“trabalhar mais de um ano sem comer”

Nem dá para comentar! São declarações do Ministro da Educação!

É uma ideia tão vazia, tão redutora, tão Cratiana que se torna difícil comentar…

Confesso que me vieram à cabeça os insultos do tempo da bola no pelado, o “já fiz trapézio nos cornos do teu velhote”, vai lavar a cara onde a tua mãe lavou…”, “vai agora para casa se gostas de sexo a três”, “vai ao médico ver se estás com algum problema de cálcio” e tudo o resto…

Mas fico-me pelo silêncio! Ou antes por isto:

– estão agora a perceber o que está a acontecer à NOSSA Escola Pública?

Comments

  1. Ricardo M Santos says:

    “o teu pai é teu tio” sempre foi o meu preferido.

  2. nightwishpt says:

    “A pura injecção de dinheiro na economia provoca distorção no sistema produtivo. ”
    Esta gente não percebe nada de economia.


    • Acho que não preciso de dizer que esse tal dinheiro “injectável” vem dos impostos lançados sobre o sistema produtivo, que por sua vez diminuem o lucro, a capacidade de investimento e a capacidade de contratação do mesmo sistema produtivo.

  3. Fernando says:

    Este paternalismo abjecto, que tem vindo a crescer com o intensificar da crise, é um sintoma de como estas elites corruptas vivem numa bolha. Esta bolha vai rebentar e vai haver consequências severas para quem andou a semear tempestades…


  4. Creio que é claro que a intenção de Crato foi chamar a atenção para a enormidade da dívida que o governo socialista deixou. É tão grande que mesmo que fosse possível trabalhar sem gastar nada durante um ano, a riqueza produzida não chegaria para a pagar. É uma redução ao absurdo, porque as próprias despesas para ir trabalhar constituem em si produção de riqueza.
    Toda a gente sabe que a dívida pública nunca vai deixar de existir. Todos os países têm dívida pública. E nem a intenção da troika e do programa de ajustamento é eliminá-la. É reduzi-la para níveis que possam ser comportados pela economia real.

    • Ricardo M Santos says:

      Não se pode confundir socialismo com PS.

    • Fernando says:

      O interesse da Troika/ banca privada é manter a criação do dinheiro/ divida no seu eterno controlo, pois assim terá sempre servos.
      Pode pintar de cor-de-rosa a realidade, mas a conversa fiada pró troika já não é muito eficaz…

    • António Duarte says:

      Sob o programa da troika, a dívida pública continuou a aumentar.

      Aliás, enquanto houver défice orçamental a dívida estará sempre a crescer.

      A dívida pública, tal como está, é impossível de pagar, e a única forma de a tornar “comportável pela economia real” seria através de uma renegociação, incluindo um perdão parcial, a revisão dos prazos de pagamento e a redução substancial das taxas de juro. Sabe-se isto desde o princípio, mas andamos há anos a adiar a resolução do problema, empobrecendo o país, apenas para dar à direita neoliberal uma pretensa justificação para forçar aquilo a que chama “reforma do Estado”.

      Na verdade, a destruição do Estado social que nunca tiveram coragem de levar a votos e que agora querem fazer com a cobertura do programa da troika e das suas “inevitabilidades”


  5. Nem nos matando eles conseguem pòr as contas em ordem ,
    porque cada dia dia roubam mais . São todos uns vigaristas
    e ladrões autorizados pela própria justiça e polícias


  6. Também gostava de os chamar caracóis, porque eram lentos, ranhosos e cornudos e ainda gosto mas, agora, para este ministro, fico com os dois primeiros e acrescento outros: cego, vendido à troika, mentiroso.

Trackbacks


  1. […] da troikalização da sociedade, destas constantes e irracionais políticas de empobrecimento. O crato quer o povo a trabalhar sem comer? Para lá […]

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