulez faire à quelqu’un, et vous moquer de lui, vous ne sauriez lui dire que : U.
— Molière, “Le Bourgeois gentilhomme”Considering that the sound /y/ is absent from the vowel space of the subjects in the present study, both at the phonemic and allophonic levels, and consequently that /u/ varies freely, beginner L1 American English learners of L2 French should have difficulty establishing contrastive phonemic categories for /y/ and /u/.
— RuellotSpecifically, the study focused on production by native English speakers of the French vowels /u/ and /y/. French /u/ is realized with variants that are similar, yet acoustically non-identical, to the realizations of the /u/ category of English. French /y/, on the other hand, does not correspond directly to an English vowel, and can therefore be regarded as a new sound for English native speakers who learn French as an L2.
— Flege
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Há um importante aspecto — com <c>, que em português do Brasil ilustra /k/ e em português europeu fixa o /ɛ/, impedindo um /ɛ/→[e] (cf. ‘espeto’) — a ter em mente, ao reflectirmos — também com <c>, que ilustra o /k/ subjacente e fixa igualmente o /ɛ/, evitando-se /ɛ/→[ɨ] (cf. ‘repetirmos‘) — sobre a recorrência de grafias como aquela ali à esquerda:

Agora, de forma escorreita.
Há um importante aspecto a ter em mente, [Read more…]
C’était comme un nouveau monde, inconnu, inouï, difforme, reptile, fourmillant, fantastique.
— Victor HugoBon, ce n’est pas bien grave. Paix à son âme.
— Michel Onfray (sobre Michel Serres)They responded in five seconds. They did their jobs — with courage, grace, tenacity, humility. Eighteen years later, do yours!
— Jon Stewart
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Efectivamente, sabe-se há uns anos (2010: 103) que o Acordo Ortográfico de 1990 transformou facção com maiúscula inicial numa homógrafa perfeita de Fação, em Sintra.

Foto: Francisco Miguel Valada
Também se sabe que essa transformação não se aplica à ortografia do português do Brasil, justamente devido ao “critério fonético (ou da pronúncia)“, criado para garantir a tal “unidade essencial da língua portuguesa“. De facto, no Brasil, mantém-se a facção e, além dela, mantêm-se o aspecto, a concepção, as confecções, etc., etc. Ou seja, o discurso de Fação, bem conhecido dos leitores do Aventar, não é adoptado no Brasil, precisamente devido à base IV do AO90.
No Expresso, a facção mantém-se (neste caso, mantêm-se as facções), se o autor for brasileiro:

Se for português e se escrever em português europeu, o autor está impedido de grafar tamanhas monstruosidades

a não ser que [Read more…]
Antigamente, dizia-se boato, desinformação ou mentira, conforme o emissor ou o emissário; agora, em pleno trumpismo, parece que é fake news. Seja.
Miguel Sousa Tavares (MST), que olha para as redes sociais e para os blogues como a Inquisição olhava para os judeus, escreveu, a propósito da greve dos professores e no último Expresso, o seguinte:
(…) nenhum professor trabalha mais de 35 horas: teoricamente, têm 22 horas de horário ‘lectivo’ (mas só alguns e algumas vezes) e 13 horas ocupadas em coisas de definição ampla, como ‘reuniões’, ‘preparação de aulas’ e ‘formação’
Outra coisa que MST odeia: professores. Está no seu direito. O facto de ser cronista num semanário – segundo dizem – de referência e de ter sido jornalista deveria levá-lo a investigar e a provar aquilo que afirma. Por exemplo:
1 – como é que sabe que nenhum professor trabalha mais de 35 horas? Ou menos? Ou só 35? Como é que sabe?
2 – se alguns têm 22 horas lectivas, quantos são e porquê?
3 – os que têm 22 horas lectivas só têm essas horas “algumas vezes”? E nas outras vezes, quantas horas terão?
4 – um homem tão frontal como MST terá usado um eufemismo? A expressão “definição ampla” quererá dizer “mentira”? Os professores não passarão tempo a reunir, a preparar aulas ou a receber formação ou outras actividades de “definição ampla” como ‘corrigir testes’? MST será daqueles que faz aspas com as mãos, abrindo muito os olhos para explicar que está a ser irónico? E como provará, então, que os professores estão a mentir? [Read more…]

