O Começo do Fim do Governo Passos

Pode ser isto. Ora, não foi na base da covardia e da cumplicidade com o crime das PPP que confiamos ao Governo Passos/Portas o resgate do nosso destino. Se nos não defendem com unhas e dentes, se o povo pode ser esbulhado mas os Ladrões não podem reestruturar as rendas abusivas nem os políticos facilitadores desse Roubo podem ser processados, então rua!

Até um chimpanzé, mesmo recompensado com os amendoins de Merkel, governar-nos-á com mais zelo. Não precisamos de um mero submisso amanuense pau mandado, apavorado com papões.

O ex-espião, os sms e a jornalista

Tenho um ex-espião que me manda sms sem eu lhe solicitar.  Ele é clippings pela manhã, listas de nomes à tarde, sugestões de gente a empregar à noitinha. Coisas de espionagem, zero, segredos militares, niente, manobras de bastidores e ameaças à segurança do estado, nem sinal. Esses recebe-os um vizinho meu, reenviados por um cunhado que mora em Alguidares de Cima e por via de um outro ex-espião que faz o favor de os partilhar com o dito cunhado.

O meu vizinho, que é um tipo porreiro mas algo linguarudo e com a mania de armar aos cucos, volta e meia descai-se e revela-me algum material confidencial a que chama top-secret.

Ora, o homem, se mos mostra, dá-os também a conhecer ao resto da vizinhança. Andávamos nisto, fazíamos uns petiscos, bebíamos uma cervejinha no café cá do bairro e, como se acabou a bola, íamos conversando sobre coisas de espiões e segredos de estado.

Nunca, como nos últimos tempos, os moradores da minha rua se deram tão bem:

– Já sabes aquela da tal célula terrorista que anda a preparar um atentado?

– Sei, pá, sei, contou-me o Lopes que foi informado pelo Teixeira do 3º esquerdo. Até me disse os nomes dos cabecilhas mas eu não fixo nomes estrangeiros.

O pior foi ter aparecido aí uma jornalista a fazer perguntas. Quer dizer, o pior nem foram as perguntas, foi a jornalista ter dito ao meu vizinho que precisava de ter respostas em trinta e dois minutos. Continuar a ler “O ex-espião, os sms e a jornalista”

Deputado português só come perdiz, lebre, pombo torcaz e camarão/gamba grande

Sempre soubemos que os deputados portugueses se tratavam bem, mas até agora não sabíamos até que ponto podia chegar o descaramento.
No caderno de encargos do concurso de fornecimento de refeições na Assembleia da República, o critério mais importante na selecção do fornecedor não é o preço, como seria de esperar num país mergulhado na crise, mas a ementa apresentada na cantina e nos 2 restaurantes de luxo existentes.
Os senhores deputados não podem comer qualquer coisa e alimentos como perdiz, lebre, pombo torcaz, rola e similares, lombo de novilho, lombo de vitela, lombo ou lombinho de porco preto (bolota) e camarão/gamba grande (24 por Kg ou maior) são receita garantida para ganhar o concurso. É ainda obrigatório disponibilizar diariamente aos representantes da nação 5 pratos à escolha, 8 variedades de sobremesa, uma mesa com um mínimo de 8 complementos frios e uma mesa com 4 componentes de comida vegetariana.
O caderno de encargos chega ao ponto de indicar a única espécie de bacalhau permitida, o tipo de café servido aos deputados (de 1.ª, obviamente), o tipo de músculos a partir dos quais se devem obter os bifes e por aí fora. No bar, a empresa vencedora deve garantir 3 variedades de vodka, 16 tipos de whisky, 4 vermutes, 4 brandies e 8 licores. Continuar a ler “Deputado português só come perdiz, lebre, pombo torcaz e camarão/gamba grande”

Cheira Mal, Cheira a Troika

Como é que chegámos à situação de bancarrota ou pré-bancarrota?! E porquê insistir na narrativa que o senso comum já assimilou e reproduz todos os dias, culpando o passado e não tanto o caminho aselha seguido agora? Porque, salvo raros media, parece proibido assacar e imputar ao PS, e ao sapateiro que o guiou, responsabilidades crassas pelo que nos trouxe até aqui. Veja-se o Público: obnubilação completa dos casos e podres do espécime sob a égide de São José Almeida, uma das opinadoras residentes mais profundamente suspirante e messianística do passado rançoso recente do seu partido.

Se é certo que o TGV não se concretizou e, quanto a aeroportos, nasceu somente o elefante branco do de Beja onde as ervas e os chaparros medram, muito dinheiro foi queimado em estudos e compromissos, coisa a não escamotear no seu impacto. Perante a rebaldaria completa e a captura do Estado pelos fautores de negócios chorudos para si à conta de PPP e de outros desmandos grosseiros contra Portugal, o FMI, que é uma rigorosa merda falhenta e caolha, seria infinitamente melhor que continuarmos sob saque socialista, com os saqueadores socialistas de orçamentos sempre sorridentes, protegidos pela Procuradoria e pelo Diabo-a-Quatro, dignos de repouso e sossego.

Depois veio Passos com a Troyka, outra merda atrevida e caolha, inocular um zelo desmesurado na aplicação de uma receita sacana, estranguladora, subindo impostos como os outros, sacrificando os mesmos como os outros, desengordurando o Estado, mas pouco, coisa a que os outros se recusavam, porque estar no Estado, usá-lo, e sugar-lhe tudo para si, sempre foi o desígnio supremo dos ratos do Rato, a começar pelo devorista exemplar Soares, pai carnal e espiritual deles todos. Continuar a ler “Cheira Mal, Cheira a Troika”

Eu que sou das intrigas…

Samuel de Paiva Pires acusa Rodrigo Moita de Deus de ser um “Abrantes”. Rodrigo e mais uns senhores, incluindo o Jacinto Bettencourt, dizem que não são “Abrantes” e por alguma razão acusam Samuel Pires de ser pouco patriota. (Ui, o medinho, A acusação mais usada nos nossos dias: não ser patriota logo em vésperas da Selecção jogar. Já disse que sou pela Holanda? Senhores, eles falam do Felipe no hino! Do Felipe!)

Eu não sei bem quem tem razão até porque como diz e bem o Rodrigo eu não sou de intrigas. Mas sei que alguém me devia explicar qual a diferença entre isto e isto.

PS: Miguel Relvas deve demitir-se. E já. Isso sim seria zelar pelos interesses da “pátria” na medida em que se começava a instituir regras e a tentar imbuir os nossos governantes de princípios. Sabem, aquilo do exemplo. Só que em Portugal o exemplo devia vir de baixo. Isso sim era de valor.