25 depois da morte de Alcindo Monteiro, no país onde o racismo “não existe”

AM

Se fosse vivo, Alcindo Monteiro teria hoje 52 anos. Azar o dele, foi apanhado pelos “festejos” do 10 de Junho de 1995, que, em extrema-direitês, significou passar a noite a espancar negros no Bairro Alto. Alcindo foi um deles, apanhado por uma matilha raivosa de escumalha skinhead, e não resistiu aos ferimentos. Como ele, vários outros negros foram espancados nessa noite. Felizmente, mais nenhum faleceu.

Dizer que Portugal é um país racista é uma falácia. Dizer que não existe racismo em Portugal é desrespeitar a memória de Alcindo Monteiro, e de outros, que, de formas mais ou menos bárbaras, sofrem, ainda hoje, discriminação com base na sua cor de pele. E importa não esquecer que, alguns destes racistas violentos, com longos e assustadores cadastros, transitaram recentemente de organizações neonazis para o partido unipessoal daquele cujo nome não pode ser mencionado. [Read more…]

A História é para ser estudada, não é para ser julgada…

O Padre António Vieira tem de ser entendido à luz da época em que viveu. O mesmo se aplicará a D. Afonso Henriques, que hoje seria seguramente acusado de desrespeitar a Constituição e falta de solidariedade para com os restantes povos ibéricos. Faria sentido acusar hoje D. João III, D. Manuel I, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral ou Afonso de Albuquerque de terem levado a cabo uma política de expansão colonialista, ocupando território que não pertencia à coroa portuguesa, escravizando povos e tomando suas as riquezas que encontraram? [Read more…]