Imagem da Sic Notícias
Olá, Sr. Comentador Miguel Sousa Tavares,
Às vezes consigo ouvi-lo com atenção… hoje não foi um desses dias. Mas gostava de lhe falar um pouco da minha vida.
Tenho 42 anos, ainda sou casado, e tenho 1 filho de 10 anos. Sim, ainda sou casado, porque não é fácil manter uma família quando a minha entidade patronal (Ministério da Educação) resolve destruí-la.
Passo a explicar:
Dou aulas há 18 anos… andei boa parte deles a percorrer o país. Nos últimos 12 consegui ter o luxo de trabalhar a menos de 50km de casa. Como deve imaginar, fui estabilizando a minha vida… casando, comprando casa, aumentando os membros da família…
De repente, uma iluminada resolve atropelar a lei pensando que por 50€ por dia me pode usar da forma que mais lhe convier. Com esse atropelo fui colocado a dar aulas a 200km de casa, ganho 50€ por dia e gasto 40€ e pronto ainda estou pior que aquelas Senhoras da fábrica dos Açores que parece que ganham o mísero salário mínimo. Como já deve ter feito, as contas ganho 300€ por mês… já mudei 2 vezes de pneus e fiquei parado na estrada 2 vezes. Já devo no mecânico mais de 1000€.
Já sei o que está a pensar…. porque não fica a dormir lá no local onde foi colocado? Não fico porque ainda sou casado, porque ainda tenho um filho e porque tenho pais que precisam dos meus cuidados.
Mas gostei muito daquela parte em que o sr. lamentou o facto de as famílias dos alunos não saberem o que vai acontecer desta greve. Sabe que os professores também têm família e os filhos dos professores também sofrem muito, e todos os anos, sem saberem se em setembro vão mudar de casa, se vão mudar de escola, sem saberem se vão ter que deixar de praticar desporto, sem saberem se vão ter de abandonar as suas actividades extracurriculares… olhe, sem saberem o seu futuro. Pense lá um bocadinho como será a estabilidade emocional desses professores e dessas famílias.
Também gostei de saber que os professores querem progredir na carreira mais depressa que os restantes funcionários públicos… sou sincero, não sei nada sobre as outras carreiras profissionais… mas relativamente à minha, trabalho há 18 anos e nunca progredi na minha vida, estou tal e qual aquelas sras que são exploradas lá nos Açores.
Podia dizer mais coisas… mas não vale a pena.
Depois de ouvir isto vindo da boca de MST, só me apetece vomitar. Não é a primeira vez que esta alma (será que a tem?) penada ataca os professores com leviandades e verdades criadas por ele lá no alto da sua cátedra.
Não vou questionar a legitimidade desse senhor para dar a sua opinião nas televisões. Muito menos divagarei sobre os motivos pelos quais ele é considerado uma figura importante – e com algo de valor a dizer – na nossa pequena sociedade.
Questiono apenas as suas afirmações. Ele sabe o que é ser professor e dar aulas há décadas sem qualquer promoção? Ele sabe o que é ter um trabalho que ano após ano nos manda para o desemprego sem nunca termos a certeza de que teremos trabalho no ano seguinte? [Read more…]
A polémica (aqui, ali e acolá) e um contributo de 1989: «Desde as Descobertas temos o vício de implantar/Dúvidas abertas».
João Miguel Tavares explicou no Governo Sombra, de forma alterada, que Teodora Cardoso falhou as previsões pessimistas sobre o défice porque o governo não fez o que prometeu na campanha eleitoral. É capaz de ter alguma razão – não a tem toda, mas adiante. Podia, no entanto, lembrar-se do que fez, em termos de promessas e execuções, aquele que ele já adjectivou, em tempos, como um bom primeiro-ministro. Lembrando-se ele disso, talvez pudesse dissertar sobre que circunstâncias se podem evocar para optar ente polegar para cima ou para baixo quanto a governantes.

Estava a Geringonça à rasca com o incêndio de Pedrógão Grande, e eis que surge Passos Coelho to the rescue! A levar Portugal a sério como só ele sabe, aventou suicídios e fontes credíveis, mas afinal era tudo barrete. Nem D. Sebastião de El Mundo lhe valeu. Seguiu-se mais um episódio deprimente para o primeiro-ministro no exílio, que insiste em sujeitar-se a coisas destas, e que lhe valeu duras críticas de diferentes quadrantes. Deixo-vos com Miguel Sousa Tavares, esse perigoso comunista, e o caminho para a “tragédia eleitoral autárquica” de Pedro Passos Coelho.
Ao contrário daquilo que a SIC anda por aí a divulgar, Miguel Sousa Tavares não disse
A ideia de batizar o aeroporto com o nome de Cristiano Ronaldo parece-me ridícula.
Eis aquilo que Sousa Tavares, de facto, disse
A ideia de baptizar o aeroporto com o nome de Cristiano Ronaldo eu acho duma absoluta infelicidade, para não dizer mesmo ridícula.
Exactamente: baptizar.
Como é sabido, baptizar [batiˈzaɾ] ≠ *batizar [bɐtiˈzaɾ].
Efectivamente.
***
“PSD está mal habituado pelos anos de Cavaco no poder” – Miguel Sousa Tavares

Já passaram algumas semanas desde o início do escândalo Panama Papers. A imprensa portuguesa envolvida na investigação – Expresso e TVI – promete, semana após semana, revelar os nomes dos mais de 240 portugueses envolvidos neste caso. Até ver revelaram meia dúzia de indíviduos secundários ou caídos em desgraça. Onde andam os nomes dos ex-ministros e do ex-presidente avançados pela TVI? Que é feito dos restantes nomes anunciados durante dias em manchetes do Expresso? Estarão a seleccionar quem poupar e quem sacrificar? Vai daí, o Miguel Sousa Tavares decidiu dar um toque ao Expresso nas páginas do próprio Expresso. Pode ser que resulte.

