Do Mataste-os, Miguel à morte do homem branco

Miguel Oliveira, o nosso herói em duas rodas, venceu o Grande Prémio de Portimão. O seu director, no final, disse-lhe “Mataste-os, Miguel!”

Éder, o herói de um golo só, gritou em público, no meio das comemorações do Europeu de 2016: “Amanhã, é feriado, caralho!”

Num mundo em que se tomasse tudo à letra, Miguel Oliveira estaria a ser interrogado pela polícia e milhares de trabalhadores teriam ficado em casa por ordem de Éder.

Mamadou Ba defendeu, num vídeo, que é preciso “matar o homem branco assassino, colonial e racista”. Houve gente de uma certa direita que preferiu parar em “branco” e gritar que houve ali incitamento ao ódio, racismo e tudo.

Efectivamente, essa certa direita vive muito preocupada em demonstrar que não há racismo estrutural ou que não há racismo ou que o anti-racismo é outra espécie de racismo. No fundo, essa direita é filha de gente que nunca se conformará com esta mania da igualdade e que vê com maus olhos os filhos dos proletários e dos escravos de há cem anos que se atrevem a dizer o que pensam.

Dir-se-ia que a direita tem dificuldades cognitivas e que, por isso, não sabe lidar com metáforas. Seria redutor e insultuoso para a inteligência de tantos.

Há casos de grande inabilidade no uso das metáforas, é certo: há uns anos, Assunção Esteves chamou “carrascos” a vítimas que se queixavam. Os mesmos que hoje se indignam com Mamadou, por desejar o fim da toxicidade, ficaram, então, muito calados. Percebe-se: os que protestavam pertenciam a uma raça inferior.

A História é para ser estudada, não é para ser julgada…

O Padre António Vieira tem de ser entendido à luz da época em que viveu. O mesmo se aplicará a D. Afonso Henriques, que hoje seria seguramente acusado de desrespeitar a Constituição e falta de solidariedade para com os restantes povos ibéricos. Faria sentido acusar hoje D. João III, D. Manuel I, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral ou Afonso de Albuquerque de terem levado a cabo uma política de expansão colonialista, ocupando território que não pertencia à coroa portuguesa, escravizando povos e tomando suas as riquezas que encontraram? [Read more…]

Depois dos Meets, Ainda Mais Paródia

parodia_racismoHá gente com sentido de humor e muito tempo livre…