Estórias de assaltos aos quadradinhos

 

 

Os interesses de dois ou três Estados, impuseram a existência internacional de uma anomalia que dá pelo pitoresco nome de Bósnia-Herzegovina, coisa a lembrar lutas de clãs, Narodnas Obranas, roubos de gado, bombistas  e assaltos na estrada. País retalhado de um hipotético distrito arrancado à Sildávia e um outro arrebatado à Bordúria, este foco infeccioso situado em pleno coração da antiga Jugoslávia – outro absurdo erguido pelos vencedores de 1918 -, serve perfeitamente, à semelhança do Kosovo, para criar clivagens regionais que potencializam conflitos sangrentos e divisões dentro da U.E. Coisa de pouca dura, espera-se… 

 

Aguarda-se também a saída das forças portuguesas desses antros de narcotráfico, sendo mais úteis em países onde a presença nacional é respeitada e querida pelos locais. Nos PALOP e em Timor-Leste, por exemplo.

Comments


  1. Há anos, no lançamento do seu livro «Para Além da Revolução», Gonçalo Ribeiro Telles, usou uma metáfora interessante para definir o que geralmente ocorre com as nacionalidades reprimidas (Catalunha, Galiza, Escócia, Irlanda, na época os países aglutinados na URSS e na Jugoslávia…) – as nacionalidades são como os cursos de água que os construtores civis ocupam com cimento e betão – quando há cheias recuperam os seus leitos usurpados. As palavras não terão sido estas; só tentei reproduzir o sentido. A indpendência da Bósnia-Herzgovina terá sido um exagero (tal como a do Kosovo), mas tornava-se necessário pôr um freio à gula hegemónica da Sérvia.


  2. De acordo, mas ali não se aplicou o princípio das nacionalidades. Porque razão os sérvios da Bósnia não têm o direito de se integrar na Sérvia, assim como os croatas na Croácia, etc?

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