Repetir devagarinho: o governo não mandou fechar colégios


5345254_desenho-animado-boca-balão-de-fala-mão-projeto-arteO actual ministro da Educação já fez algumas asneiras e muita coisa me diz que continuará a fazer, entre o aprofundamento da municipalização e o afundamento de currículos. Admito, até, que, por questões ideológicas e/ou pessoais, haja quem não concorde com a decisão de rever alguns contratos de associação, mesmo que muitos desse contratos desrespeitem a lei. Essa revisão terá, com certeza, implicações negativas, também no que se refere à vida profissional de professores e é certo que não serve de consolo saber que Nuno Crato conseguiu fazer o mesmo a muitos mais.

Tudo isso é verdade, mas não é verdade que o ministro tenha mandado fechar colégios, até porque não é dono deles. O ministro não pode sequer impedir que os colégios abram turmas, desde que cumpram os requisitos legais para tal. O ministro pode, no máximo, acabar com o financiamento de colégios com contrato de associação. Antes dele, já houve quem fechasse escolas, colégios não. Sendo assim, vamos lá repetir devagarinho: o governo não mandou fechar colégios. Ainda não perceberam? É fácil. Vão repetindo. Isso. Outra vez. Outra. Ainda outra. Pronto. Ponto. Viram como foi fácil?

Comments

  1. Carvalho says:

    Explicar isso a gente estúpida é uma tarefa impossível. Seria como ensinar a Teoria da Relatividade ao Relvas…Ou como ser uma pessoa honesta ao Sócrates.

  2. Esctatota Biribó says:

    O chocolate não engorda, quem engorda são a pessoas.
    O governo não fecha as escolas, vai é deixar de financiar escolas priveligiadas, perdão privadas, perdão mais uma vez, subsidiadas, pôrra que não acerto, subsidiodenependes.

  3. joão lopes says:

    “o ministro da educação manda fechar milhares de escolas e coloca milhões de pessoas no desemprego”-foram estas as palavras que varios jornalistas do cm,artur albarran,jose rodrigues dos santos e tambem os directores do sol/tvi ,juram ter ouvido.há quem tenha ouvido as ultimas palavras de artur albarran depois de desaparecer na 24julho às 5 da manhã:Choque e Horror.

  4. francisco dias says:

    O desatino é tanto que mostram o “imberbe ministro” com barba de 15 dias.

  5. Thief says:

    Os tipos do blasfémias escolheram bem o nome, acho que faz justiça ao que por lá se escreve.

  6. Foi uma loucura a manifestação dos canários. Um milhão nas ruas. Ainda vai aparecer aí o Zé Rodrigues dos Santos com a teoria de que a Assembleia da República recuou vários metros, ou que teve a necessidade de ir comprar uma televisão maior.

  7. Manuel Avelino says:

    Há uma coisa chamada eufemismo… Vou dizer devagarinho… eufemismo… Claro que não mandou fechar… Mandou não abrir, com o despacho mais reacionário da Educação desde o 25 de abril.
    O Ministro também não disse que acabavam as turmas reduzidas para alunos com NEE, mas… Aguardemos pelas maravilhas que aí vêm… municipalização, continuação dos congelamentos das progressões (ora toma!), falta de assistentes operacionais das escolas, enfim, vira o disco e toca o mesmo. A diferença só está mesmo no comportamento de uns certos sindicatos…

    • António Fernando Nabais says:

      Quanto ao “vira o disco e toca o mesmo”, basta reler com atenção o primeiro período do texto para ver que não tenho confiança neste ministro. De resto, não sabia que deixar de financiar algumas turmas equivalia a impedir ou proibir a abertura dessas mesmas turmas. Devagarinho: os pais podem continuar a matricular os filhos nessas turmas, mas passarão a pagar do seu próprio bolso, sem ajuda do Estado.

  8. Maria Monteiro says:

    É verdade o Ministro não fechou escolas . O Ministério da Educação deixou de financiar turmas e só ,de alguns Colégios que haviam celebrado com o Estado um Contrato de Associação. Reparem não foram todos os Colégios com Contrato de Associação .Por outro lado, os Colégios têm ainda outros meios, ao seu dispor, para contratualizar com o Estado que não foram banidos, os Contratos Simples e ainda os Contratos de Desenvolvimento … Mas se os colégios se enquadram na figura jurídica de empresas privadas ainda têm outra via , respeitando e defendendo a liberdade de escolha, como a defendo, manterem-se por si só quem escolhe
    ir para o privado paga.

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