O Coio

Toda a história recente de Duarte Lima vem dar esperança aos que desejam um Estado de Direito efectivo em Portugal. Seria fantástico rebentar com o coio dos habituais fortes que, em conluio com Políticos Venais e algum pessoal venal da Justiça, coleccionam milhões subtraídos ao Fisco, encaminham-nos para offshores, traficam influências, compram-se e vendem-se as consciências e a lealdade devida ao Corpo Nacional, traído e espezinhado. Riem-se da nossa miséria porque no-la vampirizam. O que se deve gritar é isto: deixem o juiz Carlos Alexandre trabalhar em paz. Dêem-lhe sossego, isto é, ponham, por exemplo, um Marinho e Pinto no caralho, em pousio dos media, impedido de perturbar com a habitual sofreguidão inconsequente em voz de catarro, impedido de agoirar. Chega de sugestões poeira para os olhos. Basta de bojardas selectivas, que nunca incluem a insuportabilidade dos ladrões sorridentes acoitados em Paris. Chega de meter o bedelho farronca e de espingardar à toa. Já basta a falta de nível contra a Ministra da Justiça, coisa inédita e insuportável. [Read more…]

A Saúde em Portugal

Serve este post para mandar àquele sítio a Saúde em Portugal!

Imagine-se numa cidade como Santa Maria da Feira…

Ao jantar, por algum descuido, engasga-se com um pequenino osso que não há meio de sair da garganta. Vai ao hospital: já não o atendem porque já passou da hora…

Mandam-no para o S. João no Porto. Não lhe resolvem o «pequeno problema»: é preciso fazer uma endoscopia. Entregam-lhe uma carta: «Vá ao Santo António»… Passa lá umas boas horas.

Há portugueses de primeira e de segunda. Há os que têm, não obstante o azar de engolir um corpo estranho, a «sorte» de viver numa grande cidade como o Porto ou Lisboa…O resto é paisagem…

Há horas para engolir corpos estranhos!!!

E há horas para se precisar de médico (em algumas cidades e vilas em Portugal).

Aviso: se não viver numa daquelas duas cidades, não fique doente pela sua saúde!

Carta do Canadá: Fugir ao dever

Que o pagar é certo,  diz o nosso povo.  E diz muito bem, como se verá adiante.
De vez em quando vou a Otava, a capital federal do Canadá, uma cidade pequena, com dois rios, toda rodeada de árvores e parques,  harmoniosa e linda, silenciosa e calma, que se destina a albergar o parlamento e o governo, bem como as representações diplomáticas dos muitos países que mantêm ligações com o Canadá. Há ali duas prestigiadas universidades, a  Univ.de Otava e a Carleton.  Na primeira é professor de Sociologia  Victor Pereira da Rosa,  homem de grande sabedoria e honestidade, com vasta obra publicada. Na Carleton, formou-se em jornalismo Dale Brazão e ali foi pescá-lo The Toronto Star, um jornal generalista nacional que tem um milhão de exemplares de tiragem diariamente.  Brazão, que é algarvio e veio garoto para estas terras, especializou-se em jornalismo de investigação criminal e é um dos jornalistas mais premiados do Canadá. No Supremo Tribunal, é juíza Maria Teresa Linhares de Sousa, nascida na Madeira, a única pessoa de língua portuguesa na magistratura canadiana. Um número apreciável de luso-canadianos trabalha nos departamentos governamentais. [Read more…]

Descubra o estudante do Técnico que há em si

grata superveniet, quae non sperabitur hora

Hor. Ep. 1.4.14

Os estudantes do Instituto Superior Técnico preparam-se para testar a excelente e reconfortante, mas tão esquecida, base doutrinária lançada por José António Pinto Ribeiro, um dos mais fervorosos apoiantes do Acordo Ortográfico de 1990 e segundo ministro da Cultura do XVII Governo Constitucional: “Ninguém será abatido, preso ou punido se não aderir às novas normas”.