Quando se ouve no noticiário nacional da TSF a descrição do dia de campanha de Marcelo Rebelo de Sousa, o principal candidato à vitória, e o mais relevante do relato é a entrada do candidato numa farmácia onde compara o preço de dois medicamentos e escolhe o mais barato porque “35 cêntimos é dinheiro”, podemos concluir que não estamos longe do grau zero da política. Enquanto alguns candidatos se esgotam em banalidades e “afectos”, e outros repetem os chavões do partido ou falam como se pretendessem governar, Marcelo — o que mais obrigações tem de conhecer os poderes presidenciais e a importância da função — investe tudo na tentativa de tirar qualquer importância à campanha, afadigando-se a servir imperiais ou bolos atrás dos balcões de cafés, a jogar dominó na rua com os passantes e a esforçar-se encarniçadamente por dar de si a imagem de um Presidente Zé Povinho. Que ele julga ser a versão presidencial que o povo melhor compreende, mais aprecia, mais popularidade lhe traz e, seguramente, menor risco lhe acarreta.
There were more urgent emergencies than mine.
***
Esta imagem, do Prós e Contras de ontem, merece três breves comentários (*):
A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, caro Leitor, quando já ninguém estranhar a palavra “facto” escrita sem cê.
Continuação de uma óptima semana.
(*) O ‘contra-natura’ da frase de Ribeiro é extremamente interessante, mas neste momento há “more urgent emergencies”.
Marinho Pinto não conseguiu fazer com os Verdes a aliança que desejava no quadro do seu mandato parlamentar na assembleia da Europa, e lá terá de se juntar aos liberais, coitado (*). Ele e aquele senhor monárquico do Partido da Terra: boa surpresa eleitoral para uns (Miguel Sousa Tavares, por exemplo, chama-lhe «o nosso PT»), má surpresa para outros – depende da perspectiva com que se olha para as coisas da política, da Terra em que se está.
Preocupado com a desfeita dos Verdes (como se atreveram?), Miguel Sousa Tavares (MST) usou a última parte da sua crónica no Expresso de hoje para atacar os ambientalistas portugueses e, sobretudo, fazer a defesa de uma pelos vistos mais aceitável «convicção pessoal sobre costumes»: [Read more…]
Adalberto Faria
Eu «compreendo»! O Miguel Sousa Tavares dizia ontem na SIC não compreender tanta comemoração, e em profundidade, sobre os 40 anos do 25 de Abril, e que para quê tanto ruído, se este nada dizia às duas últimas gerações?!! Obviamente que, a comer e a beber como anda, deve andar com pouca inspiração para as suas participações televisivas e não trazia a lição ou o tema preparado. Além disso, já percebeu muito bem que sem se «tornar» polémico, vende pouco, e sem a TV, provavelmente não venderia o número de livros que vai vendendo.
Mas é muito simples «desarmá-lo» e já: OBVIAMENTE QUE NÃO PERCEBO ENTÃO PARA QUE TEREMOS NÓS QUE RECORDAR A MORTE DA SUA MÃE, OU OS FEITOS DO PAI TAMBÉM, A QUEM OBVIAMENTE DEVE A SUA NOTORIEDADE E «ENTRADA» PARA OS ‘MEDIA’, indirectamente. Mais, diz ele que sim senhor, que no 25 de Abril os aplaudiu, aos capitães na rua, mas que foi somente porque nos livraram do jugo fascista «NO MOMENTO»!
Muito bem: então para quê agradecer a Mandela, e a Gandhi se estes livraram o povo do jugo dos seus opressores há tanto tempo ou mais ainda que os nossos? E para quê então lembrar todos os outros que passaram, e aos quais nenhuma geração tem grande interesse como a Luís de Camões, D.Afonso Henriques, Catarina Eufémia, José Afonso, ou aos poemas da mãe dele? Para quê enviá-la para o Panteão se às duas últimas gerações isso pouco interessa, mas sim um novo Ipad, ou uma viagem ao Bali para surfar? [Read more…]
Arquivada a queixa de Cavaco vs Tavares. Enquanto faltar pão, o circo continua.
Ainda ligam ao que ele vomita pela boca fora?
Sempre igual a si próprio. Puro e duro.
Não me interessa minimamente o episódio que tem agitado as águas em Portugal. Contudo, a RTBF deu-lhe importância (18:10 – 19:30), acrescentando, inclusive, uma pitada de humor negro. Sim, porque o momento ilustrado por esta imagem é daquelas coisas que, à primeira vista, até podem ter alguma piada, mas, no fundo, apetece esquecer.
Beppe Grillo também vai processá-lo.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
… Les Claypool fez um pacto com o diabo. Até hoje, não se sabe o que Claypool recebeu em troca. O diabo, esse, ficou com umas maravilhosas lições de baixo.

“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
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