Portugal processa Tintim: Oliveira da Figueira é um ataque ao Sócrates

No seguimento da interessante polémica em torno do processo contra a venda de “Tintim no Congo” por se considerar que se trata de uma obra racista e após a reflexão suscitada pela crónica de Manuel António Pina, penso que é de toda a justiça que o Estado português ponha Hergé em tribunal, tendo em conta que o autor belga terá usado a personagem Oliveira da Figueira para atingir o José Sócrates.

Na realidade, tirando o bigode tipicamente português, a careca lustrosa e a ausência de critério nas vestimentas, Oliveira da Figueira é, igualmente, alguém que anda pelo mundo a vender seja o que for. Se isto não é uma censura inaceitável ao Sócrates, não sei o que será.

Estórias de assaltos aos quadradinhos

 

 

Os interesses de dois ou três Estados, impuseram a existência internacional de uma anomalia que dá pelo pitoresco nome de Bósnia-Herzegovina, coisa a lembrar lutas de clãs, Narodnas Obranas, roubos de gado, bombistas  e assaltos na estrada. País retalhado de um hipotético distrito arrancado à Sildávia e um outro arrebatado à Bordúria, este foco infeccioso situado em pleno coração da antiga Jugoslávia – outro absurdo erguido pelos vencedores de 1918 -, serve perfeitamente, à semelhança do Kosovo, para criar clivagens regionais que potencializam conflitos sangrentos e divisões dentro da U.E. Coisa de pouca dura, espera-se… 

 

Aguarda-se também a saída das forças portuguesas desses antros de narcotráfico, sendo mais úteis em países onde a presença nacional é respeitada e querida pelos locais. Nos PALOP e em Timor-Leste, por exemplo.