Os estudantes do Técnico apresentaram uma moção com uma vontade muito clara: a de que “nenhum estudante seja prejudicado por recusar escrever segundo o Acordo Ortográfico”. Estão de parabéns os estudantes do Técnico e estarão de parabéns todos os estudantes que seguirem esta prática.

Descubra o estudante do Técnico que há em si.

Inteiramente de acordo

Que criaturas são estas, tão favorecidas pelo tempo, que ainda lhes sobra algum para se meterem na vida dos outros?

A ler Ricardo Lima no Insurgente.

Missão de resgate na Guiné-Bissau

Alguns contos de Dalton Trevisan, Prémio Camões 2012

Dalton Trevisan, escritor brasileiro nascido em 1925, em Curitiba, sucede a Manuel António Pina como vencedor do Prémio Camões.

Considerado o maior contista vivo do Brasil, conhecido como “O Vampiro de Curitiba” – título de um livro seu, mas que se tornou sua alcunha – Dalton Trevisan é avesso à exposição mediática e aos corredores da mundanidade.

Eis como o descreve Duílio Gomes:

“Seu nome: Dalton Trevisan. Seu instrumento de trabalho: o conto. Sua vítima: o leitor incauto. Sua meta: amedrontar, deliciando. Sua cara: pouco veiculada. Seu endereço: desconhecido. Seu diálogo com o público: um monólogo interior. Sua foto mais conhecida: a tirada por um repórter com teleobjetiva atrás de uma árvore emuma tarde de outono. Seu número de telefone: nem mesmo sua família sabe.” [Read more…]

O fantasma e a vizinha

Tenho uma vizinha que vive com um fantasma. Em certas noites, quando a lua está na posição ideal, e eu me assomo ao lado direito da varanda, e me debruço um pouco para fora (não é fácil espiar os vizinhos) vejo-a a pôr a mesa para dois. Anda num vaivém entre a sala e a cozinha, mas sem alvoroço, sem sinais de nervosismo, e isso começou por espantar-me porque não a imaginava assim, tão confiante. Na primeira noite voltei para dentro antes de que ele chegasse, envergonhada por estar a espiar a vizinha, mas não resisti a espreitá-la uma última vez antes de ir dormir. E foi então que o vi. Ou melhor, não vi, e assim fiquei a saber que ele é um fantasma.  [Read more…]

Roda Livre – Estafetas em Bicicleta no Porto

“A Roda Livre no trânsito em horas de ponta consegue vencer os outros veículos com uma “roda às costas”. Para nós, ruas de sentido único não são obstáculo, o estacionamento não é preocupação e passamos em todo lado. Não querendo mudar o mundo, é uma forma de incentivar as pessoas a andar de bicicleta pelo Porto, incluindo mesmo aqueles que dizem ser impossível!.” (via BiciCultura).

Música e poesia

    (adão cruz)

 Passei o dia a ouvir música

Passei o dia a ouvir música sempre a mesma alternando Madredeus e Erik Satie
Como foi possível parecerem-me tão semelhantes
Que percebe de sons este monocórdico espírito
Mas foi o mesmo o que produziram em mim a sensação amarga de ter atirado fora uma paveia de sentimentos [Read more…]

Trabalhadores Sortudos

Roubado daqui.

Até que enfim! Medidas para salvar o país.

Hoje dá na net: 25 de Abril – Uma Aventura Para a Demokracya

Documentário experimental no inconfundível estilo de Edgar Pêra, mais ao jeito de “remix”, com base nos arquivos do 25 de Abril. É um filme sobre o fim do fascismo e o 25 de Abril, visto a partir das ruas e dos rostos das pessoas. Mais do que mostrar a revolução militar, revela a adesão popular ao movimento. Imagens e sons do passado (a ditadura e a libertação) misturam-se com imagens e sons do presente (manifestações de apoio à independência de Timor).

Ficha IMDB

Em Coimbra, a noite é esta

 

Relvas está em pânico, nunca no mundo houve uma manifestação com tanta gente de preto, só podem ser Black Box.