O 1º de Maio ajoelhado

joelhos

O velho PPD tem um grave problema com as terminologias, o democrático sempre foi duvidoso, chamar-se PSD, sem manter social-democrata algum no seu seio, que se saiba, admito um sobrevivente clandestino no Entroncamento.

Subsiste outro fenómeno, duplicado: os TSD. Embora o tal militante do Entroncamento possa andar por ali filiado, no mínimo deveria chamar-se CSD, colaboradores do patronato deve ter bastantes, para não dizer que por ali andam quase todos, ou seja: CP, colaboradores do patrão. Era capaz de me ocorrer uma alternativa que metia um B, mas não quero discriminar positivamente o capitalista do sexo masculino, as mulheres no topo das empresas são poucas e por isso mesmo mereceriam um M, o que complicava a sigla.

Ora os colaboradores populares comemoraram o 1º de Maio (se até o Alexandre SS o faz, têm direito) num hotel de 5 estrelas. Compreende-se a nobreza da escolha: deve estar em vias de falir e sempre lhes alugaram uma salinha. De qualquer forma não resisto: alguém anda a comemorar acima das suas possibilidades. Não podiam ficar por um jantarinho de saudade a 24 de Abril? a vida não está para estes luxos.

Concursos de Professores sem acordo

Dos interessados.

Hoje, 2ª feira, decorre no Ministério da Educação e Ciência a segunda ronda negocial em torno dos concursos de Professores. Diz-se ao telemóvel que tudo ficará adiado para amanhã, para uma nova reunião…

A segunda proposta do MEC, agora em discussão, clarificou alguns aspectos e torna-se mais interessante do que a primeira, mas ainda muito longe do que deveria ser um documento central para a gestão do maior grupo profissional da administração pública central: o MEC continua a manter, com o acordo da FNE (SPZN), os docentes do privado em vantagem relação aos colegas das escolas públicas.

No entanto, estão ainda contempladas um conjunto de situações que não vão merecer o acordo dos sindicatos, nomeadamente da FENPROF.

Mas, da parte dos representantes dos professores com menor expressão poderão aparecer algumas surpresas. Parte deles é dirigido por quadros do partido do governo – o PSD e depois do acordo da UGT com os patrões e o governo, este pode ser, ao contrário do que pensava há dias, o passo seguinte do frete dos sindicalistas laranja ao governo da mesma cor.