Anatomia de uma fraude

Eis o que o juiz quer que se esconda:

A minha experiência:
Hoje fui contactado para uma entrevista de emprego que se iria realizar umas horas depois. Supostamente, era para o departamento de Markting e Comunicação mas quando lá cheguei tive um sentimento de “Deja-Vu” devido ao discurso da “suposta Dra” ser idêntico a um que tiveram comigo há cerca de um ano e meio em Vila Real, em que quase me conseguiram enganar.
Não esclareceram quais os “serviços” com que trabalham, a remuneração, nem sequer as funções que iremos exercer.
Quando questionados sobre o assunto respondem: “Eu não posso responder a essas questões, apenas estou aqui para realizar as entrevistas.”

No caso de Vila Real e certamente no de SMFeira, o método é:
– 1ª entrevista (máx. 5 minutos – como eu desconfiei consegui estar lá cerca de 15 a questioná-los sem conseguir respostas)
– Formação (baseia-se em efectuarem uma viagem de 50 km para vos obrigar a ficarem o dia completo e só depois vos dizem qual o produto. No caso de Vila Real, presenciei o “formador” a enganar um casal de idosos, fazendo-se passar por funcionário da PT, conseguindo trocar os telefones e, como o casal não sabia ler, foi fácil com que assinassem todos os documentos necessários. Relativamente à legalidade do contrato, nada mais como tirar fotos aos documentos e depois imprimir.
– No final do dia, explicam-vos o esquema de pirâmide e dizem-vos que têm de ir novamente à formação no dia seguinte (o que comigo não funcionou, apesar de ainda ter recebido ameaças para nunca mais tocar no assunto) [Tirado daqui]

Comments

  1. Já me sucedeu o mesmo, também não voltei no dia seguinte.

  2. No dia seguinte à entrevista.

  3. maria celeste ramos says:

    O que contam parece uma história tipo “time sharing” em que “oferecem” local de férias para toda a vida – é dono de um apartamento que escolhe, mas nunca funciona e caçam o dinheiro e não pode afinal passar férias onde quer mas onde calha – se calhar – e nunca se sabe o local que escolhe e que quando lá chega é um sarilho sem as mínimas condições – sei que isto aconteceu a um colega – Se calhar, agora, a oferta de emprego é parecido – Mas como eu nunca precisei de procurar emprego não sei o que se passa – e só trabalhei em 5 lugares do Estado e em escola profissional que criei com o ministério da Educação e em Universidade privada (por convite) e por concurso público

  4. Maquiavel says:

    Há “time sharing” e “time sharing”. O meu sempre funcionou e usei-o quando quis.
    Claro que volta e meia tentam vender mais uma semanita. Vou ao “evento de vendas” em troca de mais um dia, ou de entrar um dia mais tarde na minha semana, algo assim. Tenho recusado as ofertas, porque gosto de ter tempo para pensar nelas. Mas a técnica é velha e até normal, é a táctica da pressäo para que a pessoa assine primeiro e pense depois. Tudo bem.
    Uma vez acedi a uma “entrevista de oferta” (a troco de entradas para um parque aquático) porque realmente estava curioso em saber como funcionava o “novo sistema”, mas como me pareceu muito caro, recusei. Ele ficou fulo porque perdeu o seu tempo, e até alvitrou que eu deveria devolver as entras para o parque aquático. Levou com uma “cara de poker” e a frase “Foram vocês que me telefonaram e ofereceram as entradas, alguma vez eu lhes disse que era garantido que mudasse ou comprasse alguma coisa?”.
    Claro que é preciso ser forte psicologicamente para suportar a pressäo, mas é a vida. Tanto para eles como para mim. Ainda estou à espera que um dia me convidem para vendedor! 😀

  5. Graza says:

    Um cumprimento especial por ter sido um dos blogues que atribuiu importância ao processo dos Precários Inflexíveis. Fiz um resumo de alguns que encontrei por achar que a união faz a força:
    http://rendarroios.blogspot.pt/2012/05/toque-rebate-na-blogosfera.html
    Saudações.

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