
José Mário dos Santos Mourinho Félix assinou pelos Reds!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Tinha o Zé oito anos, quando na escola em que estudava chegou um colega que se chamava Guerra, que era bem mais crescido de corpo do que qualquer um dos demais colegas. Mas por razões que a ignorância de então jamais apurou, era um miúdo mentalmente frágil, atrofiado pelo medo, inseguro e submisso.
Naquelas idades as crianças revelam uma particular maldade. Razão pela qual o Guerra logo se transformou no “bombo da festa” da rapaziada da turma.
Todos mandavam nele. Todos lhe batiam. Todos. Incluindo o Zé, que arrastado por aquela corrente de maldade e crueza, sentia gáudio em exibir autoridade e domínio sobre aquele gigante submisso.
Um dia, o Guerra encontrou o Zé sozinho no recreio e pediu-lhe um lápis porque lhe haviam roubado o dele. Abordou-o medrosamente e disse-lhe:
– “Emprestas-me um lápis? Mas não me batas!…”
O Zé ficou a olhar para aquele gigante de contradições. Tinha o nome Guerra, era mais crescido do que ele e pedia-lhe que não lhe batesse. Naquele momento as lágrimas vieram-lhe aos olhos. Como sempre acontece, quando relembra esta história.
Lágrimas de arrependimento, de remorsos por todo o mal que sofreu aquele frágil gigante e em que ele foi cúmplice. Quando lhe deu o lápis sentiu que esse seu acto tinha sido o único gesto humano que tivera para com ele, ao fim de meses de escola.
O Guerra afastou-se numa humildade servil que o expunha a toda a violência. E o Zé não foi capaz de o acompanhar de regresso à sala de aulas onde o Guerra se refugiava durante os intervalos, pois sentiu que preferia estar sozinho do que acompanhado por uma ameaça.
Naquele dia sentiu-se o pior e o mais cobarde de todos os miúdos. Ganhou consciência de todo o mal que lhe havia feito, da crueldade de que era capaz. Naquele dia o Guerra atormentou-o por todos os males que lhe havia feito.
No dia seguinte, o Zé estava decidido a falar com ele, a pedir-lhe desculpa, muito embora o castigo estivesse sempre dentro de si.
Tarde demais: os pais do Guerra mudaram-no da escola para uma outra onde teria melhor acompanhamento. Ninguém na turma percebeu ao certo o que era isso. Dizia-se que tinha ido para uma escola de malucos. Mas o Zé sabia que malucos eram todos os que violentaram a sua inocência e a sua fragilidade.
Nunca mais o Zé viu o Guerra ou dele teve notícias. O rosto do Guerra, as suas expressões, ainda hoje as revê com a mesma nitidez da dos tempos de escola. Não sabe se superou as suas fragilidades, se fez amigos ou se continua um gigante submisso. Sabe que consciente ou inconscientemente o seu rosto se espelha na sua memória sempre que vê uma qualquer humilhação ou injustiça. O Guerra é para o Zé a definição de humilhação e de injustiça. E uma razão para desejar um mundo mais humano.
Um mundo que o Guerra não teve.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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