Por falar em idiotas

Considera-se perfeitamente normal um quilo de alface que custa ao consumidor 1,8€ ter sido comprado ao produtor por 0,4€. São os custos de:

transporte, refrigeração, armazenamento, mais os salários das pessoas envolvidas, mais os custos do supermercado, rendas ou amortizações, salários dos funcionários, bem como provisões para as várias alfaces que vão se estragar e ter de ser deitadas fora, mais a quota parte dos salários dos empregados nos serviços centrais, mais a publicidade na TV, os folhetos e sabe-se lá que mais

O sabe-se lá que mais deve incluir o lucro, cuidadosamente escamoteado nesta descrição toda, feita por um Absolutista dito Liberal.

A alface não foi semeada, regada, adubada nem colhida e a terra (provavelmente a estufa) também não deve ter tido os seus custos a precisarem de amortização. O agricultor não correu o risco, durante semanas, de uma geada lhe destruir todas as alfaces. O agricultor trabalha generosa e graciosamente para a malta comer alfaces.

A lógica das cadeias de distribuição (que substituíram os velhos intermediários precisamente porque têm uma estrutura que lhes permite baixar os custos, e que têm feito mais pela destruiçãoo da agricultura portuguesa que a própria CE) não é nada idiota, nem é uma batata, é uma alface. Idiotas, nós é que somos.

«Políticas de Sócrates levaram país à quase bancarrota», lê-se no DN

Um certo governo, ao tomar posse, recebeu três envelopes  dados pelo anterior governo e garantindo conterem a solução para três crises. Chegada a primeira crise, foi aberto o primeiro envelope e lá constava «Culpa o anterior governo» e assim se resolveu o imbróglio. Mas eis chegada nova crise e foi preciso abrir o segundo envelope, no qual se lia «culpa a conjectura internacional». Novamente, o problema desapareceu. À terceira crise foi a vez de usar o último envelope e nele constava «escreva três cartas como estas e dê-as ao seu sucessor».

Que solução para país?

Reconheço que é fácil apontar o que está mal mas apresentar soluções nem tanto. Por exemplo,salta à vista que o rumo do governo nisso a que chama cortar nas gorduras (que expressão mais infeliz) tem-se reduzido na diminuição dos serviços prestados aos cidadãos em em pagar menos a quem presta esses serviços. Grandes cortes! Os sorvedouros do orçamento de estado continuam lá. Madeira, BPN, empresas municipais criadas para desorçamentação e/ou duplicação de cargos de chefia, o gigantesco estado central, só para citar alguns, nem ao de leve foram tocados. Agora anda aí a tese de eliminar cargos de chefia mas, veja-se bem, isso não significa menos despesa. Apenas que essas pessoas terão menos trabalho e continuarão a receber o seu. Por outro lado, os impostos aumentam continuamente. Até com truques sacanas como essa hipócrita da segurança alimentar. Veja-se que, só no IVA, quase um quarto do preço do produto comprado são impostos.

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O senhor Silva está muito bem de saúde, mas os seus órgãos internos estão praticamente destruídos e teve fracturas múltiplas

 

‘Portugal está melhor, mas os portugueses estão pior’

 

 

Estado de negação

Numa análise que pecará por superficial, parece evidente que os seguidores de algumas ideologias políticas estão, desde há uns anos, completamente à nora para continuarem a sustentar premissas e valores completamente vetustos e, principalmente, desadequados.

Os tempos mudam, e as mudanças não lhes foram generosas. O que outrora parecia, alegadamente, a justiça e a harmonia feitas ideal político, hoje mais não é que um aglomerado de protestos e críticas que se fundamentam já não numa tese única e estrutural que lhes dava consistência e mérito, mas antes num desesperado desejo de sobrevivência política. Já não trazem nada de novo, válido ou exequível. Desistiram de participar. Aceitaram, cobardemente, o império da crítica sem alternativa séria, a supremacia da reprovação populista abrigada na impunidade de quem, voluntariamente, prescinde da responsabilidade de governar ou de, algum dia, vir a governar o País. [Read more…]

Agradecimento a Osório Mateus

Fui até à Biblioteca Municipal da minha cidade, na esperança de encontrar um livro de ou sobre o autor de teatro e trovas medieval, Anrique da Mota, nascido no século XV e com quem Gil Vicente colaborou. Qual não foi o meu espanto que consegui: um livrinho de 120 páginas numa edição de Osório Mateus (um nome que me era completamente estranho).

Escrevo este post pelo seguinte: pela «Nota Prévia» redigida em 1999 pelos seus organizadores, José Camões e Helena Silva: “Em 1996, quando morreu, Osório Mateus [1940-1996] preparava a edição das Obras de Anrique da Mota destinada a integrar esta coleção”. [Read more…]

Sangria

Um pontinho de luz

Há uma criatura na minha rua, não sei se um homem se uma mulher que, todas as noites, ou quase todas as noites, deixa uma vela acesa na varanda envidraçada. Não sei desde quando o faz…

E eu, todas as noites, ou quase, pergunto-me «por quê ou por quem o faz»?

Estou a ler bem?

Jardim vai emprestar  259 milhões de euros a cinco sociedades falidas da região. O valor previsto do financiamento a concedido pelo Estado em 2012 é de mil milhões. Vá, agradeça o peso que lhe tiraram de cima… da carteira.

Ferroviários em Greve

Instantâneo de Joshua Benoliel, 1911.

Hoje dá na net: Kevin Allocca: Porque é que os vídeos se tornam virais

Kevin Alloca é o gestor de tendências do YouTube e tem pensamentos profundos sobre vídeos parvos da Web. Nesta palestra que deu para a TEDYouth, partilha as 4 razões que fazem com que um vídeo se torne viral.

nota: legendas em português disponíveis visualizando aqui

Grandes títulos

ASAE deteta ‘dumping’ em 3 produtos

O desacordo ortográfico afinal tem piada.